Redes sociais: use com responsabilidade e moderação

Por Weruska Goeking //

Até bem pouco tempo o acesso às redes sociais eram proibidos em diversas empresas. Com a inevitável abertura das companhias às novas formas de comunicação, cabe ao funcionário usar o bom senso.

Twitter é a rede social que os brasileiros mais acessam para uso pessoal e de trabalho em um mesmo perfil

“As empresas estão colocando na balança os benefícios e estão optando por liberar o uso”, conta André Vilela, diretor de soluções de tecnologia da Unisys Brasil.

Isso não quer dizer que os problemas com o mau uso ou excessivo durante o expediente acabaram. De acordo com Vilela, o que mudou foi o potencial de colaboração das redes sociais com o trabalho do funcionário. “Lidar com esses novos meios de comunicação será uma eterna fonte de problemas”, afirma.

Ele defende a liberação do uso de redes sociais nos computadores corporativos por acreditar que seu uso é como o telefone que o funcionário tem disponível em sua mesa, com o qual o colaborador deve ter consciência de que seu uso pessoal não é proibido, mas deve ser usado com parcimônia e sem alterar sua rotina de trabalho.

A orientação pode soar banal, mas contar com o bom senso do colaborador é fundamental, já que a maior parte das empresas ainda não faz orientações específicas quanto ao uso dos perfis pessoais durante o expediente. “Se uma pessoa está dentro da empresa e usando recursos da companhia, tudo o que ela faz é considerado inerente ao seu trabalho. O que ela faz no ambiente de trabalho diz respeito ao trabalho”, alerta Vilela.

Apesar dessa preocupação, Vilela afirma que analisar os riscos do uso das redes sociais no trabalho antes mesmo dos seus benefícios “é um problema”, já que proibir é praticamente ineficiente, quando não impraticável – é possível acessar sites bloqueados pela equipe de tecnologia da informação por meio de outros endereços eletrônicos.

“A contrapartida é o que interessa, porque o Youtube ou outro compartilhador de vídeos é um meio de instruir o funcionário, de passar informações úteis ao seu trabalho. A Unysis, por exemplo, tem um canal no Youtube com mais de 50 vídeos para funcionários e clientes”, diz Vilela, que também revela que a própria Unisys já foi muito restritiva quanto ao uso desse tipo de tecnologia, mas que perceberam que o potencial de benefícios era maior.

“Outro aspecto importante é estabelecer relacionamentos com pessoas fora da empresa que podem ajudar a desempenhar as funções atuais. Isso tem um valor enorme para o desenvolvimento profissional. Sua capacidade de se relacionar com as pessoas está sendo multiplicado com o uso da tecnologia”, conta o executivo.

Redes corporativas

Se preferir, a empresa pode criar sua própria rede social, para uso exclusivo dos funcionários. Além de minimizar os riscos do uso das redes públicas, como o Twitter e o Facebook, a companhia pode usar o espaço para evitar que várias versões de um acontecimento ou de um arquivo sejam espalhadas pela empresa, reunindo em um perfil as informações oficiais.

Informações sigilosas

De acordo com Vilela, o vazamento de informações não será um risco desde que o uso das redes sociais seja usado para alavancar os negócios da empresa. “Esse risco continua existindo da mesma forma que existia antes do surgimento das redes sociais, já que o funcionário poderia encaminhar informações sigilos por e-mail”, explica.

Do ponto de vista de ataques externos, como de hackers, as redes corporativas são mais seguras em relação aos perfis públicos.

As redes em números

Vilela conta que entre as previsões de expansão das redes sociais, as que mais devem crescer em 2011 são as corporativas. “Existe uma tendência muito grande das empresas criarem as suas redes sociais internas. Muitas empresas estão nos procurando para que possamos criar redes corporativas seguras, para garantir que só pessoas habilitadas tenham acesso”, completa.

De acordo com um estudo realizado pela IDC Brasil em parceria com a Unisys, o uso das redes sociais deve crescer entre 10% e 30% em 10 países pesquisados. No Brasil, 15% dos usuários com perfil no My Space e no Facebook também fazem uso corporativo dos sites. Nos Estados Unidos esse número cai para 3%.

Já o Twitter é a rede social que os brasileiros mais acessam para uso pessoal e de trabalho em um mesmo perfil, com 20%. Na Europa, Estados Unidos e Nova Zelândia apenas 3% usam seu perfil para as duas situações. (Brasil Econômico)

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