País tenta acerto com Argentina pré-G20

São paulo – Brasil e Argentina sentaram ontem à mesa de negociações para aparar arestas do comércio bilateral às vésperas da reunião do G-20 (grupo que reúne países ricos e emergentes), que acontece a partir de hoje, em Paris.

Na pauta das discussões entre Brasília e Buenos Aires estão: intercâmbio comercial, integração produtiva, acordos setoriais, lista de exceções à Tarifa Externa Comum do Mercosul (TEC) e promoção comercial. O principal foco do Brasil é a nova barreira argentina que eleva de 400 para 600 o número de itens na lista de produtos que não conseguem licença automática de importação. A medida eleva a burocracia e a demora para liberação dos pedidos por parte dos compradores argentinos de produtos brasileiros.

Alessandro Teixeira, secretário de Comércio Exterior do Mdic teria pedido para garantir que os pedidos das licenças não automáticas seriam respondidos rapidamente. Outra alegação de Teixeira foi com relação à necessidade do aumento da participação dos produtos argentinos no mercado brasileiro.

A discussão teve como pano de fundo a publicação ontem, no Diário Oficial da União (DOU), determinação do governo brasileiro de reduzir para 2% a alíquota do imposto de importação para 408 tipos de bens de capital e 9 itens de informática e telecomunicações. Os itens foram incluídos na lista de ex-tarifários, que permite a redução temporária de tarifas para aquisição no exterior de produtos de diversos setores que não têm produção nacional. O corte de tarifas ocorre após análise pelo governo dos projetos de investimentos apresentados pela iniciativa privada.

Segundo o Mdic, os investimentos previstos nos projetos beneficiados com a queda do imposto somam US$ 2,132 bilhões. Os maiores investimentos ocorreram nos setores automotivo, gráfico e de bens de capital. As importações dos produtos devem chegar a US$ 767,8 milhões.

Enquanto isso, no cenário internacional, os Estados Unidos tentam passar uma emenda ao orçamento para eliminar os pagamentos concedidos ao Brasil em relação a disputa do algodão.

Um acordo compensa o Brasil em US$ 147 milhões anuais pelos subsídios norte-americanos aos seus produtores da commodity e evita uma retaliação milionária do País contra produtos vindos de Washington. A questão ocorre a um mês da visita do presidente Barack Obama ao País.

Karina Nappi PB // DCI

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