Repetindo o feito do ano passado, o setor atacadista pernambucano deve fechar 2010 com um crescimento em torno de 15%. E a previsão é que 2011 continue rendendo bons frutos para o Estado. De acordo com o presidente da Associação Pernambucana de Atacadistas e Distribuidores (Aspa), Douglas Cintra, há mais de dez ano o atacado cresce a uma taxa de dois dígitos em Pernambuco. “Temos presenciado um crescimento chinês”, disse o presidente. Para manter a evolução, no entanto, será preciso continuar investindo pesado em programas de qualificação de pessoal.

Além da consolidação, este ano o setor foi beneficiado por algumas mudanças depois que entrou em vigor o sistema de substituição tributária. Após uma série de reivindicações, os empresários locais conseguiram fazer com que a cobrança de ICMS dos produtos em estoque fosse amenizada e a quantidade de parcelas para recolhimento do imposto fosse ampliada.

Além disso, o modelo de tributação na indústria fornecedora, segundo a visão do governo, por si só já se traduz numa maneira de melhorar a arrecadação e evitar a sonegação.

“Temos trabalhado também por um mercado mais transparente. Cada vez mais padarias e mercadinhos, por exemplo, se formalizam”, comentou Cintra. “A imagem de que as grandes redes têm tomado o lugar dos menores também está finalmente se desfazendo”, acrescentou.

Para manter o ritmo nos próximos anos e acompanhar o crescimento do Estado, porém, o presidente da Aspa frisou que é essencial continuar investindo alto também na qualificação da mão de obra, passo importante para que atacadistas continuem sendo fortes parceiros do setor industrial e varejista.

AÇÃO

O programa Varejo em Ação, lançado pela Aspa em abril deste ano, já treinou e levou consultoria para cerca de 470 varejistas pernambucanos. O objetivo é, através de reuniões e consultorias, mostrar ao pequeno varejista como competir com grandes redes. “Preparar o pequeno varejo significa garantir também o futuro do atacado”, declarou Cintra. Para 2011, a Aspa pretende levar o programa para mais pelo menos 500 empresários. Os municípios que tiverem interesse podem solicitar as visitas da associação. (Jornal do Commercio)

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