RIO DE JANEIRO (Folhapress) – O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) apresentou ontem o menor preço na licitação para a construção de 28 navios-sonda de exploração e perfuração de petróleo, a maior encomenda da Petrobras para o pré-sal. A empresa apresentou o valor de US$ 4,65 bilhões (cerca de R$ 8 bilhões) para um lote de sete embarcações, o que corresponde ao valor de US$ 644,3 milhões por unidade. Se esse preço prevalecer para todas as sondas, a licitação chegará a US$ 18,6 bilhões. O total ficaria abaixo até mesmo do piso estimado pelo setor para a encomenda: cerca de US$ 20 bilhões.

Havia a expectativa de que o custo final dos contratos pudesse atingir US$ 30 bilhões – e se aproximar dos US$ 33 bilhões previstos para o trem-bala. A proposta do Atlântico Sul foi mais baixa do que a do consórcio Alusa/Galvão Engenharia, o segundo mais bem classificado, com preço de US$ 4,678 bilhões – ou US$ 668,4 milhões por navio-sonda.

O resultado final da concorrência, porém, não foi proclamado ainda porque existe um prazo de cinco dias corridos para recursos e análise de documentos apresentados. A Petrobras pode ainda renegociar preços e eventualmente cancelar a concorrência, caso julgue que os custos são excessivos. De todo modo, o certo é que o Atlântico Sul, que tem base em Pernambuco, já assegurou, ao menos, a construção das sete primeiras sondas em suas instalações. A expectativa é que a Petrobras passe a uma fase de negociação e fatie o restante da encomenda. O consórcio Alusa/Galvão não se pronunciou oficialmente.

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