SÃO PAULO (Folhapress) – Os mercados globais retomaram o patamar anterior à quebra do Lehman Brothers, em 15 setembro de 2008. Para se proteger contra a desvalorização do Dólar, os investidores buscaram refúgio em “ativos reais’’ como ações, commodities e moedas. Na Bolsa de Nova York, o índice Dow Jones, termômetro das 30 companhias mais poderosas do planeta, subiu 1,96%. No Brasil, a BM&FBovespa está a 521 pontos do pico histórico do Ibovespa, de 20 de maio de 2008, pouco depois do “grau de investimento’’ (selo de bom pagador) brasileiro. O Ibovespa marcou 72.995 pontos ontem, com alta de 1,52%. Até as ações da Petrobras retomaram o patamar anterior à oferta de títulos. Os papéis ON (com voto) subiram 3,07%, para R$ 30,20.

A taxa de câmbio doméstica sofreu o maior “tombo” desde o fim de maio, em uma reação dos agentes financeiros ao pacote bilionário do banco central americano para estimular a economia local. A recompra de títulos públicos por US$ 600 bilhões forneceu combustível para uma forte recuperação das Bolsas de Valores, para derrubar os preços do Dólar.

O dólar comercial foi trocado por R$ 1,679, em baixa de 1,29%. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,800 para ven da e por R$ 1,630 para com pra. Para a equipe de analistas da Austin Rating, o maior impacto desse programa de estímulo monetário se rá a valorização do Real frente ao Dólar. “Esse aumento não deverá ser revertido em aumento de financiamento de investimentos ou consumo privado, mas sim em ampliação da carteira de ativos de países emergentes, sejam títulos públicos ou títulos privados”, comentam os analistas, em relatório distribuído ontem.

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