Usina na Mata Sul terá que tomar medidas urgentes para conter poluição

Infração ambiental da Usina Interiorana (antiga Usina Estreliana) foi comprovada pela CPRH; em reunião nesta sexta-feira, Agência pediu ações imediatas

Da Redação do pe360graus.com

Foto: Divulgação| CPRH

Após denúncias de moradores de uma comunidade de Ribeirão, Mata Sul do Estado, sobre a poluição causada pela Usina Interiorana (antiga Usina Estreliana), a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) solicitou medidas imediatas para resolução do problema. O pedido foi feito na manhã desta sexta-feira (15) durante reunião com representantes da usina.

Os moradores da Vila da Cohab reclamam da fumaça exalada pelas chaminés da usina, localizada no limite dos municípios de Gameleira e Ribeirão, que se encontra no período de moagem. A infração ambiental foi comprovada nesta quinta (14) por uma equipe de fiscalização da Agência (foto 2), que fez um levantamento da situação, com registros fotográficos e entrevistas aos moradores de comunidades do entorno.

O NETV mostrou o problema na última quarta (13). A fumaça escura que saía das chaminés era motivo de preocupação para os moradores, que tinham as casas tomadas pela fuligem. A CPRH entendeu que se trata de uma questão ambiental que afeta a saúde pública. Apenas na Vila da Cohab, são 3.000 moradores aspirando a fumaça, incluindo muitos idosos e crianças.

Na reunião, os representantes da usina apresentaram um documento solicitando um prazo de 20 dias para a resolução do problema. A Agência Ambiental não concordou e solicitou ações urgentes de contenção da fumaça preta emitida pelas chaminés da indústria.

“De imediato, vamos tentar alguma melhoria. Depois, vamos reavaliar todo o sistema”, disse a engenheira química da usina Sirleide Santos. Por meio de nota, a Usina Estreliana disse que cumpre rigorosamente todas as determinações da legislação ambiental e que está tomando todas as providências necessárias para a solução do problema relacionado a uma falha identificada em um dos lavadores de gases.

Segundo a CPRH, foram designados técnicos para acompanhamento da questão neste final de semana. Também haverá uma reunião extraordinária do órgão para análise da situação, o que poderá resultar em multa ou até mesmo a paralisação das atividades da usina, disse o presidente da CPRH, Hélio Gurgel.

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