Areva desenvolve projeto no Sudeste

JAMILLE COELHO   // Folha de PE

Há 35 anos atuando no segmento de geração e cogeração de energia a partir de fontes renováveis, a empresa pernambucana Areva Koblitz – subsidiária da multinacional francesa Areva – está desenvolvendo projeto no Sudeste do País para aproveitar o lixo e, com isso, gerar energia limpa. O custo para implantar a proposta gira em torno de R$ 8 milhões por cada MWh instalado. A planta do projeto tem capacidade para 20MWh, o que resultaria em um investimento de R$ 160 milhões para tirar os planos do papel.

“Essa é mais uma alternativa de geração de energia limpa. Vários países já colocam o projeto em prática e é uma excelente solução para descongestionar os aterros sanitários e contribuir com o meio ambiente, nos livrando dos lixões. Além disso, é uma proposta que dá bom retorno econômico para as empresas”, afirmou o diretor da insti­tuição, Luiz Otávio Koblitz.

Em seu portfólio, a Koblitz conta com ampla experiência na elaboração e desenvolvimento de projetos para usinas de álcool e açúcar, alimentos e bebidas, beneficiamento da madeira e arroz, óleos vegetais, papel e celulose, siderurgia, dentre outros, sempre utilizando combustíveis re­nováveis para produção de e­nergia. Mas o foco do empreendimento é instalar plantas, com capacidade de até 50 MWh, que geram energia a partir do bagaço da cana. “Todas as usinas foram feitas para gerar sua própria energia, porém a quantidade de bagaço disponível dá para fazer a cogeração e, ainda, gerar um excedente, que pode ser vendido e o lucro retornar para a empresa. Se todo o bagaço, as pontas e as folhas da cana fossem usados corretamente, as uni­dades agroindustriais consumiriam apenas 20% da produção elétrica e o restante poderia ser comercializado”, explicou o diretor.

Koblitz acrescentou que para as usinas utilizarem esse método, seria ne­cessário um investimento de R$ 3 milhões por cada MWh. Consi­derando a capacidade de 70 mil MWh, o investidor gastaria R$ 210 milhões e obteria um incremento de 50% no faturamento e 100% no lucro. No Nordeste, a Koblitz, desenvolve esse trabalho em 60 usinas, um total de 14% das 430 unidades agroindustriais do País. “O Nor­deste representa 20% dos nossos clientes, é um bom percentual uma vez que o consumo médio da região é de 15%, se comparado com as outras áreas bra­sileiras. Cres­cemos cerca de 300% nos últimos cinco anos. Em mais cinco anos, nossa expectativa é crescer 20% ao ano. Con­tamos com unidades aqui em Pernam­buco e mais duas no estado de São Paulo”, enfatizou.

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