Estaleiro Aliança

Em geral, não vale a pena uma empresa verticalizar, como dispor de sua própria agência de publicidade ou de sua própria gráfica. O que é economia a curto prazo, pode se tornar um ônus, no futuro. No entanto, na área de navegação, como muitos estaleiros representavam um risco, algumas empresas criaram seus próprios estaleiros, como Wilson, Sons. Recentemente, a CBO, do grupo Fischer, seguiu esse caminho, ao adquirir o antigo estaleiro Ebin, hoje Aliança – nome de empresa de navegação que era do grupo Fischer e hoje está ligada à Hamburg Sud.

O Estaleiro Aliança, do grupo Fischer, vive situação especial: está lotado, apenas com encomendas do próprio grupo. A CBO tem 17 navios e muitas encomendas pela frente. Com isso, o estaleiro Aliança, atendendo apenas ” encomendas de casa” está envolvido em obras de 19 barcos de apoio, o que garante emprego para mil pessoas, em Niterói (RJ). Em um ano, ficará pronta a metalúrgica do grupo, a se situar em Guaxindiba, próximo ao pólo da Petrobras de Itaboraí (Comperj). Essa fábrica não só atenderá ao estaleiro como poderá suprir ao Comperj e seus fornecedores.

STX no Rio de Janeiro
Entregue o navio mais caro do país

Sem qualquer solenidade, o estaleiro STX, de Niterói (RJ) fez a entrega do navio mais caro já construído no país. O fato ocorreu no último dia 3, quando o “Skandi Vitoria” foi recebido pelo consórcio franco/norueguês DOF/Technip. Contando-se sofisticados equipamentos nele instalados, o custo total chega a US$ 290 milhões.

A embarcação é a primeira do estilo “lançadora de tubos” feita no país e está dotada de unidades robóticas tipo ROV, com capacidade de atuação em profundidade superior a 2.000 metros. ” É uma prova de que a construção naval brasileira nada deve às grandes potências”, afirmou Miro Arantes, presidente do STX.

Econômico e social
Atlântico Sul, Suape, Pernambuco

O recorde, por ter construído o maior navio do Brasil continua com o estaleiro Inhaúma (ex-Ishibrás), do Rio de Janeiro. De lá saíram Tijuca e Docefjord, de 313 mil toneladas. No entanto, o novato Atlântico Sul, de Suape (PE) tem a maior capacidade – para navios de até 500 mil toneladas – e uma carteira de encomendas imbatível, no valor de US$ 3,5 bilhões.

O Atlântico Sul tem encomendas de 22 navios, sendo 14 Suezmax, de 160 mil toneladas, como o pioneiro “João Cândido” e oito Aframax, de 110 mil toneladas, além da plataforma P-55, da Petrobras. O total de trabalhadores é de 3.850, dos quais 80% são originários de Pernambuco; a segunda maior parcela é de gente que saiu do Estado do Rio de Janeiro: 7%. E há lá 130 dekasseguis, brasileiros que emigraram para o Japão e fizeram o caminho de volta. As mulheres são 13% da força de trabalho, bem acima da média nacional, de 8% nos estaleiros.

Por lei, o estaleiro teria de dar 200 empregos a pessoas com deficiência, mas, por ser trabalho pesado, o total até agora alcançado é de 60 pessoas. A empresa construiu 1.328 casas para trabalhadores, que serão deles após 12 anos de fidelização.

Trata-se de estaleiro de quarta geração, cujos principais acionistas são Camargo Corrêa, Queiróz Galvão, PJMR e Samsung Heavy Industries. (Portal NetMarinha)

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