Porto Digital terá R$ 53 mi para investir

Os recursos vão ser aplicados até 2013 em 33 iniciativas, que vão da expansão da área física até a inclusão digital e capacitação do pessoal

Angela Fernanda Belfort // Jornal do Commercio

O Porto Digital vai investir R$ 53,2 milhões entre 2010 e 2013 em 33 iniciativas, como a expansão da sua área física, a implantação de um centro tecnológico da economia criativa – que inclui moda, design, música, cinema, entre outros –, ações de responsabilidade social, inclusão digital, um escritório em São Paulo, internacionalização das empresas “embarcadas” e a capacitação das pessoas que fazem o principal polo de tecnologia da informação (TI) do Estado. Do total a ser investido, R$ 32,1 milhões são de recursos novos conseguidos num convênio com o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e os R$ 23 milhões restantes foram captados, nos últimos dois anos, e estão sendo aplicados em programas em execução ou que vão começar.

Os R$ 32 milhões são o segundo maior aporte de recursos, de uma vez só, que a organização receberá nos seus 10 anos de existência. Até então, o maior investimento na estrutura do Porto foi de R$ 10 milhões, logo depois da sua fundação. Do investimento atual, a maior parte dos recursos vem do MCT, mas o Estado vai entrar com contrapartidas e o Sebrae bancará parte das capacitações.

Um dos principais focos do atual plano de ação é a capacitação. “A nossa atividade é intensiva em conhecimento e quem inova são as pessoas. Fizemos uma pesquisa e identificamos lacunas apontadas pelas empresas. E é justamente nelas que vamos atuar”, disse o presidente do Porto Digital, Francisco Saboya. Os profissionais de TI farão treinamentos com certificações nas metodologias que atestam a qualidade do processo de desenvolvimento de software, como o MPS.BR e CMMI, no qual serão gastos R$ 660 mil. Eles também terão cursos de língua inglesa – que deverão certificar 1.200 pessoas –, de gerenciamento de projetos etc.

As empresas que fazem parte do Porto também vão participar de um processo de certificação, iniciativa importante para abrir novos mercados. O plano prevê um investimento de R$ 259 mil para que os produtos feitos pelas empresas do Porto tenham um selo de Indicação Geográfica (IG). No Brasil, somente seis produtos da agropecuária têm esse selo de IG.

Com relação a abertura de um escritório em São Paulo, Saboya afirmou que a iniciativa é necessária porque 70% do faturamento das empresas do Porto Digital vêm de fora do Estado e isso vai facilitar a realização de novos negócios.

Ainda no plano de ação, a economia criativa também terá um papel de destaque com a implantação de um laboratório e um centro de excelência nessa área. Eles deverão ser equipados com maquinário de última geração e vão ser usados pelos produtores culturais. Atualmente, para finalizar um filme, o produtor tem que ir para São Paulo para que isso ocorra com uma melhor qualidade.

Uma parte dos recursos também será gasta em programas para tornar o porto mais próximo de alguns setores da economia, como uma segunda etapa do Porto Desembarca – programa no qual representantes do Porto vão promover encontros com os empresários da bacia leiteira de Garanhuns, do gesso do Araripe e do polo de confecções, entre outros. O objetivo é oferecendo soluções para as empresas que contribuam para o aumento da sua produtividade. Também serão implantadas ações para que o Porto chegue mais próximo das universidades e dos empreendimentos, os quais estão se instalando em Suape.

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