Rio de Janeiro tenta evitar debandada de estaleiros

Flexibilidade ambiental, proximidade das principais jazidas produtoras de petróleo e da cadeia de fornecedores de São Paulo e Minas Gerais. Com esses instrumentos, o estado do Rio tenta minimizar a tendência de desconcentração da indústria naval brasileira.

Estaleiro Mauá em Niterói, o primeiro da história do país

O setor começa a migrar para o Nordeste, mas o Rio tem expectativa de receber US$ 2 bilhões em investimentos da indústria naval nos próximos quatro anos.

O estado, que ainda concentra quase metade de toda mão de obra gerada pela atividade naval no país, não só pretende assegurar novos investimentos – como o estaleiro do empresário Eike Batista, da EBX – como também confirmar a renovação dos grupos investidores.

No ano passado, por exemplo, a Andrade Gutierrez assumiu o controle do estaleiro Mauá, o primeiro da história no país, para disputar uma fatia dos novos contratos previstos para os próximos anos.

Embora o estado ainda enfrente dificuldades para tornar viáveis alguns dos novos empreendimentos – aguardados para o município de Maricá e o distrito industrial de Itaguaí -, deverá alcançar sucesso na criação de um novo complexo naval no distrito de Barra do Furado, próximo aos municípios de Campos e Quissamã, na região Norte.

A subsecretária de Desenvolvimento Econômico do estado, Renata Cavalcante revela que o projeto, avaliado em R$ 1 bilhão, começou a se tornar realidade com o acerto do governo fluminense e das prefeituras de Campos e Quissamã para iniciar as obras de dragagem necessárias para tirar o estaleiro do papel.

Além da coreana STX, grupos como a brasileira Alusa e a Edson Chouest pretendem investir na construção de até três estaleiros no local.

Para justificar a viabilidade do negócio, e o comprometimento dos grupos, a subsecretária lembra que a Alusa participa da licitação para fornecimento de sondas de perfuração, da Petrobras, com um lance que prevê a construção das unidades no futuro estaleiro.

“O grande pulo do gato, no entanto, será mesmo a revitalização do antigo estaleiro Ishibrás (agora Inhaúma) pela Petrobras, que firmou mês passado um contrato de arrendamento do terreno com os antigos proprietários”, exaltou Renata.

“A empresa vai investir R$ 100 milhões na reforma e modernização do estaleiro, para depois licitá-lo a grupos privados, que ficarão responsáveis pela operação. Lá, serão construídas e reformadas sondas e navios de grande porte, para atendimento à demanda .”

“O Rio de Janeiro é um dos estados mais tranquilos, do ponto de vista do ambiente de negócios, para novos projetos navais”, avalia o conselheiro do Sindicato Nacional da Indústria de Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Sergio Leal. “Além da condição geográfica privilegiada, o processo de licenciamento ambiental ocorre geralmente sem maiores percalços.” (Brasil Econômico)

2 comentários em “Rio de Janeiro tenta evitar debandada de estaleiros

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  1. Caro Fernando,

    Apesar de estar de férias continuo ligado aos assuntos relativos a inustria naval. Quero alertar que voce cometeu alguns enganos em seu comentário, quando se refere ao Estaleiro Mauá, com sede em Niterói, Estado do Rio de Janeiro. Então vamos lá:
    na identificação da foto: Niterói fica a 14 km do Rio de Janeiro e não na Bacia de Campos. Ele fica na Baía de Guanabara.
    A Andrade Guiterrez não assumiu o controle do estaleiro, mas o arrendamento foi de parte das instalações do estaleiro e envolve o resultado das licitações da Petrobrás no que se refere às sondas de perfuração e outras licitações da área offshore.
    No que se refere ao contrato com a Transpetro para a construção de 4 navios de produtos ele segue normalmente e não faz parte do arrendamento conforme nota oficial conjunta distribuída pelas duas empresas.
    uma abraço
    Gilberto Nahum

    1. Ok, Gilberto, obrigado. Corrigi a legenda da foto. Quanto à questão do arrendamento fica registrado seu comentário (que publiquei na íntegra), já que não posso alterar o texto originalmente publicado no site Brasil Econômico. Um abraço e obrigado por seu comentário. Se desejar me mandar um texto mais amplo falando do Estaleiro Mauá e abordando estes pontos terei prazer em publicar. Encaminhe para escada.desenvolvimento@gmail.com

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