Artesanato de todo o mundo

Mestre Eudócio

Não é a feira de Caruaru, mas “de tudo que há no mundo, nela tem para vender”, parodiando a canção de Onildo Almeida. É a XI Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte) que começou ontem à tarde no Centro de Convenções e “faz gosto a gente ver”. São inúmeros produtos feitos de forma artesanal que devem movimentar vendas no valor de R$ 27 milhões este ano. “A Fenearte é uma ação dentro do nosso programa do artesanato, que é mais amplo e inclui outras iniciativas, como o cadastro dos artesãos, a unidade móvel e a indução para que alguma organizações usem brindes do artesanato de Pernambuco”, disse o governador Eduardo Campos (PSB) na solenidade de abertura do evento.

Mestre Manoel Santeiro

“A Fenearte foi uma criatividade do governo que deu certo e dá bom resultado para mim e a minha família”, disse ontem o artesão Manoel Eudócio Rodrigues, conhecido como mestre Eudócio, que faz esculturas de barro. Das nove pessoas da família dele, sete trabalham com artesanato.

Mestre Eudócio se intitula “o primeiro discípulo” de um outro mestre, o Vitalino, também de Caruaru. “Todo ano depois da Fenearte, aumenta a quantidade de gente que vai no Alto do Moura (em Caruaru) atrás das minhas peças”, contou o artesão.

“Nunca perdi um ano da feira. Depois que comecei a participar dela, recebi encomendas de outros Estados e de países”, afirmou o artesão Manoel Cordeiro Filho, que assina as suas peças como mestre Manoel Santeiro, de Ibimirim. Durante a feira, ele espera “apurar” entre R$ 6 mil e R$ 7 mil, o que significa mais de três meses da sua renda mensal média.

Miro de Carpina

Dono do mamulengo Novo Milênio, o mestre Miro, de Carpina, passa a trabalhar mais nos quatro meses que antecedem a Fenearte. “É o evento em que se vende mais bonecos. Não sei quanto ganho por mês, porque é como se tivesse duas famílias. Uma é a minha e a outra é as coisas que tenho que comprar para fazer mais bonecos”, comentou. A “fábrica dos bonecos” também emprega os dois filhos do artesão e o seu genro.

Feira terá rodada de negócios

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) vai promover rodadas de negócios na Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte) de segunda a quarta-feira da próxima semana. A expectativa é que sejam fechados negócios da ordem de R$ 3,7 milhões nos 400 encontros a serem realizados entre os artistas e 25 lojistas que foram trazidos pelo Sebrae para participar do evento.

Nas rodadas de negócios, os lojistas convidados visitam a feira e indicam alguns produtos que gostariam de comercializar nos seus pontos de venda. Depois disso, o Sebrae convida os artesãos e eles se reúnem num espaço reservado dentro da própria feira. No ano passado, os artesãos fecharam vendas de R$ 3,4 milhões durante os encontros.

O Sebrae também está com um estande para os artesãos interessados em se inscreverem como figura jurídica no Empreendedor Individual (EI). Com isso, os donos de pequenos negócios podem se cadastrar, passando a pagar uma contribuição mensal de, no máximo, R$ 62,10 e passam a ter acesso à Previdência e ao crédito bancário.

Ao se cadastrar no EI, o artesão vai passar a ter CNPJ, podendo vender para a prefeitura e até comprar melhor, segundo o superintendente do Sebrae em Pernambuco, Nilo Simões.

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