Cluster naval: Compensação ambiental é definida

PAULO MARINHO

Após seis semanas de discussão, a comissão técnica do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) definiu a compensação ambiental que deve ser aplicada no caso do projeto de supressão vegetal de 691,2 hectares (ha) no Porto de Suape. O desmatamento ocorrerá para que seja criado um cluster naval. A reunião final realizada pelo grupo ocorreu na última sexta-feira, e 20 dos 26 membros presentes aprovaram as compesações. “Vamos preservar 4.662 ha de vegetação, sendo 1.432 ha referentes a duas unidades de conservação (Rio Pirapama e Rio Ipojuca) e 2.230 ha num projeto de replantio de Mata Atlântica na Zona de Preservação Ecológica (ZPEc) (do Porto)”, afirmou o diretor de Engenharia e Meio ambiente de Suape, Ricardo Padilha.

Não haverá mais a preservação do estuário do rio Massangana (Ipojuca). O conselho do Consema optou por cuidar do manguezal do estuário do rio Merepe (Ipojuca), bem como a inclusão da lagoa de Porto de Galinhas e da zona estuarina do rio Maracaípe (que já é Área de Proteção Permanente). Ainda não foi contabilizado o número de hectares que essas áreas acrescentam ao projeto. O colegiado também exige complementações ao Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) que trata desta supressão vegetal e quer entrar no monitoramento de questões ambientais anteriores. “Há uma série de inverdades sobre essa discussão. Dizem que não pagamos passivos do passado”, desabafou Padilha.

O próximo passo é entregar essa resolução do Consema à CPRH e ao Ibama. Havendo anuência dos dois órgãos, será emitida uma Autorização de Supressão Vegetal (ASV), que permitirá o início do projeto. Pelo menos dois estaleiros têm prazo para entregar encomendas no fim de 2011. Dessa forma, Suape calcula que o processo licitatório para a dragagem da área do cluster precisa ser aberto até setembro. Em dezembro os prazos da concorrência estariam sendo totalmente concluídos e a direção portuária acredita que teria até abril de 2011 para dar início à obra. “O período para a execução de uma dragagem é de 12 meses. Mas demoramos seis meses em procedimentos anteriores”, destacou Ricardo Padilha.

Além de 508 ha de mangue, a supressão vegetal ainda irá devastar 166,06 ha de restinga e 17,05 ha de Mata Atlântica para a instalação de seis estaleiros. (Folha de PE)

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