A empresa paulista, que produz gases para uso medicinal e industrial, vai investir R$ 20,7 milhões na instalação da unidade, que será a 1ª no Nordeste

A matriz da empresa, em Jundiaí, fabrica 17 tipos de produtos, entre os quais gases com 99,999% de pureza

A primeira fábrica no Nordeste da Indústria Brasileira de Gases (IBG) vai ficar em Pernambuco. A empresa paulista, que produz gases para uso medicinal e industrial investirá cerca de R$ 20,7 milhões no Estado este ano em duas etapas. Na primeira, orçada em R$ 2,7 milhões, o grupo vai erguer uma estação de enchimento de cilindros de alta pressão em Suape, com 10 empregos diretos. Até o final de 2010 construirá uma fábrica de US$ 10 milhões com 30 novos postos de trabalho.

Entre os 40 empregos serão necessários técnicos mecânicos e em instrumentação, engenheiros mecânicos e químicos, e administradores.

Os produtos que serão fabricados em Pernambuco vão atender todos os clientes hospitalares e industriais do Nordeste. A expectativa é que a nova planta chegue a 15% das vendas da empresa no País.

Gases como oxigênio, gás carbônico e nitrogênio são coletados do ar pela fábrica e passam por um processo físico-químico para ficarem liquefeitos e resfriados até atingirem o chamado estado criogênico(-200° C). Por fim, são armazenados em cilindros de alta pressão. Gases menos conhecidos – como o argônio – são utilizados pelas indústrias em misturas para enchimento de lâmpadas, e na medicina (ajuda no acionamento de bisturis elétricos).

Já os mais comuns, como o hidrogênio, são usados em processos metalúrgicos, na produção de cerâmica e na fabricação de alimentos (gordura hidrogenada, ingrediente da margarina, por exemplo)

A IBG possui capital 100% nacional e conta com quatro fábricas no País (três em São Paulo e uma em Goiás). Como parte do seu plano de expansão – que começou em 2005 com a unidade goiana –, serão erguidas a planta pernambucana e outra em São Paulo, no interior paulista. A IBG foi fundada em 1992. Hoje, possui mais de 3 mil clientes no Brasil. Afora as fábricas, conta com uma rede de 16 estações de enchimento. (Com informações do JC)

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