Sustentabilidade agrega valor

Organizações estão cada vez mais atentas a questões ambientais e sociais

AUGUSTO LEITE

Empresas como a PetroquímicaSuape já adotam um processo rígido para selecionar parceiros. Os critérios para se tornarem fornecedores não passam apenas por qualidade, capacidade de gestão e lucratividade. São necessários uma série de quesitos de sustentabilidade ambiental e social que resultam em produtos diferenciados. “Esses elementos são fundamentais para responder à demanda. Hoje, a ideia de ter lucro só econômico não é um critério que agrega mais valor no mundo dos negócios”, aponta a superintendente do Instituto Razão Empresarial pela Cidadania, Saritta Brito.

O grupo Walmart trabalha com a perspectiva de aportar cerca de R$ 4 milhões em projetos sociais até 2013. “A questão do investimento social privado é realmente uma estratégia de sustentabilidade. Em um País em que grande parte das pessoas ainda está excluída do processo econômico tem que haver essas iniciativas para conseguir perpetuar a nossa existência como empresa”, reflete a gerente de Desenvolvimento Local do Instituto Walmart, Adriana Franco. Para ela, mesmo que, por acaso, não exista um benefício direto ao apoiar esses projetos, as formas de atuação convergem para uma imagem positiva do empresariado.

Também se torna cada vez mais comum o fato de as empresas capacitarem profissionais em um número além do demandado. Na última semana, a Kraft Foods, que se instala em Vitória de Santo Antão, anunciou que vai treinar mil pessoas, mas são apenas 600 vagas. A manobra faz com que mais pessoas estejam aptas ao mercado. “Não há como se desenvolver nesse ambiente de Pernambuco sem essa reflexão. Não adianta contratar dez mil trabalhadores. Tem que ser mão de obra local, para que esse investimento se reverta em renda”, atesta Saritta Brito.

Para atender a ascendente indústria pernambucana não basta apenas ter bons profissionais, mas empresas de serviços qualificadas, principalmente no setor de petróleo e gás. “Há uma necessidade de qualificação de competitividade. É o que estamos fazendo. Pegando micro e pequenas empresas e capacitando-as para serem fornecedores de empreendimentos como a Refinaria (Abreu e Lima), o Polo Petroquímico e o Estaleiro (Atlântico Sul)”, destaca o superintendente do Sebrae-PE, Nilo Simões. (Folha de PE)

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