Aproximadamente 2,5 mil micro e pequenos empresários estiveram presentes ontem ao segundo encontro de negócios da Petrobras, no Teatro Guararapes. O evento, que contou com o apoio do Governo do Estado, Fiepe, Sebrae e Fecomércio, tem por finalidade aproximar os micro e pequenos empresários pernambucanos das grandes companhias que fornecem para a Refinaria Abreu e Lima. Essa etapa teve a apresentação de representantes da empresa petroleira e discursos dos representantes dos órgãos estaduais que estão à frente das negociações. Foram apontadas as mais de 500 demandas que existem em relação ao setor de bens e serviços da construção e montagem.

São seis consórcios que assumem os contratos de maior relevância com a Petrobras: Odebrecht/OAS, Conduto/ Egesa, Egesa/TKK, Camargo Correa/CNEC, Construcap/ Progen e Queiroz Galvão/ IESA. O valor dos contratos é da ordem de R$ 11 bilhões. E a unidade de refino representa um investimento total de R$ 23,3 bilhões. Foram apresentadas as seguintes palestras: requisitos para fornecer às empreiteiras, portal de fornecedores do Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás), bancos de fomento, requisitos para ser fornecedor da Petrobras, além das instruções gerais concedidas pelos consórcios.

“O evento é muito importante porque é uma maneira de potencializar os recursos da Refinaria com a inserção de micro e pequenas empresas. Estamos buscando a capacitação do setor aqui, em Pernambuco, através da nossa Divisão de Petróleo e Gás, contando com o apoio da Onip e IBP”, ressaltou o presidente da Fiepe, Jorge Côrte Real. “Temos apoiado integralmente essa iniciativa até porque o nosso setor teve um crescimento extraordinário nos últimos seis anos, chegando a 60%”, frisou o presidente da Fecomércio, Josias Albuquerque. O superintendente do Sebrae, Nilo Simões, chamou a atenção para a necessidade de os pernambucanos aproveitarem esse momento.

Márcio Alves, gerente comercial da Edgen Murray do Brasil – grupo americano que tem uma unidade no Rio de Janeiro -, afirmou que a empresa veio ao País a fim de entrar na competição pelas encomendas da Petrobras. “Fabricamos tubulações, conexões, válvulas, chapas”, exemplificou. (Folha de PE)

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