Porto de Suape redefiniu a economia pernambucana

Complexo Industrial Portuário de SUAPE

Por Rafael Sotero // PE 360 Graus

O Complexo Industrial de Suape, situado nos municípios de Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca, Região Metropolitana do Recife, pode ser considerado o maior empreendimento econômico do Estado. A empresa Suape surgiu oficialmente em 1978, através de uma lei criada naquele ano. Situado numa área de 13,5 mil hectares, Suape possui dezenas de empresas instaladas, que trazem investimentos para o Estado da ordem de bilhões de reais.

Suape, ao contrário do que muita gente pensa, não é uma sigla. Ele remonta à língua dos índios Caetés da tribo tupi-guarani da região, que usava a palavra para designar os “caminhos sinuosos” da região, atravessada pelos rios Massangana, Ipojuca e Tatuoca.

Os atrativos que fazem do porto algo viável para os investidores nacionais e estrangeiros são inúmeras. A localização privilegiada permite às empresas escoarem e receberem produtos através das rotas que levam a mais de 160 portos no mundo todo, sem falar nos investimentos em pesquisas, promovidas pelas universidades da região, que buscam o desenvolvimento e a modernização da produção.

O setor em que o porto mais se destaca está na canalização de investimentos, tanto do setor público como privado. Segundo dados do relatório PAC-Suape, lançado em setembro de 2009, a soma de investimentos públicos de 2007 a 2010 deve chegar a R$ 1,4 bilhão. No setor privado, a quantia é ainda maior.

Em 2010, a soma de todos os investimentos das 96 empresas já instaladas e outras 16 em fase de implantação, atinge a cifra de US$ 15 bilhões. A chegada desses investimentos promove ao Estado grande geração de empregos, fator que só traz benefícios à sociedade, como diminuição da violência e aquecimento da economia.

Outro ponto a ser destacado diz respeito às políticas de desenvolvimento sustentável e de responsabilidade social promovidas pelo complexo. 45% da área de 13,5 mil hectares é destinado à preservação ambiental, submetendo todas as empresas por lá instaladas às regras do CPRH e do Ibama.

“Nós temos um estudo de impacto ambiental já aprovado. Quando uma empresa vem se instalar, ela ganha muito tempo com isso. A Refinaria, por exemplo, em 6 meses conseguiu o licenciamento. É um recorde mundial”, comenta Sidnei Aires (foto 2), vice-presidente do complexo.

Além disso, o Centro de Treinamento do Porto de Suape realiza constantemente uma série de cursos profissionalizantes, promovendo a inserção dos cidadãos no mercado de trabalho, fato que favorece a economia e o próprio investidor, que vai encontrar in loco mão-de-obra qualificada.

Ainda de acordo com o relatório PAC-Suape, mais de 150 mil vagas, entre empregos diretos e indiretos, foram e devem ser geradas durante a implantação dos novos empreendimentos. Destes, dois chamam bastante atenção: a Refinaria Abreu e Lima e o Estaleiro Atlântico Sul (foto 3).

REFINARIA ABREU E LIMA

Maquete da Refinaria

Com investimentos de cerca de US$ 12,2 bilhões, a Refinaria Abreu e Lima é o maior empreendimento do complexo. Com 60% de participação acionária da Petrobras e 40% da estatal venezuelana PDVSA, a Refinaria será capaz de produzir 230 mil barris de petróleo por dia, destinados em sua maioria ao abastecimento interno da região Nordeste.

Prevista para ser inaugurado em 2012, o projeto deve gerar cerca de 130 mil empregos diretos e indiretos. É considerada a estação de refino mais avançada do mundo.

ESTALEIRO ATLÂNTICO SUL
“Criar um novo perfil econômico para o Nordeste, dotando-o de um setor industrial naval, que não existia”. Segundo as próprias palavras de Sidnei Aires, este é o papel do Estaleiro Atlântico Sul em Pernambuco.

Situado na Ilha de Tatuoca, o empreendimento entrou em operação em setembro de 2008 e contou com investimentos de R$ 1,6 bilhão. Este ano, o Estaleiro vai entregar seus dois primeiros navios petroleiros e o casco da plataforma P-55.

Construído com a mais moderna tecnologia do setor, o estaleiro é considerado de quarta geração, o que significa dizer que  adota a tecnologia encontrada nos estaleiros asiáticos e é capaz de construir grandes navios cargueiros e plataformas de petróleo.

Atualmente, o estaleiro tem encomendados 22 navios pra Transpetro e um casco de plataforma pra Petrobras.

FUTURO
O primeiro Plano Diretor de Suape, que determinou as diretrizes do porto por 30 anos, acabou. Logo, surgiu a necessidade da criação de um novo Masterplan, também previsto para dirigir o complexo pelas próximas três décadas.

O segundo Plano Diretor de Suape encontra-se em fase de finalização. Com ele, o que se espera, de acordo com o vice-presidente, é “modernizar Suape e dotá-lo de uma capacidade operacional de 100 milhões de toneladas por ano. A ideia é tornar o perfil [do porto] bastante diversificado, integrando setor industrial e portuário. E o mais importante: um empreendimento que tenha integração com toda a cadeia mundial”.

3 comentários em “Porto de Suape redefiniu a economia pernambucana

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  1. É interessante vê como suape se destaca na economia local e nacional,e como políticas bem elaboradas e aplicadas geram bons frutos.Porem atento para um fator muito importante,suape pertence ao estado e não só apenas a Cabo e Ipojuca,por isso a renda gerada lá tem por obrigação de ser investida no estado,com o intuito de desenvolve-lo por igual e torna-lo cada vez mais competitivo.

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