Agreste pernambucano é o segundo maior produtor têxtil do Brasil

Por Rafael Sotero // Pe 360Graus

Imagem: PE 360 Graus

O setor têxtil de Pernambuco é bastante forte. Embora presente em todo o território, é no Agreste, mais precisamente nos municípios de Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe, Surubim e Toritama, que se concentram pouco mais de 18 mil empresas do setor, capazes de produzir até 800 milhões de peças por ano.

Segundo Fredi Maia, diretor administrativo do Sindicato da Indústria do Vestuário de Pernambuco (Sindvest), a denominação ‘Polo de Confecções’ surgiu em 2002, quando foi elaborado um projeto apresentado ao Sebrae denominado Projeto de Desenvolvimento do polo de Confecções do Agreste.

“O objetivo era conhecer a realidade e desenvolver empresas nos município de Caruaru, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe”, revela o diretor. Hoje, outros nove municípios fazem parte do polo. São eles: Taquaritinga do Norte, Brejo da Madre de Deus, Gravatá, Cupira, Agrestina, Belo Jardim, Pesqueira, Vertente e Riacho das Almas.

O polo fatura R$ 3,5 bilhões anuais e conta com 120 mil empregados diretos, firmando-se como segundo maior produtor de vestuário do Brasil, atrás apenas de São Paulo.

Está em andamento um planejamento estratégico para fazer do Estado o melhor ambiente de negócios para a moda. Para isso, um esforço por parte de entidades como a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD/Diper), Sebrae e Sindivest é realizado no intuito de fomentar, entre outras coisas, a pesquisa tecnológica e proporcionar alternativas para desenvolvimento sustentável, peças-chave no caminho do progresso.

Fredi Maia explica, ainda, que o polo funciona como uma cadeia produtiva, em que empresas de diversos ramos, como botões, linhas e lavanderias, atuam de forma dinâmica.

A obtenção de tecido, entretanto, ainda é deficitária. O material adquirido no Estado não chega a 30% do total, que acaba sendo importado de São Paulo, Minas Gerais, Ceará e outros Estados.

Pernambuco tem certa tradição no segmento, mas a produção, segundo Maia, só começou a ter participação significativa na economia a partir da década de 1980, quando um financiamento do Banco do Brasil proporcionou a chegada de máquinas de costura em larga escala no município de Santa Cruz do Capibaribe.

“Com melhorias na infra-estrutura, nas políticas fiscais e na qualificação de mão-de-obra, teremos plenas condições de ser o maior produtor do setor no Brasil, tanto em qualidade como em quantidade. Existem aqui duas coisas fundamentais: coragem de empreender e um centro emissor de tendências: Pernambuco tem uma cultura própria, capaz de emitir ideias para todas as regiões”, pontua o diretor do Sindivest.

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