Polo dá impulso à economia da região

O dinheiro que surge da costura movimenta a economia de pequenas cidades inteiras. O peso de setor já tirou muito da responsabilidade das prefeituras que antes eram as principais empregadoras. O prefeito de Vertentes, Romero Leal, diz que as empresas de confecções já empregam mais do que a prefeitura da cidade, que há anos era a principal fonte de renda do município.

Além disso, ele informa que as empregas pagam melhor do que o governo municipal. “Um jovem que passa o dia tirando fiapo de jeans pode ganhar R$ 1 mil por mês”. Em Riacho das Almas, 40% da população economicamente ativa trabalho no setor de vestuário. Esse é o percentual oficial. O prefeito da cidade, Diaclecio Rosendo de Lima, afirma que o número seria maior se fossem somados a quantidade de empregos informais gerados pelas fábricas de fundo de quintal.

As confecções mudaram o cenário comum de municípios de interior. Em cidades com menos de 20 mil habitantes e altos índices de analfabetismo, não é difícil encontrar gente dirigindo carros de luxo e vivendo em casas grandes e bem acabadas. A moda são as fachadas de granito. Em Santa Cruz do Capibaribe, um dos três municípios que integram a região oficial do polo, muita gente dirige Hilux, L 200 e até Land Rover. Pedintes não são comuns nas ruas. O mais importante na geração de renda é que ela não é concentrada. O dinheiro das roupas é distribuído entre muitas empresas que, por sua vez, o distribui para seus vários funcionários. Segundo o presidente do Sindicato da Indústria do Vestuário de Pernambuco (Sindvest), Fredi Maia, o setor tem um faturamento anual de R$ 3,5 bilhões em todo o Estado de Pernambuco. Oitenta por cento deste valor vêm das empresas de 14 cidades do Agreste. “Nos dias de feiras, a quantidade de depósitos nos bancos dos municípios é impressionante. Muito dinheiro circula na região”, garante.

Apesar da grande circulação de recursos, cerca de 70% das empresas do polo (as estimativas é que existam entre 18 e 20 mil) são informais. Fredi Maia diz que as informações sobre a formalidade não chega aos microempresários, que muitas vezes são de origem simples com poucos anos de estudo. “A informalidade é uma questão cultural brasileira. A princípio o empresário não se nega a ser formal, mas não há informação disponível. Eles acham que podem resolver tudo logo sem burocracia”, completa. As pequenas empresas do polo temem as fiscalizações que são feitas por diversos órgãos como a Secretaria da Fazenda, o Ministério do Trabalho e a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH). Mas Maia acredita que muitos não têm condições de se formalizar. “Se o governo do Estado começar a exigir a formalização, metade dos empregos do polo vai desaparecer.”

Enquanto a formalização não vem, vários órgãos como o Sebrae e o Ministério da Tecnologia, tenta melhorar a gestão de mão de obra das empresas do polo.

Em Riacho das Almas, o ministério financiou a construção de um centro de formação de costureiros que forma 38 alunos a cada dois meses. O centro funciona desde 2006 e já formou quase mil profissionais da cidade e de municípios vizinhos como Caruaru, Cumaru e Bezerros.

“Nossos alunos têm entre 18 e 25 anos e conseguem emprego logo que terminam o curso de costura industrial”, explica o secretário municipal de Ciência e Tecnologia, João dos Santos. (Jornal do Commercio)

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