Neste domingo o Jornal do Commercio trouxe uma matéria intitulada “Após dez anos, os benefícios da BR-232”, mostrando os benefícios da duplicação para os municípios pelas quais passa a rodovia. Por coincidência havíamos publicado aqui no blog o texto sobre a duplicação da BR 101 e das perspectivas de crescimento para as cidades do percurso, em especial de Escada.

Utilizando um conjunto de dados sobre crescimento dos PIB’s municipais, arrecadação de ISS e ilustrando com diversos casos de empresários que viram seus negócios prosperarem com a nova rodovia, a matéria ratifica todas as boas expectativas para as cidades que serão diretamente beneficiadas com a duplicação da BR 101 em Pernambuco.

A jornalista Carla Seixas destaca que “só em Gravatá, por exemplo, a atual gestão contabiliza uma estatística de que entre 2000 e 2008 houve incremento de 330% na capacidade hoteleira do local, sendo esse setor um dos grandes destaques da época pós-duplicação. Vitória de Santo Antão hoje comemora a chegada da fábrica da Sadia e a expectativa de instalação da central de distribuição dessa marca no município. Já Caruaru praticamente dobrou seu Produto Interno Bruto (PIB) entre 2002 e 2006, saindo de R$ 998,7 milhões para R$ 1,76 bilhão.”

Não temos a menor dúvida que a duplicação da BR 101 trará impactos semelhantes ou até superiores para a nossa região e, em especial para o nosso município que já se encontra em franco crescimento de sua economia mesmo antes da conclusão da obra da BR. Estima-se, por exemplo, que só a instalação da multinacional TIGRE TUBOS E CONEXÕES no Distrito Industrial de Escada, cuja Planta Industrial e Centro de Distribuição Logística serão inaugurados ainda neste primeiro semestre, deverá impactar o PIB municipal de Escada com um crescimento da ordem de 30% nos próximos anos, isso considerando apenas a estimativa de receita da própria TIGRE, além de suas terceirizadas que também já estão se instalando no município.

Considere, ainda, que outras indústrias importantes estão em fase de instalação no município, como é o caso da ALPHATEC da cidade de Macaé-RJ, que prepara-se para investir mais de dez milhões de reais numa área de 300 mil metros quadrados e que deverá gerar algo em torno de 1.200 empregos diretos e de diversos outros empreendimentos industriais já confirmados para a cidade e que juntos deverão somar cerca de 350 milhões de reais de faturamento anual, o que representa, em valores absolutos algo em torno de 159% do PIB municipal, conforme valores publicados pela Agência Condepe/Fidem para o ano de 2006, da ordem de 220 milhões de reais.

Números como estes, associados ao dinamismo que está sendo gerado no setor de comércio e serviços, ao crescimento do setor bancário, ao forte incremento populacional e ao aumento do consumo interno, nos permitem enxergar o município de Escada numa condição bem diferente no ranking dos municípios pernambucanos. Nossa perspectiva é de estar entre os 15 maiores município de Pernambuco, saindo dos atuais 0,4% de participação no PIB do Estado para algo em torno de 1,00% de participação em alguns anos.

O momento é de preparação para toda sociedade escadense, que deverá aparelhar-se, qualificar-se e contruir um projeto de futuro que considere todos os aspectos do desenvolvimento que passam pelas questões de infra-estrutura, nível de escolaridade e qualificação das pessoas, oferta de melhores serviços, maior diversidade comercial, transporte público seguro e regulamentado, segurança pública, controle urbano e ambiental, investimentos em habitação e tudo mais que favoreça a atração de pessoas e empresas para o município e que contribuam para a construção da Escada do futuro, a Escada que todos sonhamos.

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