Um novo Pernambuco!

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Pernambuco experimenta um dos momentos mais extraordinários de sua história econômica. Em 2010, o Estado comemorou crescimento recorde do Produto Interno Bruto (PIB), com taxa de 9,3% (acima da média nacional de 7,5%) e a geração de mais de 100 mil postos de trabalho com carteira assinada.

O bom desempenho é resultado dos grandes empreendimentos já implantados, a exemplo do Estaleiro Atlântico Sul, e da construção e montagem da Refinaria Abreu e Lima e da Petroquímica Suape.

O processo tem sido classificado por especialistas como uma verdadeira revolução industrial. Um processo de reindustrialização ancorado na chegada de investimentos que não figuravam no nosso mapa econômico.

Segundo cálculo da Ceplan, as indústrias que estão desembarcando em Pernambuco somam investimentos da ordem de R$ 52,7 bilhões. O tamanho dos empreendimentos aponta para a mudança de escala da economia local. Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) refletem essa mudança de escala. Pernambuco ficou entre os três maiores tomadores de financiamento da instituição no ano passado, junto com São Paulo e Rio de Janeiro.

“Para se ter uma ideia da importância do Estado no cenário econômico nacional, basta dizer que o município de Ipojuca (onde está localizado o Complexo de Suape) foi o segundo destino dos empréstimos do BNDES no ano passado, perdendo apenas para o Rio, onde está sendo construído o Comperj (Complexo Petroquímico da Petrobras)”, compara o chefe do Departamento Regional do BNDES no Nordeste, Paulo Guimarães. Ele recorda que há três anos o banco realizava uma média de três mil operações por ano no Estado.Em 2009 esse número saltou para seis mil e no ano seguinte dobrou para 12 mil contratos.

O termo revolução parece cair bem à efervescência gerada pelos novos empreendimentos, que vão muito além da implantação de algumas fábricas novas. Pernambuco assiste o surgimento de setores inteiros e cadeias produtivas completas que, há poucos anos, não existiam no Estado. É o caso do refino de petróleo e de toda cadeia petroquímica, da indústria de construção naval, do pólo farmacoquímico e da energia eólica com uma fábrica de aerogeradores e uma indústria de torres, e mais recentemente, da indústria siderúrgica com a Companhia Siderúrgica Suape – CSS e da indústria automobilística a partir da confirmação da nova fábrica da FIAT na Mata Norte do Estado.

Paralelamente a este grande conjunto de investimentos outros milhões estão sendo direcionados para grandes obras de infraestrutura, a exemplo de obras como a duplicação da BR 101, construção da ferrovia Transnordestina, Transposição do São Francisco e Plataforma Logística de Salgueiro e com perspectiva de muitas outras obras de grande porte como o futuro arco-metropolitano além de um novo porto e um novo aeroporto anunciados para o norte do Estado.

Todo este aporte de recursos tem impactado positivamente todos os setores da economia, fortalecendo o varejo com o significativo crescimento da capacidade de consumo da população e estimulando os Arranjos Produtivos mais tradicionais, pré-existentes no Estado, como o pólo gesseiro do Araripe e a agricultura dos perímetros irrigados de Petrolina, bem como o polo médico e de tecnologia da informação em Recife.

Este cenário é o grande motivador e combustível de nosso blog que procura acompanhar cada passo dessa grande construção que marcará a atual geração como verdadeiro divisor de águas entre o Pernambuco da seca, da carência e da falta de oportunidade para a condição de um dos estados mais prósperos do país, recuperando a liderança da economia do Nordeste e, o que é mais importante gerando oportunidade de crescimento, de inclusão e prosperidade para todos os filhos de Pernambuco.

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