Suape 24 horas

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O objetivo principal é aumentar a movimentação de cargas e reduzir o tempo de espera dos navios.

Atendendo à solicitação da Secretaria de Portos da Presidência da República, o Porto de Suape está funcionando 24 horas por dia. A ideia é sincronizar o fluxo de cargas para evitar filas e congestionamentos. O objetivo do governo federal é reduzir em até 25% os custos com logística, a depender do porto. A medida já contempla outros sete portos brasileiros (Santos, Rio de Janeiro, Vitória, Paranaguá, Rio Grande, Itajaí e Fortaleza).

No Porto de Suape, o objetivo principal é aumentar a movimentação de cargas e reduzir o tempo de espera dos navios. No ano passado, 1.394 navios atracaram no ancoradouro. Deste total, 665 transportavam contêineres. Neste caso, o tempo médio de espera foi de 29,3 horas, segundo dados da unidade da Agência Nacional de Transportes Aquaviários.

Para dinamizar a integração, Suape instalará um guichê com um profissional 24 horas que atenderá às empresas e fará o direcionamento aos órgãos. Isso porque, com a mudança, a operação vai acontecer junto com os órgãos intervenientes (Receita Federal, Capitania dos Portos, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Polícia Federal e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

No entanto, os benefícios da iniciativa ainda podem esbarrar na falta de mão de obra. Nos próximos três meses, os órgãos irão realizar uma análise detalhada de qual a mão de obra necessária e dos custos do projeto. De acordo com o inspetor chefe da Alfândega de Suape, Carlos Eduardo da Costa, um auditor e um analista atendem hoje à demanda do local. “Com a operação 24 horas, outros três analistas chegarão. Além disso, estudamos o envio de alguns departamentos para outras unidades para não congestionar Suape”, contou.

A Receita Federal também irá instalar uma nova esteira de inspeção, que está em fase de testes e deve entrar em operação ainda este mês. Com isso, as fiscalizações serão agilizadas.

O aumento de custos também está sendo acompanhado pela Vigilância Sanitária. “Tínhamos funcionários que estavam lotados nas unidades do Porto do Recife e do aeroporto para evitar o custo com transporte e adicional noturno. Com a medida, teremos que relocar essas pessoas para Suape, o que deve acarretar aumento nas despesas”, ressaltou o chefe do posto de Vigilância Sanitária de Suape, Olimar Cardoso.

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