Chesf investirá R$ 44 milhões em duas plantas de geração de energia solar em Petrolina, que devem entrar em operação em 2013
A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) galgou mais um passo para instalar duas plantas experimentais que vão usar a radiação solar para gerar energia. Ontem, o presidente da estatal, João Bosco de Almeida, assinou com o reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Anísio Brasileiro, um termo de cooperação técnica para a instalação de uma central de energia fotovoltaica em Petrolina, no Sertão do São Francisco. O investimento será de R$ 44 milhões, bancados pelo programa de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) da empresa.
Maior geradora de energia no Nordeste, a Chesf investe pela primeira vez numa planta desse tipo. Acreditamos que a energia gerada pelo sol vai estar no sistema em larga escala num prazo de quatro ou cinco anos. Vai acontecer o mesmo que ocorreu com a energia eólica, comentou Bosco. A geração eólica era considerada cara há seis anos e hoje tem preço competitivo.
A central fotovoltaica terá duas plantas. Uma com a capacidade de gerar 2,5 mil quilowatts (kW) e outra que pode produzir 500 kW. O quilowatt mede a potência instalada. A unidade de 2,5 mil kW vai funcionar como se fosse um protótipo para grandes plantas que a estatal pretende instalar no futuro. Nela, será verificado o custo da energia produzida, a manutenção e como essa tecnologia se comporta com as condições (vento, poeira, clima) do semiárido pernambucano. Já a unidade com a potência de 500 kW será usada para testar várias tecnologias fotovoltaicas e deve indicar qual delas é a mais eficiente na produção local.
A expectativa da estatal é montar o painel fotovoltaico de ambas em março do próximo ano. No final de 2013, as plantas devem entrar em operação, comentou Bosco. As duas plantas fotovoltaicas vão ficar no terreno onde a Chesf implantará uma usina de energia heliotérmica. As três usam a radiação solar para gerar energia. A diferença é que na fotovoltaica a energia é gerada quando a radiação entra em contato com a placa fotovoltaica, que tem silício e absorve a radiação solar. Na geração heliotérmica, são usados espelhos para potencializar (aumentar) o calor da radiação solar. Esse calor é concentrado numa tubulação por onde passa um líquido. Depois, esse líquido transfere o calor para a água, produzindo vapor em alta pressão, o que faz girar a turbina e produzir energia.
Também são instituições parceiras das plantas fotovoltaicas: a Universidade de Pernambuco (UPE) e o governo do Estado. As universidades vão desenvolver a pesquisa e o governo do Estado cedeu o terreno para implantação do empreendimento.
A estatal tem um potencial instalado para gerar 10 mil megawatts (MW) e produz cerca de 6 mil MW médios. O MW mede a potência e é igual a mil quilowatts, enquanto o MW médio indica a energia consumida.
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25/10/2012
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