Relatório sobre projeto para o Rio Capibaribe diz que não haverá impacto significativo sobre meio ambiente
TÂNIA PASSOS
|
O resultado do estudo de impacto ambiental e do relatório de impacto ambiental para a implantação do projeto de navegabilidade do Rio Capibaribe não trouxe surpresas. Os documentos, apresentados pela empresa de consultoria Caruso Jr. em audiência pública realizadca ontem, concluem que não são esperadas alterações significativas na qualidade ambiental da região após a implantação do programa. O estudo constatou, por exemplo, que a atividade pesqueira na área do corredor fluvial é praticamente inexistente e que os possíveis impactos poderão ser compensados com medidas técnicas. Foi o sinal verde para a Secretaria das Cidades anunciar o lançamento do edital de construção das sete estações de embarque e desembarque em dezembro deste ano, com previsão do início das obras já a partir de abril de 2013.
Agora a Agência Estadual de Recursos Hídricos (CPRH) terá 15 dias para analisar sugestões ou críticas ao projeto. que poderão ser ou não incorporadas pelo órgão executor, a Secretaria das Cidades. “Nós estamos otimistas em relação aos prazos para que possamos iniciar a navegação até julho de 2014”, revelou o secretário Danilo Cabral.
|
| Estudo aponta que a cobertura vegetal das margens será reduzida e indica a necessidade de transferir as famílias que vivem em palafitas |
Entre os impactos negativos do ponto de vista físico, os estudos apontaram a alteração da qualidade fluvial, elevação dos níveis da pressão sonora, mudança da qualidade do ar e possibilidade de solapamento (afundamento) das margens. Do ponto de vista da fauna e da flora, o documento identifica que haverá redução da cobertura vegetal em cerca de 2,5% de um total de 125 hectares, inclusive parte do mangue. Em relação ao ecossistema aquático foram identificadas algumas espécies como a baronesa, a alface d’água e a lentilha d’água. A orientação é remover as baronesas. O relatório também prevê afugentamento e pertubação da fauna. O estudo identificou quatro tipos de anfíbios e sete tipos de répteis. E das 28 espécies de crustáceos existentes foram relacionadas seis.
O estudo também revela as questões socioeconômicas e sugere, por exemplo, a remoção de duas comunidades instaladas em palafitas no leito do rio. As vilas Brasil e Coelhos. “Essas famílias precisam ser transferidas por uma questão de segurança e saúde”, alertou Caruso. Outra preocupação dos estudos é em relação aos sedimentos. Foram coletadas amostras em 34 pontos e o resultado apontou que cerca de 67% dos são de areia; 6,9% de argila e 3,8% de cascalho. O relatório sugere 15 programas de manutenção nas diversas áreas para reduzir os impactos. “Nós estamos sugerindo medidas que são importantes para garantir a viabilidade do rio”, ressaltou Antônio Caruso.
Saiba mais
Projeto de navegabilidade
Rota Oeste ( Da estação Metrô Recife à estação Apipucos)
11 km
55 minutos o tempo do percurso
11 embarcações e cinco estações
Rota Norte ( Da estação da Rua do Sol à estação Tacaruna)
2,9 km
20 minutos
2 embarcações e duas estações
Embarcações
13 embarcações (uma de reserva)
23 metros de extensão
86 passageiros sentados
335 mil pessoas por mês deverão ser transportadas
R$ 298 milhões é o custo do projeto
Prazos
Dragagem do rio
Dezembro de 2012 é a previsão do início das obras de dragagem
Maio de 2014 é a previsão de conclusão da dragagem de 17 km do rio
Construção das sete estações
Dezembro de 2012 é a previsão de licitação das estações
Abril de 2013 é a previsão do início das obras das estações
Julho de 2014 início da operação de navegabilidade dos rios
Fonte: Secretaria das Cidades
DIARIO DE PERNAMBUCO























10/10/2012
OUTROS TEMAS