Região é conhecida pelos fósseis de peixes, dinossauros e pterossauros.
MPPE e UFPE pretendem conscientizar moradores e criar museus.
Do G1 PE
Os sítios paleontológicos da região do Araripe, no Sertão de Pernambuco, passarão a ser preservados pelo Ministério Público do Estado (MPPE), em ação conjunta com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). De acordo com o MPPE, o projeto surgiu quando foi constatado que aproximadamente 17 sítios – existentes nos municípios de Araripina, Ipubi e Exu – estariam sob ameaça de destruição. Ainda segundo o órgão, por desconhecerem o valor científico do local, turistas e moradores estariam coletando materiais para venda ilegal ou mesmo para coleções privadas.
Os fósseis estão dentro da chamada formação Santana, e afloram nos flancos da Chapada do Araripe em três estados nordestinos: no sul do Ceará, oeste de Pernambuco e leste do Piauí. A região ficou famosa pelos fósseis de peixes, dinossauros e pterossauros, além de répteis, boa parte deles em excelente estado de preservação.
O projeto ainda está em sua fase inicial, e uma das primeiras ações é discutir o procedimento que conscientizará moradores e empresários, para que a atividade de extração de gipsita respeite o patrimônio paleontológico. Essa discussão será promovida pela Circunscrição Ministerial de Salgueiro, e só deve acontecer depois das eleições. O objetivo é realizar uma audiência pública inicial, reunindo poder público, faculdades, empresários e comércio, para debater sobre o gerenciamento e a proteção do patrimônio.
A ação prevê ainda a conscientização e sensibilização da população da região, bem como a criação de museus paleontológicos nas cidades que abrigam esses sítios. De acordo com o MPPE, os espaços funcionariam também como um atrativo para os turistas, gerando mais renda para os municípios.

































06/10/2012
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