Mobilidade urbana

01/10/2012

OUTROS TEMAS

/ Tania Passos /
A carga horária e a mobilidade

O que a carga horária e o horário de entrada e saída dos trabalhadores, seja da iniciativa privada ou pública, tem a ver com a mobilidade? Na verdade tudo. A discussão sobre o deslocamento dos horários de entrada e saída de funcionários já vem sendo alvo de intervenções para melhoria da mobilidade, mas na prática nada foi feito. Mas já existem reivindicações, pelo menos, na esfera federal, para redução da carga horária, tendo como principal argumento a mobilidade.

A ideia é acabar com a “famigerada” duas horas para o almoço, que divide o dia em duas partes, numa mesma proporção em praticamente todas as categorias. Todo mundo faz tudo ao mesmo tempo. E, na verdade, a maioria não tem condições de mobilidade para ir em casa almoçar, descansar e até tomar banho para retornar ao trabalho. Com exceção de quem usa esse tempo para resolver alguma pendência, são horas onde não se produz e não se descansa.

Uma das propostas de deslocamento dos horários é criar turnos em horários alternados e corridos. Por exemplo, uma parte entraria no trabalho entre 6h ou 7h e largaria entre 13h ou 14h, fora do horário de pico, no caso de uma carga horária de sete horas corridas. Já o outro turno, entraria no horário da tarde e só largaria após o horário de pico. Infelizmente essa ainda é uma parte da discussão de mobilidade, que dificilmente entra em pauta. Certa vez, o supervisor de Planejamento do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), Reginaldo Reinert, disse que a questão da ausência de deslocamento dos horários dos trabalhadores não é um problema do transporte público, mas de uma política de mobilidade. Outro ponto que poucos empresários ainda não perceberam é que muitos trabalhos podem ser executados em casa. Isso significaria menos deslocamentos, menos trânsito, menos poluição e mais qualidade de vida. Escrever é uma delas, eu bem que toparia…

Carga e descarga

Tem supermercado que ainda não está adequado à nova lei de carga e descarga. É o caso do Extrabom de Boa Viagem, na esquina da Rua Ernesto de Paula Santos. Mesmo com um estacionamento disponível, a descarga de frios é feita ocupando uma das faixas da via de rolamento, em pleno horário de pico. O transtorno parece passar despercebido para motorista do caminhão, não para os outros.

Terminal Tancredo Neves

Ainda é grande a expectativa dos usuários para a inauguração dos terminais de Tancredo Neves e Cajueiro Seco, mas, pelo andar da carruagem, eles só devem entrar em funcionamento em 2013. O primeiro trem dos 15 previstos para o Recife, só chegará em novembro, mas se submeterá a testes. Uma das condições para os terminais entrarem em operação é ter mais trem na linha Sul do metrô.

Dicas de trânsito

Discussão e brigas no carro? Se a discussão for inevitável o melhor é parar o carro e seguir viagem depois. O estresse em uma briga acalorada pode ocasionar desatenção e algum acidente. A dica é do Trânsito Livre. Acesse o site do transitolivre.com e aproveite as dicas onde há menos congestionamento e siga também o @transitolivrepe.

“Um não pode existir sem o outro”, Milton Botler, presidente do Instituto da Cidade Pelópidas Silveira, sobre ciclovia e bicicletários. Há quase uma década eles não coexistem.

Ciclofaixa

A ciclofaixa da Rua da Aurora, que integra a ciclofaixa do centro, é preferencialmente do carro, pelo menos na prática. Mesmo em um trânsito tranquilo, os carros já estão acostumados a invadir o espaço destinado “preferencialmente” às bicicletas.

DIARIO DE PE

About these ads

Sobre Fernando Clímaco

Engenheiro Agrônomo. Analista de Políticas Públicas do Sebrae e administrador do blog PE DESENVOLVIMENTO.

Ver todos os posts de Fernando Clímaco

Conecte-se

Assine o nosso feed RSS e perfis sociais. (Subscribe to our RSS feed and social profiles.)

Um Comentário em “Mobilidade urbana”

  1. tamman (@tamman) Diz:

    A questão dos horários de trabalho realmente é um incômodo. Veja o Recife Antigo, leia-se Porto Digital. Não há vagas de estacionametno em momento algum do dia e a única opção certa é o Paço Alfândega.
    Ora, se a profissão em que mais se consegue produzir em homeoffice é a de TI, vemos que esta verdade ainda não se aplica a nossas empresas de tecnologia. Isto porque a produtividade ainda tem um ranso do passado, como diz Waldez Ludwig o ranso de ter um capataz olhando. Por estes dias estive em uma empresa ponto.com local e observei um monte de desenvolvedores, cada um com seu notebook e fone de ouvido, trabalhando em ilhas. Ou seja, home office daria no mesmo.
    Mas, e a legislação trabalhista? Como computar horas de trabalho homeoffice se um desenvolvedor poderia trabalhar noite adentro em um projeto que depende unicamente de sua disposição fisiológica na programação de milhares de linhas de código e passar o resto do dia dormindo?

    Então temos dois entraves: A legislação trabalhista e a forma arcaica como imaginamos nossos recursos humanos.

    Resposta

Qual a sua opinião sobre este post?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

Você está comentando usando sua conta WordPress.com. Sair / Mudar )

Imagem do Twitter

Você está comentando usando sua conta Twitter. Sair / Mudar )

Foto do Facebook

Você está comentando usando sua conta Facebook. Sair / Mudar )

Conectando a %s

%d bloggers like this: