Estado sedia Conferência de Desenvolvimento Regional

27/09/2012

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Objetivo do encontro, que vai até sexta (28), é debater medidas de desenvolvimento econômico que interiorizem o crescimento do estado e o enfrentamento das desigualdades regionais

Thatiana Pimentel

O objetivo da reunião é debater medidas de desenvolvimento econômico que interiorizem o crescimento do estado

Pernambuco está sediando a 1ª Conferência Estadual de Desenvolvimento Regional, que começou nesta quarta-feira (26) e segue até sexta-feira (28). O objetivo da reunião é debater medidas de desenvolvimento econômico que interiorizem o crescimento do estado e o enfrentamento das desigualdades regionais. A abertura do evento foi realizada no auditório da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe) e contou com a presença do Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, além de representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) e do governo do estado. Os painéis de debates, porém, irão continuar no Hotel Jangadeiro, em Boa Viagem.

Durante as palestras temáticas serão abordados assuntos como a experiência da Sudene, crédito, financiamento e incentivos diferenciados para o desenvolvimento regional, desigualdades regionais x políticas padronizadas e redes de cidades: possibilidades de uma distribuição menos desigual da população e das atividades econômicas. Os debates contarão com especialistas locais e nacionais e a participação de 500 pessoas, entre representantes do poder público estadual e municial, da sociedade civil organizada (ONGs, associações, sindicatos etc), setor empresarial e instituições de ensino superior, pesquisa e intenção.

Na palestra de abertura, três diretrizes foram citadas como as mais importantes para Pernambuco, segundo o ministro Fernando Bezerra Coelho. A primeira é a logística que, de acordo com Bezerra, ajudará a internacionalização do desenvolvimento econômico do estado. “Com os polos de Suape e Goiana poderemos ver, mais uma vez, o desenvolvimento do litoral em detrimento ao interior. E, para reverter esse processo, não basta os incentivos fiscais. Precisamos da Transnordestina e da Transposição, precisamos tocar o projeto de navegabilidade do rio São Francisco e precisamos de rodovias preparadas para uma demanda crescente de produtos industriais”, afirma.

A segunda prioridade local, para o ministro, é a educação. “As escolas técnicas têm de chegar em mais cidades do Sertão e Agreste, precisamos de mais faculdades no interior também. Já avançamos muito nessa direção, mas não podemos parar.” Esse pleito, inclusive, completa a terceira diretriz pernambucana que, sob o ponto de vista do ministro da Integração, deve ser a pesquisa. “Além de universidades, os centros de ensino do interior do estado devem investir em pesquisa. Quanto a isso, estamos muito atrasados. A maior parte da verba de inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia acaba ficando no Sudeste do país. Temos que redistribuir esse dinheiro”, completa.

A visão de Fernando Bezerra Coelho é compartilhada pelo chefe de planejamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Aristides Monteiro, que também está participando da conferência. “Estamos presenciando um novo Brasil, como novas demandas, novos territórios e novas agendas regionais. É fácil perceber que as ferramentas antigas para a redistribuição de renda e emprego não estão dando conta dessas mudanças”, detalha. De acordo com ele, a Sudene e a Bolsa Família devem continuar, mas o Nordeste precisa de investimentos estruturais, capacitação de mão de obra, inovação e logística.

Ao final do evento, nesta sexta-feira (28), haverá uma plenária e a confecção de um caderno de propostas, princípios e diretrizes para Pernambuco, além da eleição de 14 delegados que irão representar o estado nas próximas etapas da conferência. Uma será a macrorregional, que ocorrerá na Bahia, dia 10 de outubro.Já a fase final será em Brasília, no mês de dezembro, e contará com a participação da presidente Dilma Rousseff. Nestas conferências, o caderno de prioridades pernambucano será reavaliado e integrará o Plano Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR).

DIARIO DE PE

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