Tem, mas está faltando

22/09/2012

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Empresas inventem no controle dos produtos em prateleira para não perder a venda e fidelizar clientes

Tem, mas está faltando. Quem nunca ouviu essa resposta ao ir a um supermercado e perguntar sobre a existência de um produto que não estava exposto na prateleira? A falta de produtos nas gôndolas é comum quando falamos do setor varejista. Essa ruptura, nome pelo qual o fato é conhecido no setor, reflete diretamente na redução das vendas, uma vez que um produto não exposto não pode ser adquirido. De acordo com a última pesquisa da Nielsen, empresa especializada em pesquisa de mercado, o índice médio da falta de produtos nos supermercados em 2011 foi de 10,2%.

Contudo, a causa desse desabastecimento muitas vezes não é identificada facilmente. “Isso acontece por erro operacional ou erro de quem abastece. O produto está no estoque ou não, mas não é reposto na prateleira. Quando não está armazenado, geralmente é porque o pedido não chegou, ou ele não comprou, então ele deixa de vender. É preciso identificar qual é o problema”, avalia Adalberto Novaes, sócio da Contagem Inventários, empresa especializada em inventário automatizado de estoque.

De olho nesse comportamento as empresas varejistas estão investindo cada vez mais no controle dos produtos das gôndolas. Exemplo disso são os supermercados Deskontão, do Grupo KarneKeijo. Com uma rede de três lojas, a empresa investe em ruptura para não perder uma venda. “Você pode perder até um cliente, porque ele não encontra na loja aquele mix que ele está procurando”, acrescenta Inácio Miranda, Superintendente do Grupo KarneKeijo.

Para que isso não ocorra, o Denkontão realiza inventários diariamente – com produtos de alto risco -, semanalmente e mensalmente. Uma checagem total também é feita a cada três meses, quando são elaborados relatórios analíticos sobre as perdas.

Terceirização

Ainda pouco comum no mercado, a terceirização e a automação desse serviço são alternativas para quem deseja agilizar a checagem dos equipamentos nas gôndolas. “A automação faz com que ele possa ter a dimensão total dos produtos, o que não acontece rapidamente quando a contagem é feita com pranchetas. Através dos coletores, nós lemos os itens que estão na prateleira e no final cruzamos os dados com o mix de vendas”, afirma Adalberto Novaes, da Contagem Inventários.

Dessa forma, os produtos são computados e no final é elaborado um relatório que será a base de informações e da construção de plano de melhorias. “Já atendemos um cliente que teve 15 mil reais de perda em um dia, por causa de ruptura. Em três ou quatro meses essa quebra passou para 5 mil reais, o que significa uma melhoria significativa na venda diária”, conclui Adalberto.

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Sobre Fernando Clímaco

Engenheiro Agrônomo. Analista de Políticas Públicas do Sebrae e administrador do blog PE DESENVOLVIMENTO.

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