Pesquisa aponta que compras feitas nos supermercados estão migrando para setor, que cresceu 78%
MIRELLA FALCÃO
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| Produtos de higiene e beleza puxam vendas nas farmácias |
As compras realizadas nos supermercados estão migrando para as farmácias. Segundo estudo da empresa de pesquisas Nielsen, dentre os compradores dos supermercados no Nordeste, o percentual de pessoas que também adquirem produtos em farmácias passou de 64%, no ano passado, para 78% neste ano. É o canal que mais vem atraindo a clientela dos supermercados. Atrelada à expansão das farmácias, está o crescimento do consumo de produtos de higiene e beleza. A categoria é a que mais cresce na região e apresenta resultado acima do país.
De acordo com Mario Ruggiero, diretor comercial do Nielsen, além da ampliação do mix de produtos, cada vez mais abrangente, as farmácias estão atraindo os consumidores porque hoje possuem preços competitivos em relação aos supermercados. “Antes havia essa percepção de que os itens nas farmácias eram mais caros. Hoje, 65% dos produtos em comum têm preços equiparados ou mais competitivos em relação aos supermercados”, afirma ele.
As farmácias também detêm exclusividade na venda de 42% dos itens premium. “Há produtos que hoje os consumidores só encontram no canal farma, principalmente cremes para a pele. Cerca de 50% dos itens premium, também presentes no supermercado, têm preços iguais ou menores”, destaca ele. Enquanto o número de lojas de supermercados cresceu 9%, o de farmácias cresceu 15%.
As classes D e E são as que mais contribuem para o crescimento do canal farma, respondendo por 70% dessa expansão. Entre os consumidores dessa classe, as mercadorias mais procuradas são escovas e pastas de dente. Já a classe média compra, principalmente, sabonete e pós-xampu. A tintura e os bloqueadores solares são os produtos mais adquiridos pela classe AB nas farmácias.
A expansão das farmácias vem acompanhada do crescimento das vendas de produtos de higiene e beleza, categoria que mais cresceu na região na comparação com 2011. O segundo destaque nas vendas da região são os perecíveis, especialmente, os produtos de maior valor agregado, como iogurtes funcionais, ou que proporcionem praticidade, como pratos prontos e congelados. Por outro lado, houve uma queda na venda de bebidas alcoólicas na região, provavelmente provocada pelo aumento no preço dos produtos por conta da maior tributação. Na categoria mercearia doce, a retração se deu no segmento de biscoitos. “Houve um aumento nas vendas de embalagens menores. Com isso, o volume total caiu”, explica.
DIARIO DE PE























14/09/2012
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