O Globo – Danilo Fariello/Vivian Oswald/ Paulo Celso Pereira
O pacote de redução das tarifas de energia foi, em geral, bem recebido pelos empresários devido ao impacto econômico que terá no parque industrial nacional. Para Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan, a medida foi um gigantesco avanço, uma vez que o governo Dilma havia acenado com uma redução média de apenas 10% das tarifas e a redução anunciada chega a 28% para alguns segmentos da indústria. “Algumas indústrias que pagam mais pela energia, como a de alumínio, estavam ameaçando ir para o Paraguai “, disse Gouvêa Vieira.
Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a queda de 28% na tarifa de energia reduzirá em até 4% o custo fixo de produção da indústria brasileira e dará um impulso para que as empresas voltem a investir. Já a Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), embora também tenha comemorado as medidas, fez ressalvas. O diretor de infraestrutura, Carlos Cavalcanti, disse que a entidade estuda recorrer à Justiça diante da decisão do governo de renovar os contratos em vigor, em vez de deixá-los terminar para que as concessões fossem leiloadas e disputadas por todos os operadores do país. Cavalcanti chamou a medida de casuística, pois tem “endereço e CNPJ” específicos como alvo. Para Franklin Feder, presidente da Alcoa, que havia ameaçado fechar a fábrica no Brasil, a medida ajuda a segurar a produtividade no país.

































14/09/2012
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