A sétima edição da pesquisa As PMEs que mais crescem no Brasil mostra que a história dessas empresas emergentes é repleta de obstáculos e superações. O “Custo Brasil” impõe muitos desafios ao crescimento, entre eles o sistema legal e tributário e a legislação trabalhista, citados por 74% dos empresários entrevistados.
A média de impostos pagos pelas participantes do estudo é de 18% da receita líquida, percentual que chega a 35% no caso dos setores de produtos de consumo, energia elétrica e saneamento e eletrônicos. Em relação à folha de pagamento, o gasto médio com encargos trabalhistas foi de 37%.
“A carga tributária é um gargalo que atrapalha o crescimento. Quando juntamos a legislação trabalhista, o gargalo é ainda maior. Com isso o investimento se torna mais custoso. O retorno seria mais rápido se houvesse uma diminuição da carga tributária e trabalhista”, diz José Emílio Calado.
Segundo ele, também há um descasamento entre os investimentos privados e públicos. Em Pernambuco, por exemplo, o setor privado vem investindo fortemente e a resposta do poder público é lenta, sobretudo em infraestrutura. Num cenário mais pessimista, isso pode acabar adiando ou mesmo cancelando alguns projetos.
No total, 537 empresas participaram do estudo, sendo que apenas 336 atenderam a todos os critérios. A receita líquida das empresas soma R$ 19 bilhões, com crescimento médio anual de 32% entre os anos de 2009 e 2011. Em 73% dos casos, o controle das empresas é familiar. (M.B.)
DIARIO DE PE


































14/09/2012
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