Programa reduzirá custo da energia

BRASÍLIA e RECIFE – A presidente Dilma Rousseff (PT) disse ontem, na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), que o governo pretende lançar, na próxima semana, um programa para reduzir o custo da energia elétrica no País. Segundo ela, a prioridade do governo é aumentar os investimentos em infraestrutura para garantir competitividade e desenvolvimento, além de reduzir custos de produção.

Presente na reunião do CDES, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, afirmou que uma redução entre 10% e 15% na tarifa de energia é um bom número para ajudar a recuperar a competitividade da indústria brasileira. “A tarifa de energia elétrica no Brasil é muito cara”, criticou, acrescentando que desconhece o percentual de redução em estudo pelo governo.

Informações da CNI mostram que o custo médio é de R$ 330 por megawatt/hora (MWh) na tarifa de energia elétrica paga pela indústria brasileira, sendo a quarta mais cara do mundo, atrás apenas da italiana, turca e tcheca. Ainda de acordo com a CNI, o preço da energia para o setor é o triplo da tarifa dos Estados Unidos e Canadá e o dobro da cobrada na China, Coreia do Sul e França.

A expectativa é que o governo retire da conta de energia elétrica vários encargos setoriais, deixando o seu custo mais barato.

A presidente argumentou que o governo está focado na desobstrução dos gargalos logísticos, energéticos e de custo que dificultam o desenvolvimento. Ela afirmou que, até a metade de setembro, o governo anunciará o modelo de concessão de portos e aeroportos.

Ainda de acordo com a presidente, o governo terá de cuidar dos aeroportos regionais, levando em conta critérios de movimentação econômica, turísticos e acessibilidade. Ela revelou que, em alguns casos, o governo terá de subsidiar o funcionamento desses aeroportos. Para Dilma, os portos estão entre as questões mais estratégicas do País.

Ainda na área de infraestrutura, Dilma contou que o governo vai “resgatar as ferrovias”. E completou: “a malha ferroviária está aquém do que o Brasil precisa para crescer e evoluir, porque fizemos uma privatização das ferrovias sem consistência”, concluiu.

JORNAL DO COMMERCIO

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