BRASÍLIA O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, declarou ontem, durante evento na Confederação Nacional da Indústria (CNI), que o governo prevê uma política industrial nos moldes do novo regime automotivo para o setor de plásticos.O novo regime automotivo, que será anunciado entre esta semana e a semana que vem para valer entre 2013 e 2017, caracteriza-se pela exigência de redução de emissões de CO2 e priorização de peças e tecnologia nacional na fabricação de veículos. Em troca, as montadoras têm direito a pagar menos Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
No regime automotivo já há metas de redução, de eficiência energética, disse Pimentel. Sentamos para negociar com um outro setor, que é o setor de plásticos, para desenhar uma política industrial que também busque metas de redução de emissões, busca de eficiência energética e aquisição de novos conhecimentos. Essa virou uma peça fundamental da agenda econômica, acrescentou.
O ministro não forneceu mais detalhes sobre o programa para o setor de plásticos. Questionado sobre a abrangência da nova política, se seria para toda a cadeia, ele se limitou a responder que é para boa parte do setor. Pela manhã, Pimentel se reuniu com a Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet).
COMPETITIVIDADE
O ministro disse ainda que a indústria brasileira não vai recuperar uma competitividade do século 20. Isso já passou. Agora teremos competitividade com taxas de juros mais baixos, câmbio ajustado e inflação reduzida. Além disso, temos três pilares claros: a tecnologia, o conteúdo nacional e a sustentabilidade ambiental e social. Essa que é a competitividade do século 21, disse.
JORNAL DO COMMERCIO

































22/08/2012
INDÚSTRIA, MEIO AMBIENTE