Plano de mobilidade objetiva aprimorar competitividade do Porto de Suape

10/08/2012

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Favorecer as condições de acessibilidade para os trabalhadores e melhorar a competitividade do Complexo Industrial Portuário de Suape são os objetivos do plano de mobilidade que começa a ser estudado para o local.

Jaime Alheiros, diretor de Planejamento do Complexo Industrial Portuário de Suape explica que o projeto terá sua primeira fase implantada até o final de 2013 e estará totalmente em operação a partir de 2014.

“O custo de um ônibus fretado hoje varia entre R$ 13 e 17 mil por mês. Algumas empresas alugam em torno de 100 a 200 ônibus. O impacto financeiro sobre a carteira de negócios desse empresário é muito grande. Ofertar um sistema de transporte público eficiente e confortável permite a ele não considerar esses custos dentro de seu investimento. Isso torna o complexo mais atrativo para a instalação das empresas”, ressalta Alheiros, que esteve presente no Suape Business Meeting, da Amcham-Recife em 26/07.

Números apresentados pelo executivo durante o evento mostram que das 06h00 às 08h00 são transportados mais de 40 mil passageiros para Suape. Destes, 0,3% utilizam os ônibus de linha; 9% usam carros de passeio; e 90,7% vão nos ônibus fretados.

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Jaime Alheiros, diretor de Planejamento do Complexo Industrial Portuário de Suape

Para trabalhar este cenário, o ponto-chave do plano de mobilidade é a integração entre modais de transporte rodoviário e ferroviário. “Não adianta criarmos um caminho crítico que seria adotar apenas um modal para atender à alta demanda de Suape”, pontuou. Dessa maneira, todo o sistema será alimentado via Veículo Leve de Transporte (VLT) e integrado a linhas de ônibus convencionais, explica Alheiros.

O plano, em sua opinião, vem para auxiliar Suape a vencer um de seus principais desafios que é evitar concorrer com a infraestrutura das cidades próximas. “Desde a concepção do complexo foi pensada uma estrutura segregada, por isso este é praticamente um território separado dentro dos municípios do Cabo e de Ipojuca”.

Ele cita que, por exemplo, o complexo já possui estrutura elétrica e de abastecimento de água independentes dos municípios no entorno. O próximo passo é diminuir a interferência do fluxo de pessoas e mercadorias no trânsito da região.

O executivo avalia que o resultado do plano, quando estiver em operação, será imediato. “Um ganho será na flexibilidade. O trabalhador e a empresa não precisarão ficar presos a um horário de entrada e de saída dos funcionários. Assim, haverá uma diminuição nos momento de pico no trânsito, aliviando os engarrafamentos que ocorrem na região”, finalizou.

Amcham

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