Criatividade rentável

08/08/2012

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Projeto Cidades Emocionais engloba cidades como Recife, São Paulo e Madri, além de Barcelona

Ideias deverão ser soluções para os problemas na cidade, desde habitação a espaços públicos (TERESA MAIA/DP/D.A PRESS - 3/2/11)
Ideias deverão ser soluções para os problemas na cidade, desde habitação a espaços públicos

Recife, São Paulo, Madri e Barcelona. Estas quatro cidades estão, a partir de hoje, conectadas num projeto modelo de economia criativa, chamado Cidades Emocionais. Trata-se de uma plataforma virtual que irá reunir as ideias, soluções e emoções dos moradores das capitais escolhidas em uma rede de relacionamentos. Essa comunidade digital servirá de articuladora de negócios, incentivadora de políticas públicas e como um termômetro emocional dos espaços urbanos. Dentre as primeiras ações do portal, que entrará no ar dia 15 de setembro, um concurso irá premiar os pensadores que encontrarem a solução mais criativa para cada cidade e esta ideia será produzida e comercializada nos países participantes.

A iniciativa da Base 7 (SP), Trànsit Projectes (ES) e Hub Criativo (PE). Quando o portal for disponibilizado, os usuários deverão se cadastrar, montando seu perfil pessoal e profissional, de forma semelhante ao Facebook. A partir daí, os visitantes terão oito temas sobre os quais poderão opinar, discutir, demonstrar seus sentimentos e, claro, apresentar soluções criativas. Os assuntos já foram escolhidos e são: diversidade, estilo de vida, habitação, sustentabilidade, trabalho, participação social, redes sociais e espaços públicos.

“Nosso objetivo é criar um ambiente agregador e descontraído para estimular o debate dos moradores destas cidades em relação ao potencial de contribuição de cada um”, explica Edgar Andrade, coordenador do projeto no Recife e integrante de Hub Criativo. Segundo ele, além da rede de ideias, o projeto deverá formar uma rede de contatos para a consolidação destas ideias, o que poderá gerar negócios criativos em cada cidade. De acordo com Ricardo Ribenboim, coordenador do Cidades Emocionais em São Paulo, uma pessoa pode postar uma ideia sobre um coletor de chicletes, por exemplo, e um outro usuário do site, que é desing, gosta da ideia e decide confeccionar o produto. Eles poderão dialogar e firmar parceria para produzir o coletor.

Outro diferencial da iniciativa é que cada comentário, projeto, vídeo ou foto deverá representar uma emoção. “ Poderemos ver como os moradores se sentem em relação a um determinado ponto ou problema urbano, o que servirá também de banco de dados para a construção de políticas públicas direcionadas”, afirmou Angel Mestres, coordenador do projeto em Barcelona. (Thatiana Pimentel)

DIARIO DE PE

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Sobre Fernando Clímaco

Engenheiro Agrônomo. Analista de Políticas Públicas do Sebrae e administrador do blog PE DESENVOLVIMENTO.

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