A dinamarquesa LM Wind Power começará ainda neste semestre a construção da indústria de equipamentos eólicos de Pernambuco, que será operada em parceria com a Eolice. O grupo está analisando dois terrenos, um público e um privado, no entorno do Complexo Industrial Portuário de Suape. A expectativa é de que o martelo seja batido nos próximos dois meses. O investimento é estimado em R$ 100 milhões e, quando em operação, a unidade deve gerar 1,5 mil empregos diretos. No local serão fabricadas pás para turbinas eólicas. Com esta fábrica, Suape passa a oferecer todos os equipamentos necessários à geração de energia eólica, fechando a cadeia do setor. Já estão instaladas em Suape a Impsa, fabricante de geradores, e a RM Eólica, que produz torres e a Iraeta, empresa que produzirá flanges eólicas, está em construção. Aliás, este é mesmo um setor estratégico para o Estado. Uma equipe pernambucana passou dois anos em treinamento no Banco Mundial para saber como atrair investimentos e, ao fim do curso, decidiram voltar a atenção para as energias renováveis, principalmente a eólica e a solar. A energia dos ventos já começa a chegar. Faltam os parques. Mas os projetos devem chegar em breve. É uma questão de tempo e investimento.
O mais alto – Pelo Plano de Negócios e Gestão da Petrobras para o período 2012-2016 o preço da Refinaria Abreu e Lima, em implantação em Suape, está estimado em US$ 20,1 bilhões. O custo da obra é considerado o mais alto do mundo. Segundo, levantamento do Portal IG, o valor é maior do que a expansão da unidade Jamnagar, na Índia, orçada em US$ 16,8 bi da refinaria Al Zour, da estatal petrolífera do Kuwait, orçada em US$ 19 bi.
Complexo engarrafado
O Complexo Industrial Portuário de Suape é considerado o maior canteiro de obras do País. O título não é à toa. São 70 mil funcionários circulando por lá diariamente. Apenas na construção da Refinaria Abreu e Lima são 44 mil pessoas trabalhando. É por isso que, às 16h, fim do último turno de trabalho, o canteiro ganha um grande engarrafamento. Segundo o gerente de Desenvolvimento de Mercado da Petrobras, Ernani Turazzi, são mais de mil ônibus tentando sair do complexo. Haja mobilidade!
Falta interesse
O Governo Federal quer alavancar recursos para modernizar os portos brasileiros. Mas, por enquanto, é apenas uma intenção. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, contou para o secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Roberto Abreu, que só existem dois projetos desta área em análise, um do Porto de Suape e outro do Porto de Pecém. Falta interesse.






















24/07/2012
MEIO AMBIENTE, SUAPE, SUSTENTABILIDADE