Petrolina vai se tornar uma referência nacional em geração de energia solar. Ao lado do parque fotovoltaico com potência de 3 megawatts (MW), investimento anunciado pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), será construída a primeira usina termosolar do país. A tecnologia é a aposta para a geração de eletricidade em larga escala, por meio da fonte solar, já que permite a produção durante 24 horas, o que não ocorre com as placas fotovoltaicas. A planta, que terá uma área de 15 mil metros quadrados, terá capacidade de geração de 1 MW e será coordenada pelo Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel) e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O investimento total é de R$ 27,5 milhões. Desses, R$ 1 milhão será destinado a bolsas de pesquisa para graduandos, pós-graduandos e pesquisadores.
A diferença entre as duas tecnologias é que a geração fotovoltaica transforma a luz do sol diretamente em energia. “Já a a usina heliotérmica coleta a luz em espelhos e essa luz é concentrada em uma região onde tem um líquido que ao ser aquecido, gera vapor de água e é esse vapor que gira a turbina”, explica Fernando Machado, gerente geral de Política de Ciência, Tecnologia e Inovação da Sectec.
De acordo com Chiguera Tiba, professor do Programa de Tecnologia Energética e Nuclear da UFPE, ao contrário dos painéis fotovoltaicos – que não geram energia durante a noite -, é possível obter energia pela tecnologia termosolar durante 24 horas, pois ela pode ser armazenada em forma de calor. Os equipamentos virão da Espanha onde, segundo relata o professor, já existem parques termosolares com potência de 500 MW. “Isso é quase um terço de Xingó”, compara. Essa tecnologia também foi a escolhida para Desertec, projeto ambicioso que pretende gerar 500 MW no Norte da África e exportar a energia para Europa.

Apesar de não possuir a melhor insolação do Nordeste, Petrolina foi escolhida pela infraestrutura oferecida. “As condições são muito boas, mas tem lugares melhores. Se fosse um projeto comercial, a escolha seria outra. No entanto, como objetivo é gerar conhecimento, é mais fácil treinar mão de obra em Petrolina do que no meio do semiárido”, destaca Tiba. “Petrolina tem universidades, aeroporto, linha de transmissão, além da água que é necessária para o resfriamento do vapor”, explica Fernando Machado.
A equipe deve envolver de 50 a 100 estudiosos, segundo projeta Fernando Machado, da Sectec. Para isso, estima-se que R$ 1 milhão será destinado a bolsas de pesquisa, direcionadas a graduandos, pós-graduandos e pesquisadores. “O objetivo é formar mão de obra para atuar em outros projetos com produção em larga escala e atrair empresas que atuem nesse segmento”, destaca. Como não se trata de uma planta comercial, ainda não se sabe a destinação da energia a ser gerada, que daria para abastecer 20 mil residências. “Parte será usada dentro do projeto. O restante deverá ser injetado na rede, sendo remunerado pela Celpe”, diz Machado.
DIARIO DE PERNAMBUCO


































18/07/2012 às 17:42
O mundo todo esta deixando a geração termosolar e correndo para a fotovoltaica que esta mais competitiva, e ainda por cima há noticias vindas da Alemanha de celulas com eficiencia de 40% contra média atual de 16%. Em relação a produção noturna, para quem tem uma hidroeletrica do lado não faz diferença nenhuma.