
Prazo para que o estaleiro cumpra exigências feitas pela Transpetro pode ser esticado
Por Micheline Batista
A Transpetro poderá esticar, caso necessário, o prazo para cumprimento das exigências feitas ao Estaleiro Atlântico Sul (EAS) para que os contratos de 22 petroleiros, suspensos até 30 de agosto, voltem a ter eficácia. A notícia, que chega como um alento para os sócios Queiroz Galvão e Camargo Corrêa, foi dada pelo presidente Sérgio Machado em conversa com jornalistas no Rio de Janeiro na última quarta-feira.
De acordo com informações publicadas ontem pelo jornal Valor Econômico e confirmadas pela assessoria de imprensa da Transpetro, Sérgio Machado não pretende romper o contrato com o EAS se o estaleiro pernambucano pedir mais 30 ou 40 dias, além da data prevista, para cumprir as exigências. O prazo até 30 de agosto existe e precisa ser cumprido, mas a Transpetro não pretende inviabilizar o EAS, quebrando de vez os contratos.
A suspensão dos contratos de 16 das 22 embarcações encomendadas pela Transpetro ao EAS foi anunciada no fim de maio, cerca de dois meses após a retirada da Samsung Heavy Industries (SHI) da sociedade do estaleiro. O contrato com a SHI previa assistência técnica apenas para os seis primeiros petroleiros.
Na semana passada, Queiroz Galvão e Camargo Corrêa anunciaram a contratação da IHI Marine United (IHIMU), controlada pelo grupo japonês Mitsui, como estaleiro consultor. Cumpria, assim, apenas a primeira das três exigências colocadas pela Transpetro. Até 30 de agosto, o EAS ainda precisa apresentar um plano de ação e cronograma confiável de construção, além de um projeto de engenharia que atenda às especificações técnicas contratuais.
A IHIMU terá como missão ajudar na construção e instalação de equipamentos das embarcações encomendadas ao EAS. O grande desafio será melhorar a produtividade operacional e o cumprimento do cronograma de entregas. Basta lembrar que o primeiro e único navio a ficar pronto, o João Cândido, foi entregue com quase dois anos de atraso.
Mas o problema no cumprimento dos prazos acordados não é exclusivo do EAS. O Mauá também atrasou a entrega do Celso Furtado e foi multado em R$ 2 milhões. Nesta segunda-feira, o Mauá entrega seu segundo navio e o terceiro dos 49 contratados no âmbito do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef). Já o segundo petroleiro do EAS, o Zumbi dos Palmares, só deverá ser entregue no primeiro trimestre de 2013.
Segundo a assessoria de imprensa da Transpetro, a multa aplicada ao EAS pelo atraso do João Cândido ainda está em fase de recurso e as justificativas apresentadas ainda estão sob avaliação.
DIÁRIO DE PERNAMBUCO


































06/07/2012
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