A Transpetro, braço logístico da Petrobras, será flexível com o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) quanto ao prazo para cumprimento das exigências para manterem relações comerciais. Para voltar atrás na decisão de suspender os contratos de 16 navios a serem construídos pelo empreendimento no Complexo Industrial Portuário de Suape, a Transpetro explicou que, apresentando intenção e avanços na resolução de pendências, não serão 20 dias ou 30 dias que a farão cancelar as encomendas. A suspensão do contrato com a Transpetro segue até 30 de agosto.
Três pontos precisam ser cumpridos pelo EAS para que a estatal retome os negócios em comum: apresentação de um plano de ação, com novo cronograma de construção dos navios; 16 novos projetos realizados, já que os atuais são da Samsung, que não integra mais a “equipe” do EAS; além desse novo parceiro tecnológico para substituir a Samsung. Esta última pendência já foi solucionada há uma semana, com a assinatura de contrato com a IHI Marine United Inc. (Ihimu), divisão de construção naval offshore da Ishikawajima-Harima Heavy Industries, controlada pelo grupo japonês Mitsui.
Sobre o andamento das condições impostas pela Transpetro, o estaleiro informou que não vai se posicionar. A antiga parceira, a Samsung, detinha 6% das ações do estaleiro, minoritária no negócio que tem, hoje, Queiroz Galvão e Camargo Correia, cada uma com 50% do empreendimento. A Ihimu, por sua vez, é parceira tecnológica, mas não entra como sócia do EAS.
O Estaleiro passou por alguns entraves na construção de navios para atender ao Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), do Governo Federal. A carteira de encomendas do EAS soma US$ 8 bilhões e inclui 22 petroleiros, além de sete navios-sonda. No fim de maio, a subsidiária da Petrobras suspendeu 16 dos 22 contratos de construção de navios acertados com o estaleiro pernambucano por R$ 7 bilhões. O suezmax João Cândido foi entregue com um ano e nove meses de atraso à Transpetro; o Zumbi era esperado para março deste ano, mas deve ser entregue até o fim deste ano. O terceiro navio, do mesmo tipo, está em corte de chapa de aço. Além das embarcações, o EAS entregou também parte do casco da plataforma P-55.
FOLHA-PE



































06/07/2012
NAVAL E OFFSHORE