Uma pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) analisou o comportamento do mercado de trabalho formal de três cadeias produtivas com potencial de inovação e que influenciam fortemente a economia do Recife. O acompanhamento foi feito nas cadeias de Foto-Eletroeletrônicos, Economia Criativa e Farmacêutica que contam, atualmente, com 17.081 empregados, número 7,6% maior do que o registrado em 2006. O maior aumento de pessoas empregadas foi registrado no setor Farmacêutico, com taxa de 28,2%.
Estes setores possuem uma base tecnológica e podem, com os investimentos necessários, elaborar práticas que tornem o mercado mais competitivo. “No Recife, estas três cadeias produtivas aumentam o mercado de trabalho mais aceleradamente do que na Região Metropolitana, Pernambuco, Nordeste e Brasil: é uma dinâmica diferenciada”, destacou o secretário de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Recife, José Antônio Bertotti.
Dentre os segmentos estudados, a Indústria Farmacêutica, responsável pela produção de produtos farmacoquímicos, medicamentos e preparações farmacêuticas, foi quem apresentou o maior crescimento na geração de empregos na Capital, passando de 311 empregados formais em 2006, para 839 em 2010. Mesmo com o aumento, o setor registrou uma redução no parque fabril no município da ordem de 4,1% e uma queda no salário médio, que passou de R$ 4.448,49 para R$ 2.861,06.
Para o doutorando em Inovação Terapêutica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Douglas Viana, Pernambuco saiu na frente como um dos locais que produzem fármacos, com a chegada da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás). “Esta é uma das cadeias estratégicas do País, por envolver uma prestação de serviços que é direito constitucional. Atualmente, o Brasil importa mais fármacos e medicações do que exporta, criando um ônus para a balança comercial. Por isso, este é um segmento que precisa de políticas públicas que promovam o seu desenvolvimento”, declarou.
A pesquisa mostrou ainda que, entre os anos de 2006 e 2010, o setor de Foto-Eletroeletrônicos recifense apresentou um crescimento na taxa de empregos da ordem de 7,4% e uma ampliação no parque fabril de 3,2%. Já o setor de Economia Criativa cresceu, no mesmo período, 6% no que se refere à taxa de empregos e 6,3% no parque fabril. “Há um movimento grande na ampliação no número de estabelecimentos desses segmentos. Recife, em particular, tem crescido mais na Economia Criativa”, comentou a técnica do Dieese Osângela Sena.
AMANDA SOUZA Especial para a Folha

































29/06/2012
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