Profissional de sustentabilidade

A sustentabilidade está entrando no coração estratégico das empresas, até por questão de sobrevivência. É um termo de moda que se refere aos impactos econômicos, sociais e ambientais que o negócio pode causar à sociedade e ao planeta

Não se trata apenas de atender às exigências das novas legislações ou às pressões oficiais e de organizações não governamentais ligadas ao meio ambiente.

As empresas estão conscientes de que a sustentabilidade afeta de fato os negócios e pode ser tanto uma vantagem competitiva como uma vulnerabilidade em relação aos concorrentes.

Também estão preocupadas com a escassez – e consequentemente com os custos – dos recursos que empregam nos vários elos da cadeia de produção, distribuição e comercialização.

Diante dessa conjuntura, as organizações estão demandando profissionais qualificados e executivos que dominem ou pelo menos que estejam comprometidos, atentos e atualizados em relação aos desafios propostos pela sustentabilidade. Esse esforço das empresas envolvem profissionais de diversas áreas de formação e de atuação.

Além disso, cada organização tem natureza, necessidades e desafios específicos, e, portanto, exige perfis diferentes de especialistas e gestores. Algumas companhias, por exemplo, estão em busca de profissionais especializados em energia renováveis, enquanto outras procuram gestores especializados em inovação.

Nesse cenário, aumentou a demanda por profissionais com formação voltada para questões ambientais, como algumas áreas de engenharia, biotecnia, oceanografia, zootecnia, agronomia, biologia, geologia, meteorologia, para citar algumas.

A carência de profissionais especializados, no entanto, tem levado as empresas a treinar executivos de diferentes formações e áreas de atuação para implantar programas e projetos ligados à questão da sustentabilidade.

Em grande parte das corporações, existem times responsáveis pela gestão da sustentabilidade, com profissionais ligados a diferentes departamentos.

As empresas apostam em talentos que têm condições de desenvolver determinadas competências que as ajudem a superar os desafios da sustentabilidade. São profissionais com uma visão holística do negócio, capazes de perceber as relações entre causa e efeito dos fenômenos que interferem no negócio e propor novas ideias para novos e antigos problemas.

Assim, o engenheiro deve estar preparado não só para projetar uma máquina, entender seu funcionamento e tirar dela o máximo em eficiência, mas também propor soluções para o descarte correto do equipamento quando terminar sua vida útil.

E isso também se refere aos produtos e embalagens que a empresa fabrica e que serão descartados depois de algum tempo. Independentemente de sua formação, o profissional pode participar desses times de sustentabilidade se estiver vocacionado para inovar.
Por isso, essas equipes podem reunir engenheiros, psicólogos, sociólogos, tecnólogos de varias áreas e profissionais especializados em finanças, recursos humanos, marketing ou comunicação. Um time eclético.

BRASIL ECONÔMICO

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Por Marcelio Mariaca, Presidente do conselho de sócios da Mariaca e professor da Brazilian Business School

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