Analisar o sistema de mobilidade de cidades como Barcelona (Espanha), Bogotá e Medellín (ambas da Colômbia), e discutir quais das estratégias utilizadas nesses lugares podem ser adotadas no Recife é um dos objetivos da seminário Cidade e Mobilidade – II Encontro do Grupo de Trabalho da International Federation for Housinhg and Planning (IFHP), realizado pela Universidade de Pernambuco (UPE), em parceria com a Universidade Politécnica da Catalunha. O evento, que é aberto ao público, foi iniciado ontem, no Teatro Apolo, Bairro do Recife, e termina hoje. Nesta sexta-feira, pela manhã, haverá apresentações sobre os exemplos de sistemas de mobilidade em Lima, no Peru, além de Bogotá e Medellín. À tarde, haverá uma mesa redonda com o tema “Premissas para um Pacto pela Mobilidade no Recife”, coordenada pelo reitor da UPE, Carlos Calado.
O encontro foi aberto com uma palestra de Francesco Ventura, professor da Universidade Politécnica da Catalunha, sobre o sistema de transporte público de Barcelona. Atualmente, a região metropolitana da cidade espanhola é composta por 7,5 milhões de habitantes e tem mais de 730 quilômetros de linhas ferroviárias, com 379 estações, além de uma vasta malha rodoviária – oferece aos cidadãos uma eficiência de transporte que ainda é um sonho para os recifenses. “Podemos dizer que trabalhamos para ter uma rede ferroviária de alta capacidade que oferece deslocamento rápido e seguro”, pontuou Ventura.
De acordo com o reitor da UPE, o professor Carlos Calado, a universidade está se colocando à disposição do poder público para estabelecer uma parceria que objetive pensar novas soluções para o Grande Recife, o que deve acontecer, ainda sem data definida, com a assinatura de um protocolo de intenções com a Prefeitura do Recife para desenvolver soluções na área. Calado reforçou que um novo formato de sistema de mobilidade implicará em mudanças na forma como a população enxerga seu papel.
“Todos temos que compreender que é necessário mudar de mentalidade: o transporte terá que ser pensado, necessariamente, como público, e não mais como particular. A população deve se colocar como parte do todo que precisa descobrir novos caminhos”.
FOLHA-PE


































22/06/2012
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