Pernambuco cresce mais que o Brasil

13/06/2012

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Relatório da Condepe/Fidem mostra que o PIB pernambucano cresceu 4,6% em relação ao primeiro semestre de 2011, enquanto que o PIB nacional cresceu apenas 0,8%.

Thatiana Pimentel

Pernambuco continua crescendo mais que o Brasil. Essa é a conclusão que pode ser tirada dos números do Produto Interno Bruto (PIB) do estado que foram divulgados nesta terça-feira pela agência Condepe/Fidem. De acordo com o relatório, o PIB pernambucano cresceu 4,6% em relação ao primeiro semestre de 2011, enquanto que o PIB nacional cresceu apenas 0,8%.

E esse desempenho foi decorrente do aquecimento dos setores industrial (9%) e de serviços (4,5%). Os impostos sobre a produção também apresentaram crescimento de 6,3%. Já a agropecuária, que enfrenta maior seca registrada pela agência nos últimos 30 anos, registrou um desempenho negativo 23,8%.

“A agricultura familiar, que representa 54% da produção em Pernambuco é a mais atingida com as secas. O único segmento que teve saldo positivo foi a agricultura irrigada, principalmente às plantações de manga e uva no vale São Francisco”, afirmou o presidente da agência, Antônio Alexandre.

A prova disso é que apenas a produção de manga, uva e banana tiveram saldo positivo de 5,8, 7,7 e 14,7 respectivamente. Nas lavouras temporários o saldo é devastador. A produção de milho caiu 75,7% em relação ao primeiro trimestre de 2011, a de feijão teve um desempenho negativo de 55,3% e a de mandioca, de 10,1%.

Já na pecuária, apesar do desempenho quase estável, a perspectiva é que o ano não seja dos melhores. “Temos um saldo negativo de 1,7%, mas a maioria dos pecuaristas está enviando suas cabeças de gado para o Maranhão, na tentativa de engordar a criação. Sabemos que muitos serão negociados por lá mesmo e o retorno financeiro não será sentido no estado”, detalhou Alexandre.

Por outro lado, a indústria pernambucana prova que é o principal impulsionador do desempenho do PIB no estado, com crescimento de 9%. E o motor desse bom desempenho é a construção civil, com crescimento de 10,3%. “Aqui, a construção civil aparece em evidência tanto como indústria quanto nos agregados como alimentação e alojamento”, reforçou Antônio Alexandre. A indústria de transformação não ficou atrás e registrou crescimento de 6,1%.

O setor de serviços também apresentou crescimento com saldo positivo de 4,5% quando comparado com o mesmo trimestre de 2011. As atividades responsáveis por isso foram comércio (11,9%), serviços prestados às famílias (6,6%), aluguéis e intermediação financeira (7,1%) e transporte (9,2).

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