Lojas e unidades da Compesa receberão pilhas e baterias usadas

Uma simples bateria pode poluir 30 mil litros de água. Além de contaminar o meio ambiente, pode causar danos à saúde pública. Pensando nisso, a Compesa lançará nesta quarta-feira (6), na semana em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, um programa de recolhimento de pilhas e baterias usadas.

A pessoa poderá entregar o material em pontos de coleta distribuídos pelo Grande Recife e em dois municípios do interior.

Ao todo, serão instalados 30 papa-pilhas em 25 pontos de coleta espalhados pelas lojas de atendimento e unidades da Compesa da Região Metropolitana e dos municípios de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata, e Petrolina, no Sertão. A cada tonelada recolhida, a companhia encaminhará para uma indústria de produtos químicos, que ficará responsável pelo reprocessamento das pilhas e baterias, dando a sua correta destinação.

De acordo com a assessora de Responsabilidade Social da Compesa, Fabíola Coelho, o programa busca conscientizar a população sobre a importância do descarte correto de pilhas e baterias. “Esses materiais, quando depositados em lixões e aterros sanitários, levam séculos para se decompor, podendo vazar e contaminar os lençóis freáticos”, explica Fabíola.

Além dos papa-pilhas, a Compesa também tem um programa de coleta de óleo em parceria com a indústria ASA. Desde 2009, lojas de atendimento e prédios administrativos da companhia possuem coletores para que a população entregue o óleo de cozinha usado. O material, se despejado em pias e ralos, causa o entupimento das tubulações de esgoto, provocando extravasamentos em ruas e avenidas da cidade.

Prefeituras do Complexo do Pecém avaliam ocupação

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Definir situações que viabilizem instalação de empresas nos municípios que abrigam o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp). Determinar parâmetros urbanísticos, gabarito, tamanhos de terreno, recuo, área, tudo sem gerar conflito com a legislação nem com o meio ambiente. Esse é um dos pontos a ser debatido no Pacto pelo Pecém, que acontece hoje, às 8h30, na Assembleia Legislativa. Para o debate, foram convidadas 68 prefeituras que se localizam no entorno do Pecém, a fim de discutirem os impactos a serem enfrentados pela instalação de empreendimentos do Cipp.

Amanhã, participam os movimentos sociais, como associações de moradores, comunidades indígenas, sindicatos dos funcionários já instalados no Complexo.

O Pacto pelo Pecém visa construir uma estratégia pactuada para o desenvolvimento sustentável do Cipp, discutindo os aspectos positivos e negativos sob o ponto de vista econômico, social, ambiental e político. A articulação é realizada pelo Conselho de Altos Estudos da Assembleia Legislativa.

Plano Diretor

Segundo a coordenadora de Urbanismo da secretaria de Infraestrutura de Caucaia, Valdenie Rifane Mourão, o município leva para o debate sua contribuição para uma ocupação urbanística territorial organizada. “Como o Cipp está na cidade, é a Prefeitura quem emite alvará de construção e de funcionamento, Habite-se é cedido pelo município. Estas decisões precisam ser compartilhadas visando o que o Governo estadual está planejando para o complexo e o que o município espera, respeitando as questões ambientais, a capacitação de mão de obra”, disse.

Para isso, diz a coordenadora, a elaboração do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Caucaia está na fase de ser divulgado com as comunidades, o que começou há cerca de um mês, e depois ocorrem as audiência públicas. Também está marcada uma reunião para definir o Plano Diretor que vai integrar Caucaia, São Gonçalo do Amarante e o Cipp. “O Complexo tem características próprias, é um distrito industrial. Então, o PDDU deve prever áreas de indústria, moradia, infraestrutura do sistema viário,

O secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de São Gonçalo, Raimundo Vieira Neto, diz que o debate do Pacto pelo Pecém tem como foco o desenvolvimento sustentável.

“O município está de portas abertas para receber o progresso, mas se preocupa com meio ambiente, com a infraestrutura, com problemas que crescem assustadoramente, e as soluções são poucas”, afirma. “Há preocupação com a prostituição. Serão entre 20 mil e 30 mil trabalhadores, temos que ter moradia, escolas, saúde, estradas vicinais.

Táxis elétricos preparam estreia nas ruas de São Paulo

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Brasil Econômico

Na próxima fase do projeto, prevista para a metade do segundo semestre, a frota de táxi elétrico da cidade ganhará mais oito unidades

As duas primeiras unidades do Nissan Leaf, primeiro veículo 100% elétrico comercializado em larga escala no mundo, iniciam a parte prática do programa piloto no dia 11 de junho, quando vão para as ruas.

Foram entregues nesta terça-feira (5/6) as duas primeiras unidades do Nissan Leaf que fazem parte do programa piloto para avaliar a viabilidade de veículos elétricos operarem como táxi na cidade de São Paulo.

O estudo é um dos primeiros resultados concretos do Acordo de Intenções (MoU) assinado em junho do ano passado entre a prefeitura de São Paulo, a Aliança Renault-Nissan e a AES Eletropaulo, e que conta também com a Associação das Empresas de Táxi de Frota do Município de São Paulo (Adetax). Na época, a cidade de São Paulo foi a primeira da América do Sul a assinar um acordo deste tipo.

As duas primeiras unidades do Nissan Leaf, primeiro veículo 100% elétrico comercializado em larga escala no mundo, iniciam a parte prática do programa piloto no dia 11 de junho, quando vão para as ruas.

Os veículos ficarão no ponto localizado entre a Avenida Paulista e a Rua da Consolação, à disposição de qualquer pessoa que tiver interesse nos serviços de transporte com emissão zero, e circularão em um circuito pré-definido dentro do mini Anel Viário da cidade de São Paulo.

Na próxima fase do projeto, prevista para a metade do segundo semestre, a frota de táxi elétrico da cidade ganhará mais oito unidades do modelo, todos disponibilizados pela Nissan.

Além de estudar o comportamento de um veículo com tração elétrica pelas ruas de São Paulo, o programa piloto contará com uma rede de recarga.

Serão 15 pontos dentro do circuito estabelecido, sendo cinco unidades de carregamento rápido, instaladas pela AES Eletropaulo, nas quais os taxistas poderão ter as baterias de íon-lítio com carga em até 30 minutos, e outros 10 carregadores para o “reabastecimento” em até 8 horas, que pode ser durante a noite, período de menor consumo de energia pela população. O modelo tem autonomia de 160 km com uma única recarga.

O Projeto Piloto de Táxi Elétrico de São Paulo será monitorado pelos envolvidos, que acompanharão e irão analisar as necessidades dos taxistas, dos pontos para recarga rápida, o desempenho e a manutenção dos veículos, entre outros assuntos que envolvem a iniciativa.

FIEPE realiza atendimento empresarial gratuito em Garanhuns

A FIEPE organizou uma programação especial para as empresas do Agreste pernambucano. A entidade trará, nesta quarta-feira (6), o Balcão de Atendimento para esclarecer as dúvidas e apresentar soluções de negócios aos empresários de Garanhuns e cidades circunvizinhas. Equipes especializadas em pesquisas técnicas, comércio exterior e meio ambiente darão orientações individuais e personalizadas gratuitamente, das 10h às 19h30, no SENAI Garanhuns. Para agendar um horário, basta ligar para (81) 3722.5667 ou nucleocaruaru.

Além disso, a caravana fará palestras e discutirá temas de interesse para o crescimento da indústria regional. De acordo com o coordenador do Núcleo da FIEPE no Agreste, Marco Casé, “o Balcão de Atendimento é uma oportunidade para as empresas da região terem acesso a serviços especializados sem a necessidade de se deslocar até a capital, reduzindo custos para elas.”

Dessa forma, a entidade reforça seu compromisso com a interiorização do desenvolvimento do Estado. Por isso, outras oito cidades devem receber o Balcão de Atendimento em breve. São elas: Toritama, Belo Jardim, Santa Cruz do Capibaribe, Surubim, Pesqueira, Gravatá, Limoeiro e Cupira.

Serviço:
Balcão de Atendimento gratuito da FIEPE
Quando: quarta-feira (6/6)
Onde: SENAI Garanhuns, na rua Sátiro Ivo, 1011, Magano, Garanhuns
Horário: 10h às 19h30
Inscrições: (81) 3722.5667 ou nucleocaruaru.

Jurong quer fazer mais 4 navios em Aracruz

A Jurong está na briga para montar quatro navios-plataforma do tipo FPSOs no Estaleiro Jurong Aracruz (EJA), empreendimento cujas obras devem começar em julho próximo, com início da operação marcado para o terceiro trimestre do ano que vem. As embarcações, usadas na exploração, armazenamento e escoamento da produção de petróleo e gás, são encomendas da Petrobras.

O resultado do primeiro chamamento, que envolve duas FPSOs, deve sair até o final deste mês. Nesse caso, a Jurong construiria os 14 módulos, sete para cada plataforma, e faria a integração.

Os cascos estão sendo tocados pelo estaleiro da Engevix, no Rio Grande do Sul, e devem ser entregues no segundo semestre de 2013.

A segunda licitação, que ainda está sendo iniciada, é ainda maior. Envolve a construção de 36 módulos, 18 para cada FPSO, a adaptação – conversão na linguagem técnica – do casco e a integração desses módulos.

Essas duas embarcações serão destinadas aos campos da cessão onerosa, no pré-sal da Bacia de Santos. Os valores dos contratos não foram revelados, mas, se seguirem a média das últimas FPSOs, cada um dos quatro deve beirar US$ 1 bilhão (R$ 2 bilhões).

As informações são do Presidente da Jurong no Brasil, Martin Cheah, que ontem se reuniu com a comitiva capixaba comandada pelo Governador Renato Casagrande na matriz da Jurong, em Cingapura.

“No caso da primeira licitação, fizemos uma boa proposta e temos boas chances. No segundo caso, o processo ainda está começando, mas fomos chamados novamente e faremos nossa proposta”, afirmou Cheah.

Confirmada a vinda das FPSOs, o estaleiro de Aracruz, mesmo antes de ter as obras iniciadas, já terá bons contratos a cumprir.

Está sob a responsabilidade dos cingapurianos a construção da primeira sonda brasileira de perfuração de poços petrolíferos, um contrato de US$ 792,2 milhões. Além dessa, os executivos esperam da Petrobras a confirmação da construção de outras cinco sondas em Aracruz.

“A Petrobras está iniciando uma auditoria para ver se os estaleiros sairão do papel. Quando forem ao EJA, mostrarei que o cronograma está sendo seguido e que temos expertise suficiente para tocarmos todos os projetos. Espero que as cinco cartas de intenções assinadas virem contratos o mais rápido possível”, disse Cheah. O Governador Renato Casagrande gostou do que ouviu. “A Petrobras de fato está preocupada com essa história de estaleiro virtual e com a falta de expertise de alguns deles. Estive com Graça Foster (Presidente da estatal) há duas semanas. É essencial que as obras do estaleiro de Aracruz comecem já em julho”.

Casagrande ficou satisfeito com a informação da vinda de novas unidades. “Com seis sondas e quatro plataformas, temos trabalho para 6 mil pessoas nos próximos dez anos”.

O investimento da Jurong no EJA será de R$ 500 milhões. Serão 2,5 mil trabalhadores nas obras e 6 mil na operação. Com a possibilidade de demanda alta já no início das operações, o projeto pode acabar ampliado. O dique seco, originalmente com uma extensão de 385 metros, pode chegar aos 550 metros. O cais pode passar de 740 metros para 1.140 metros

Estado no páreo por estaleiros

Antes de visitar as instalações da Jurong ontem, o governador Renato Casagrande tomou café da manhã com executivos da Singapore Technologies Engineering e ouviu deles a intenção de montarem um estaleiro especializado na construção de navios de suprimento às plataformas de petróleo e gás no Brasil.

Convidado pelo governador, o Presidente da companhia, Tan Peng Hock, disse que irá ao Estado em outubro avaliar as possibilidades. O Governo irá oferecer aos cingapurianos parcerias com empresas já instaladas no Estado.

Quem também irá ao Espírito Santo é o Secretário-Geral do Comitê Olímpico de Cingapura, Chris Chan. Ele recebeu bem a oferta de Casagrande para que os atletas cingapurianos façam a aclimatação antes das Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro, em Vitória. Ele marcou para setembro sua ida ao Estado.

Ainda ontem, o Governador reuniu-se com os ministros de Comércio e Indústria, Lee Yi Shyan, e de Transportes, Lui Tuck Yew, que também é o Segundo Ministro das Relações Exteriores de Cingapura.

Sonda brasileira já começou a ser construída em Cingapura

A primeira sonda brasileira de perfuração, encomendada ao Estaleiro Jurong Aracruz, já começou a ser fabricada numa das plantas da companhia em Cingapura.

Com a obrigação de entregar o equipamento em 2015, e sem local para tocar o projeto no Brasil, o jeito foi dar o pontapé inicial na Ásia.

A previsão é de que 10% dessa primeira sonda seja feita nem Cingapura e o restante no Brasil. Segundo Martin Cheah, presidente da Jurong do Brasil, trata-se de um caso isolado.

Peças

Com relação às peças usadas na fabricação do equipamento, o executivo disse que a tendência é de que o conteúdo local vá aumentando com o passar do tempo.

“Na primeira sonda, teremos 55% de peças nacionais. Na segunda e terceira sondas, 60%. Da quarta em diante, teremos 65% de conteúdo local”, assinala Cheah.

A GAZETA

Rio Ave terá novo hotel na Zona Sul

Investimento está estimado em R$ 21,6 milhões e as obras devem ser iniciadas dentro de 90 dias. Nova opção de estadia será três estrelas e tem a Copa como foco inicial

Giovanni Sandes

A Rio Ave, construtora pernambucana, vai tirar do papel o segundo de três hotéis que ela busca viabilizar para o bairro de Boa Viagem. O novo investimento, no segmento de hotelaria econômica, será de R$ 21,6 milhões e as obras começarão em 90 dias. A futura marca (a operadora) está em negociação e ainda não pode ser revelada. A meta é entregar o hotel a tempo da Copa 2014.

O novo hotel da Rio Ave equivale a um três estrelas e a categoria econômica implica dizer um empreendimento focado em diárias mais em conta. Serão 216 quartos distribuídos em 12 andares, com uma área total construída de 6.387,91 metros quadrados. Cada apartamento, em média, terá 18,85 m² e haverá 18 quartos por andar.

O diretor comercial da Rio Ave, Alberto Ferreira da Costa, diz que o novo empreendimento será construído na Avenida Domingos Ferreira.

“Estamos finalizando as negociações para operadora. Mas já decidimos iniciar as obras”, comenta o empresário.

A construtora é especializada no segmento de edifícios empresariais, mas desde 2009 começou a formatar os projetos hoteleiros. Esse mercado exige um planejamento além do prédio em si, porque é necessário estudar o público-alvo e como viabilizar o negócio, se os apartamentos serão vendidos ou não e, entre outros itens, a operadora, que vai cuidar desde as vendas de diárias e pacotes e do funcionamento do hotel, no dia a dia.

O resultado de toda essa equação se mostrou viável, primeiro, em um hotel executivo da Rio Ave, de alto padrão e voltado para o público corporativo, em um pequeno complexo já em obras na Avenida Domingos Ferreira. O terreno, ao lado do Armazém Coral, receberá investimento de R$ 50 milhões e engloba, além do hotel, edifício-garagem e mil metros para convenções. O hotel executivo terá 162 quartos, em nove pavimentos, e o empresarial terá 16 andares-tipo.

Para não haver concorrência entre os hotéis do grupo, a ideia é fazer cada um focado em um segmento diferente.

“O primeiro é focado no segmento executivo e o segundo, no segmento econômico”, explica Alberto.

A empresa não divulga maiores detalhes sobre o terceiro hotel da Rio Ave, que seria um luxuoso cinco estrelas na Avenida Boa Viagem, em um terreno de 1.680 metros quadrados na esquina do quarteirão entre as ruas Engenheiro Zael Diógenes e Professor Mário de Castro para, um endereço próximo ao hotel Atlante Plaza. Pelos planos iniciais, que podem ou não ser mantidos, esse terceiro hotel teria 350 apartamentos.

A Rio Ave conseguiu aprovação, no Banco do Nordeste, de uma linha de crédito de R$ 100 milhões para a construção dos três hotéis, quando o valor conjunto deles era estimado em R$ 140 milhões. Mas alguns fatores alteraram um pouco essa equação, como aquecimento do mercado de construção civil e pesada. Por isso, os números dos três em conjunto podem sofrer revisão.

JORNAL DO COMMERCIO

A PDVSA volta às conversas

Venezuelanos da PDVSA e brasileiros da Petrobras voltaram a conversar sobre o projeto Refinaria Abreu e Lima. Marcaram, através de dois aditivos assinados na semana passada, que até 30 de setembro a estatal de Hugo Chávez entrega ao BNDES todas as garantias exigidas pela estatal de Dilma Rousseff. E que, em 30 de novembro, formalizam a entrada no negócio, naturalmente, realizando o pagamento de 40% do projeto hoje estimado em R$ 26 bilhões.

Deputados pernambucanos do PT, entre eles João Paulo e Fernando Ferro, acompanhados do senador Humberto Costa, ouviram do embaixador da Venezuela no Brasil, Maximilien Arveláiz, que a estatal de seu país espera concluir as tratativas com o BNDES para indicar logo seus representantes na empresa.

Hoje, a Renest (100% Petrobras) tem 58% concluídos, tem no canteiro de obras de Suape 42 mil pessoas e está finalizando a Estação de Tratamento de Água, a primeira parte a ficar pronta. Em fins de 2013, ela espera rodar seu primeiro “trem”, uma bateria de sistemas capaz de processar 115 mil barris de petróleo/dia. Em fins de 2014, o segundo trem com mais 115 mil barris/dia. Com, ou sem, a PDVSA como acionista.

JC NEGÓCIOS