Porto do Recife tera centro logistico da Hemobras

25/05/2012

INDÚSTRIA

O Porto do Recife deve ganhar um centro logístico da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), cuja fábrica está sendo construída em Goiana, na Zona da Mata Norte. De acordo com a administração do terminal, um termo entre as duas estatais foi firmado na última quarta-feira (23) e prevê desde a exportação de plasma para a França até a distribuição dos derivados de sangue no Brasil. O acordo tem validade de seis meses, prorrogável por igual período, e deverá evoluir para um contrato em breve. 

A expectativa é de que o Porto do Recife comece a receber, já no início de 2013, os equipamentos, sistemas e componentes que serão usados na produção dos remédios que serão fabricados pela Hemobrás. A estatal vai produzir medicamentos para o tratamento de pessoas portadoras de hemofilia, imunodeficiência primária, câncer, AIDS, entre outras doenças. A carga, composta por aproximadamente seis mil itens, está orçada em R$ 200 milhões, segundo a assessoria do Porto do Recife.
“Haverá um terminal exclusivo para receber e despachar os navios com as cargas da Hemobrás”, afirmou o diretor de Operações e Comercial do porto, Sidnei Aires, em nota à imprensa.

O Porto do Recife também já está pronto para realizar as operações de exportação de plasma, feita em contêineres refrigerados, já que estas atividades não demandam armazenamento e logística diferenciados. Porém, para poder receber a importação dos medicamentos hemoderivados prontos, o porto recifense irá construir, em uma área de 5 mil metros quadrados, localizado na zona primária, um terminal específico conforme determinações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

De acordo com informações da Hemobrás, “a Anvisa prevê a instalação de câmara fria com temperatura entre 2°C e 8°C para estocar os medicamentos que virão da França, produzidos com o plasma recolhido pela estatal nos principais hemocentros brasileiros”. A câmara fria receberá um investimento de R$ 5 milhões.

“Para firmar o termo de intenção, consideramos as atuais condições operacionais do Porto do Recife e também sua proximidade com a fábrica e com o aeroporto (Internacional dos Guararapes, no Recife)”, disse o presidente da Hemobrás, Romulo Maciel Filho, através de sua assessoria de comunicação.

Enquanto o contrato entre Hemobrás e Porto do Recife não é assinado, as importações e exportações da estatal continuam sendo realizadas pelos portos de Santos (São Paulo) e do Rio de Janeiro, e também de avião, desembarcando na capital pernambucana.

Orçada em R$ 670 milhões, a fábrica da Hemobrás fica em um terreno de 25 hectares no Polo Farmacoquímico de Pernambuco. Sua capacidade de processamento de plasma será de 500 mil litros por ano.

Com informações do Porto do Recife e Hemobrás

Diário de PE

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