Gigante americana Qualcomm anuncia centro de pesquisa no Brasil

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Centro também desenvolverá aplicativos de novem para smartphones

A gigante americana de tecnologia para celulares Qualcomm abrirá um centro de pesquisa e desenvolvimento no Brasil focado em desenho de referência para tablets, que serve para a indústria fabricar dispositivos para telecomunicações no Brasil.

Esse centro também contará com desenvolvimento de engenharias e laboratório de aplicativos de nuvem para smartphones. A instalação do centro está prevista para ser no Estado de São Paulo, mas a cidade ainda não foi escolhida.

O volume dos investimentos não foi divulgado pela empresa e a expectativa é de que comece a funcionar “nos próximos meses”. “Este será o primeiro centro da Qualcomm no mundo”, disse o presidente da empresa para a América Latina, Rafael Steinhauser.

“É importante para o Brasil ter sua própria indústria”, comentou. Steinhauser salientou que os mercados emergentes são de vital importância para o futuro da economia mundial, principalmente para a área de comunicações. A expectativa, de acordo com ele, é de que, em 2015, mais de 50% dos usuários de smartphones estejam habilitados nessas áreas, tendo mais peso do que outros mercados em termos de uso de volume.

“Isso ilustra a importância dos emergentes”, afirmou. A escolha pelo Brasil, segundo ele, foi devido à importância do crescimento da América Latina, em especial do País, nesse contexto. “O Brasil está crescendo na orquestra mundial, e vai continuar crescendo. Além disso, governo tem uma agenda digital estruturada, que procura ampliar o uso de banda larga”, explicou. Apesar de a política da empresa não permitir a informação de volume de investimentos, o presidente da Qualcomm disse que o faturamento mundial da companhia no ano passado foi de US$ 15 bilhões, 36% de crescimento em relação ao ano anterior.

“É a primeira vez que a Qualcomm faz acordo com um governo na América Latina. Isso é um sinal de quanto a região, e o Brasil particularmente, está se tornando relevante para o mundo.” O executivo destacou que a tecnologia sem fio vem se tornando um catalisador do crescimento global e que o Brasil também “precisa participar disso”.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, salientou que a criação do centro de pesquisas prevê parcerias com produção de empresas aqui. “Eles não vão fabricar, mas vão desenvolver. Para nós, é bem vantajoso”, avaliou. Paulo Bernardo disse que os produtos provenientes desse centro também serão incluídos em programação de desoneração do governo. “Com certeza, a ideia é combinar com a Fazenda e o MDIC”, disse. “Essa oportunidade vai permitir mais pessoas ligadas à internet, vai estimular criatividade e o talento e transformar a indústria brasileiras das comunicações”, disse.

Depois do BB, Caixa anuncia nova redução de juros

Um dia após BB anunciar novo corte, Caixa contra-ataca

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta sexta-feira novos cortes nas suas taxas de juros. A redução abrange três linhas para pessoas físicas (Consignado, CDC e veículos) e linhas para micros, pequenas e médias empresas. Os novos porcentuais começam a valer na próxima segunda-feira (23).

A taxa do consignado para aposentados do INSS, que já havia sido cortada no último dia 9, cai para uma faixa entre 0,75% ao mês (mínima) e 1,77% ao mês (máxima). Hoje, está entre 0,84% e 1,80% ao mês.

A taxa mínima do CDC salário cai de 2,39% para 1,80% ao mês. No financiamento de veículos, a mínima recuou de 0,98% para 0,89%.

Em nota, a Caixa diz que as novas taxas acompanham a decisão do Copom de reduzir a taxa Selic. “Com as novas reduções, a Caixa reafirma seu posicionamento de oferecer as melhores taxas de mercado e facilitar o acesso ao crédito a todos os cidadãos brasileiros”, diz o banco em nota.

Banco do Brasil

O BB anunciou na quinta-feira o novo corte de juros, também seguindo a redução da Selic. Os cortes das taxas incluíram as linhas em que o BB já havia reduzido os juros, no começo do mês, dentro da estratégia do governo de baratear o custo do crédito no Brasil. “As novas reduções buscam manter as taxas do Banco do Brasil entre as menores do sistema financeiro”, destaca comunicado do banco à imprensa. As taxas também entram em vigor a partir de segunda-feira.

Entre as novas taxas, o crédito consignado, que tinha juro mínimo de 0,85% ao mês, terá taxa de 0,79%. No financiamento de veículos, o juro cai de 0,99% para 0,95% ao mês. Na pessoa jurídica, no desconto de títulos, houve redução de 1,35% para 1,25%.

Selic

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortou em 0,75 ponto percentual Selic na quarta-feira (18/04). A redução foi a maior dos últimos dois anos. Assim, a taxa básica de juros foi a 9%. A expectativa do mercado agora é que, depois do segundo corte em igual patamar, a Selic não seja mais reduzida este ano. Em janeiro, houve queda de 0,5 ponto percentual.

Segundo o professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), Rogério Mori, no entanto, o BC deve continuar cortandos os juros. “A Selic ainda deve cair mais nos próximos meses em função da atividade econômica relativamente fraca e da inflação, que começou a baixar. Além disso, as medidas anunciadas recentemente pelo governo vem atuando no sentido de tentar reduzir a taxa de juros na ponta do empréstimo. Esse movimento deve se manter nos próximos meses”, afirma o professor.

*Com informações da Agência Estado

Pernambuco obtém mais US$ 100 milhões do BIRD

Pernambuco vai receber uma nova leva de recursos do Banco Mundial (BIRD) para investimento. O plenário do Senado federal aprovou nesta quarta-feira (18/04) autorização para que o estado contrate financiamento de cem milhões de dólares para custear atividades de combate à pobreza rural.

O projeto de resolução que autoriza a contratação do financiamento tramitou dois dias no Senado, sendo aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), presidida pelo senador Delcidio Amaral (PT/MT) e, em seguida, no Plenário, com o apoio da bancada pernambucana.

“Trata-se de operação muito importante para Pernambuco, principalmente em um momento em que enfrentamos uma severa estiagem que vem causando graves prejuízos à população rural”, disse o governador Eduardo Campos.

Os entendimentos que resultaram na contratação foram concluídos em 3 de fevereiro último. Pelo que ficou acertado, o estado arcará com contrapartida de trinta e cinco milhões de dólares. Também os beneficiários com os recursos entrarão com parcelas na viabilização dos projetos que varia de 10% a 50%.

Os recursos financiarão projetos apresentados por associações de produtores rurais. O montante será destinado a infraestruturas sociais (cisternas e pequenos sistemas de abastecimento d’água) e infraestruturas produtivas (energia elétrica para projetos agropecuários). A previsão é que o contrato seja assinado no começo de maio.

JC NEGÓCIOS

Mercados emergentes puxam crescimento global da energia eólica

A edição 2011 do relatório anual Global Wind Report, publicado pelo Conselho Global de Energia Eólica (Global Wind Energy Council – GWEC), mostra que a indústria mundial do setor instalará mais de 46 GW de nova capacidade em 2012. Anunciado na terça-feira (17), o documento mostra ainda que, até o final de 2016, acapacidade total de energia eólica global será pouco menor do que 500 GW, diante de um mercado anual de cerca de 60 GW previsto para o período.

 A Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), instituição que congrega e representa o setor no país, participou presencialmente, pela primeira vez, do lançamento do relatório e de uma coletiva de imprensa que contou com a participação dos mais importantes líderes do setor eólico mundial. Representando o Brasil estavam o vice-presidente da ABEEólica, Lauro Fiúza Junior, e o diretor executivo, Pedro Perrelli.
A participação brasileira se explica pela presença robusta no mercado latino-americano. De acordo com o documento, o Brasil domina essa área, e vem se estabelecendo como um grande mercado internacional. Com uma forte base industrial, capaz de abastecer um mercado em franco crescimento no Cone Sul, o país será responsável pelo crescimento regional até 2016.
“O Brasil está entre as quatro nações do mundo que mais cresce no setor eólico, ficando atrás somente de China, Estados Unidos e Índia. Em 2015 seremos o 10° maior produtor de energia eólica do mundo. Atualmente, nossa capacidade instalada é de 1.471 MW e nosso potencial gira em torno de 300 GW. Temos um futuro promissor e ainda há muito espaço para crescimento”, destaca Lauro Fiúza Junior, vice-presidente da ABEEólica.
Em geral, o Conselho Global de Energia Eólica projeta taxas médias anuais de crescimento de mercado de cerca de 8% para os próximos cinco anos, com uma boa perspectiva para 2012 e uma queda substancial em 2013. As instalações totais para o período 2012-2016 devem chegar a 255 GW, com um crescimento cumulativo médio do mercado um pouco abaixo de 16%. “Para os próximos cinco anos, o crescimento anual do mercado será impulsionado principalmente pela Índia e pelo Brasil, com significativas contribuições de novos mercados na América Latina, África e Ásia”, afirmou Steve Sawyer, secretário-geral GWEC. “Já para o Brasil, a taxa média de crescimento da energia eólica anual prevista é 40%, entre 2012 e 2016, o que vem corroborar o papel de destaque do País no cenário mundial”, declara Fiúza Junior, vice-presidente da ABEEólica.
Pelo segundo ano consecutivo, a maioria das novas instalações estavam fora da OECD (The Organisation for Economic Co-operation and Development) e essa tendência prosseguirá. A Ásia continuará a ser o maior mercado do mundo com quantidade maior de novas instalações do que qualquer outra região, instalando 118 GW entre agora e 2016, e superando a Europa como o líder mundial em capacidade instalada acumulada em algum momento durante 2013.
Depois de quase uma década de um crescimento de dois e três dígitos, o mercado chinês finalmente se estabilizou, e permanecerá nos níveis atuais pelos próximos anos. Pela primeira vez, em 2011, a Índia alcançou um mercado anual de 3 GW e deverá atingir 5 GW até 2015. Já o futuro do sistema de energia do Japão, com a rejeição quase universal da energia nuclear após a tragédia tripla em 11 de Março 2011, dá esperanças para um novo começo para a indústria eólica no país.
O mercado europeu se mantém estável e, considerando o quadro político e metas da Europa até 2020, é pouco provável que aconteçam grandes surpresas. A Alemanha teve um forte ano em 2011 e a decisão do governo de eliminar progressivamente toda a energia nuclear até 2020 dá à indústria um novo impulso. A Espanha teve um ano decepcionante e, em 2012, é provável que isso se repita. Mas, Romênia, Polônia, Turquia e Suécia continuaram a desempenhar seus papéis dentro do cenário de crescimento.
O GWEC espera que o mercado norte-americano tenha um forte 2012, visto que Canadá e México instalarão mais de 1.000 MW para complementar um ano que começou com mais de 8 GW em construção. Em geral, pouco mais de 50 GW está previsto para ser instalado na América do Norte entre 2012 e 2016, elevando a capacidade instalada total para pouco mais de 100 GW no final do período.
Fonte: Redação TN Petróleo

Presidente da Petrobras: Desafios e Oportunidades

“Desafios e Oportunidades da Nova Administração da Petrobras” foi o tema abordado pela presidente Maria das Graças Silva Foster, em palestra promovida pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás Natural e Biocombustíveis (IBP), nesta terça-feira (17/04), no Copacabana Palace. A presidente destacou o sucesso exploratório de 59% em 2011, sendo 94% desse total correspondentes a atividades no pré-sal.

Graça Foster enfatizou que essa nova fronteira exploratória é uma grande oportunidade: “Pouco do pré-sal ainda foi incorporado como reserva. Das reservas de 15,71 bilhões de barris, 1 bilhão veio do pré-sal. Precisamos de parcerias para explorar”, disse.

A presidente ressaltou a grande demanda por combustíveis na região Sudeste, que corresponde a metade de consumo de derivados no país e representa 65% do PIB no Brasil, e lembrou que “as reservas de petróleo estão próximas ao mercado consumidor”.

Conteúdo local foi um dos principais pontos abordados durante a apresentação. “É natural para o país ter uma política como essa. Se nós não temos, outros países terão e vão desenvolver suas indústrias locais. Para garantir que o conteúdo local seja cumprido e documentado, colocamos essa atividade diretamente ligada à presidência”, informou Graça, complementando que o conteúdo local no Brasil varia de 50% a 65%.

Sobre o crescimento da produção, Graça Foster destacou que o investimento em infraestrutura é fundamental. “De 1991 a 2011, tivemos um crescimento na produção de 213%. É impressionante a quantidade de trabalho nos estaleiros. Com 45 dias na presidência, eu já tinha visitado praticamente todos os estaleiros”, afirmou a presidente. Segundo Graça, em 2010 a Petrobras tinha 15 sondas de perfuração e agora conta com 27. “Até o fim do ano teremos 40 sondas de perfuração e vamos perfurar 42 poços”, adiantou.

Ao abordar os temas segurança e meio ambiente, a presidente falou do Comitê de Meio Ambiente, criado em dezembro de 2011, cujo estatuto foi recentemente concluído. Sobre a campanha Vazamento Zero, Graça informou que o tema  é pauta de todas as reuniões semanais da diretoria. “Sou informada a todo momento de todos os vazamentos. A ordem é sempre parar a operação em caso de dúvida. Dizem que não existe vazamento zero. Não existe, mas eu quero”, disse a presidente, que criou recentemente um grupo de trabalho dedicado exclusivamente a esse assunto.

A presidente falou também sobre os desafios da Petrobras para alcançar as metas de produção, de cerca de 6 milhões de barris (boe) por dia até 2020. Destacou a importância de definir prioridades, entre elas a integração das equipes dentro e fora da Petrobras, com todos os seus parceiros. “Não basta estar junto, tem que estar misturado”. Para o setor tecnológico, a presidente revelou que a empresa já estuda junto ao Cenpes perspectivas do setor energético para além de 2020. “Já estamos pensando em 2030 e 2050. Precisamos preparar nossa Companhia para o futuro.”

FATOS E DADOS

Porto do Itaqui recebe programa de resíduos sólidos da SEP

O Porto do Itaqui recebe o programa “Conformidade Gerencial de Resíduos Sólidos e Efluentes dos Portos”, criado pela Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP). A apresentação do projeto acontecerá no auditório da Empresa Maranhese de Administração Portuária (Emap). O treinamento da equipe será realizado nesta quinta e sexta-feira. O porto maranhense é o sétimo do nordeste a receber a ação.

A equipe de pesquisadores do Programa de Planejamento Energético (PPE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), responsável pela coordenação dos trabalhos, e do Insitito Virtual Internacional de Mudanças Globais (IVIG/UFRJ), estará no porto para apresentação do programa, criado para identificar resíduos em 22 portos brasileiros, e treinamento das equipes de campo.

Esta primeira fase de diagnóstico terá duração de um ano e ao fim deste prazo trará soluções para melhor coleta e gestão dos resíduos deixados pela operação portuária, além de sugerir o seu uso comercial. Para fazer este diagnóstico, os pesquisadores contam com a parceria de profissionais locais, através de uma Rede de Competências, formada por profissionais de Universidades Federais, Institutos de Pesquisas e consultorias especializadas.

O coordenador de Meio Ambiente da Emap, Daniel Aroucha, adiantou que o porto do Itaqui já dispõe de dados, que ajudarão a compor os indicadores, para apresentar à SEP. Atualmente, todos os resíduos gerados em atividades no porto são gerenciados e algumas ações são desenvolvidas em parceria com a Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

O lixo de bordo, os resíduos oleosos e líquidos também passam por tratamento especifico. “No caso das operações portuárias, a madeira descartada também é direcionada para empresas especializadas na reciclagem e reutilização de materiais. Um dos próximos passos é ampliar o gerenciamento para as cargas operadas, como soja e fertilizante, entre outras”, disse Aroucha.

A EMAP dará todo o suporte logístico para viabilizar o treinamento de pesquisadores maranhenses e o acesso das empresas que operam no Itaqui às informações.

Fonte: A Tribuna On-line

Petrobras é a 4ª maior empresa de petróleo do mundo segundo ranking da Forbes

A Petrobras aparece como a décima maior empresa do mundo e a quarta maior no setor petrolífero segundo o índice Forbes Global 2000, elaborado pela revista americana Forbes, que avalia as maiores empresas do planeta. Mais de 30 empresas brasileiras foram citadas e a Companhia foi a única da América Latina entre as dez primeiras no ranking divulgado nesta quarta-feira (18/04).

Para elaborar a lista, a Forbes usou como critérios o valor de mercado, as vendas, os lucros e os ativos das empresas. Em 2011, a Petrobras teve lucro líquido de R$ 33 bilhões 313 milhões e tem um Plano de Investimentos de US$ 224,7 bilhões de 2011 a 2015.