Energia eólica incorporada à paisagem urbana dos fortalezenses

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Os geradores eólicos podem ser utilizados até mesmo com baterias, em locais onde não há rede de transmissão Aos poucos, Fortaleza vai incorporando à sua paisagem as torres de aerogeradores que já proliferam pelo litoral cearense. É a energia gerada pelos ventos ganhando espaço também na Capital cearense. A responsável pela implantação das torres de energia eólica na cidade é uma empresa genuinamente cearense, a Satrix, localizada na Estrada do Fio, no vizinho município do Eusébio. A fábrica de aerogeradores residenciais e comerciais de médio e pequeno porte começou a funcionar em outubro do ano passado e emprega 25 pessoas. Com os aerogeradores de pequeno porte, o consumidor pode produzir sua própria energia e ainda armazená-la para usá-la posteriormente. Residências, escolas, casas de praia e concessionárias de veículos já aderiram à iniciativa. Quem explica como funcionam os equipamentos é o consultor técnico da Satrix, Túlio César Vasconcelos França.

Excedente

“Após o aerogerador ser é implantado, o vento é captado e vai alimentar a rede interna (residência, por exemplo). Ele vai suprindo a energia que for sendo gasta. O que exceder vai para a rede pública. O consumidor não perde nada, pois fica tudo registrado. Quando precisar, ele tem de volta o que foi gerado e não utilizado naquele instante”, aponta Túlio. Conforme as regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), num prazo de até um ano, o excedente pode ser utilizado. Do contrário, é zerado. Entretanto, dificilmente o consumidor precisará recorrer à energia da concessionária oficial. A empresa trabalha com três modelos. O SX1100, cujo diâmetro das pás é de 3,2 metros, produz 518 Kw/h por mês, em média, com potência de 1.200 watts; o SX 1700, diâmetro 3,9 metros, produção de 734 Kw/h, 1.700 watts e o SX 3.300, de 5,2 metros, 1.425 Kwh e 3.300 watts. A estimativa de produção com base na média anual considera 60% da capacidade total de geração de cada equipamento.

Como a energia eólica depende sobremaneira da força dos ventos, há períodos em que a produção é muito pequena e outros onde é enorme, daí a importância da rede pública para o armazenamento. O aerogerador é uma alternativa bastante viável para levar energia a locais onde a rede de transmissão não chega, como algumas comunidades isoladas. Para tal, existe a opção do uso de baterias. Nas duas formas de uso, antes de optar pela instalação do equipamento, os consumidores devem ficar atentos. Conforme o consultor técnico Túlio César, é necessário antes a realização de um estudo técnico de viabilidade eólica. “É preciso analisar o posicionamento dos ventos e se há obstáculos pelo caminho. Só após o parecer positivo é viável a colocação do aerogerador”.

Financiamento

O Banco do Nordeste (BNB) e o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) possuem linhas de crédito para a aquisição dos aerogeradores em até 48 parcelas. De acordo com a Satrix, a vida útil de um equipamento é de 25 anos. A garantia do inversor é de 60 meses e as demais partes, 12 meses. O modelo mais simples, de 3,2 metros, custa em torno de R$ 25 mil. “Num período que varia entre cinco e seis anos, é possível obter o retorno do investimento só usando o valor que se paga na conta de energia, pegando como exemplo alguém que consuma nessa faixa de aproximadamente 518 Kw/h. Afora isso, é realizada uma manutenção a cada cinco anos, cujo custo é insignificante. É bastante vantajoso. Temos alguns casos curiosos, de empresários que primeiramente implantaram a torre em sua residência e, devido ao êxito, já entraram em contato conosco para colocar na sua empresa”, revela Túlio França. Ao invés do ferro, as torres utilizadas para sustentar os erogeradores – que têm entre 18 e 20 metros de altura – são de concreto e adquiridas de uma empresa especializada na fabricação de postes que funciona em Caucaia.

O restante do material utilizado pela Satrix é adquirido dos mesmos fornecedores das usinas eólicas existentes no Estado. “A única diferença é que trabalhamos com potência minimizada. Eles, com megawatts e nós com quilowats”, esclarece Túlio que garante ainda que o nível de barulho é baixíssimo. Para atender à exigência da Prefeitura, é preciso haver um recuo no terreno de pelo menos 1,5 metros, para a rua e para os lados. A observância diz respeito também ao espaço aéreo. Ineditismo Para montar um serviço inédito, nada melhor do que buscar fontes de energias renováveis e alternativas. Foi pensando assim que a HM Inovação criou em Fortaleza o primeiro Centro de Continuidade de Negócios e recuperação de Desastres no Brasil.

O nome um tanto estranho e pomposo diz respeito a uma atividade que lida com a tecnologia da informação. “A tecnologia se alastrou por todos os setores dos negócios. Se, por acaso, um incêndio atingir o Centro de Processamento de Dados (CPD) de uma empresa, pode causar prejuízos irreparáveis”, conta Haroldo Nunes Menezes, diretor executivo da HM Inovação, localizada na confluência das ruas Visconde de Mauá e Coronel Alves Teixeira, no Dionísio Torres. Ele garante que, “se a empresa buscar nossos serviços, toda a operação logística fica salvaguardada conosco. Para mantermos a qualidade e não sermos surpreendidos com a falta de energia, recorremos a todas as fontes energéticas a nosso alcance, tais como a eólica, gerador a diesel e no break, além da convencional, é claro”. A HM Inovação adquiriu seu aerogerador em fevereiro último e ele responde por 50% do consumo de energia da empresa.

Mais informações http://www.satrix.com.br (85) 3459.0330Endereço: Avenida dasCodornas (Estrada do Fio),60 – Coaçu, Eusébio FERNANDO MAIA REPÓRTER

Suape é destaque na Intermodal

O Complexo Industrial Portuário de Suape é sucesso na 18ª Intermodal South America – Feira Internacional de Logística, Transporte de Cargas e Comércio Exterior que começou ontem (10) no Transamérica Expo Center, em São Paulo. Com um estande de 150 metros quadrados divididos em dois andares, o espaço vem atraindo a atenção dos visitantes, atuais e potenciais clientes.

“O público aqui é muito diversificado. O diferencial em relação ao ano passado é que criamos uma agenda prévia, porque o interesse por Suape aumentou muito”, diz o vice-presidente do complexo, Frederico Amâncio. Desde ontem ele vem participando de mais de 20 encontros de negócios relacionados ao evento.

Frederico afirma que o governo de Pernambuco continua fazendo o trabalho de atração de novos projetos industriais, mas a ideia da presença na feira é reforçar a imagem de Suape enquanto porto moderno e eficiente, com o objetivo de ampliar a movimentação de cargas.

“A receita do porto vem de carga. O empreendimento que chega é um potencial gerador de carga, mas tem todo um trabalho que precisamos fazer com os armadores para que escolham Suape em suas operações de longo curso e cabotagem”, completa o vice-presidente.

O ano de 2011 foi excepcional para Suape. A movimentação de cargas ultrapassou os 11 milhões de toneladas e a de contêineres foi maior que 400 mil TEUs, representando um incremento de 25% e 33%, respectivamente, em relação ao ano anterior. Para este ano a previsão é a de um crescimento de 10% tanto em contêineres quanto em carga geral.

Por Micheline Batista, da equipe do Diario. A repórter viajou a São Paulo a convite de Suape

Em Harvard, Presidente Dilma diz que Brasil está pronto pra crescer ainda mais

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A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (10), ao proferir palestra na Harvard Kennedy School of Government, que o Brasil está melhor “situado” que no ano passado e pronto para crescer de forma mais significativa em 2012. Segundo Dilma, apesar da crise econômica internacional, o Brasil tem conseguido manter o crescimento graças ao mercado interno.

“Mas de qualquer jeito, eu queria sinalizar que o Brasil neste ano de 2012 está melhor situado do que no ano passado. Nós tivemos no ano passado de fazer uns rearranjos na nossa política macroeconômica e estamos neste ano prontos para crescer de forma mais significativa do que crescemos no ano passado. E tudo isso, eu queria sinalizar, foi feito com respeito à democracia e que no Brasil se expande progressivamente”, disse.

Para a presidenta, o mercado interno é uma das maiores forças de sustentação do país contra as crises externas. Segundo ela, ao contrário do que ocorria no passado, quando um “espirro” nos países desenvolvidos causava uma pneumonia no Brasil, hoje o país tem uma economia sólida.

Na palestra, Dilma voltou a reclamar que a concorrência via desvalorização das moedas feita pelos países desenvolvidos afeta a indústria dos países emergentes. A presidenta afirmou que a indústria brasileira está sofrendo com a atual conjuntura econômica internacional, mas que sairá fortalecida deste processo.

“A indústria sofre bastante no momento atual, mas sobreviverá, posso assegurar, e se tornará um dos suportes do crescimento brasileiro”.

Dilma afirmou na palestra que em seu governo tem que lidar com desafios complexos, tais como a criação de uma estrutura de banda larga em todo o país, além de ter que assegurar o fornecimento de energia elétrica em áreas remotas.

“Nós temos imensos desafios, imensos desafios até porque o Brasil é um país complexo. Nós temos de tratar da erradicação da miséria, ao mesmo tempo em que tratamos de assegurar que nós consigamos não só educação de qualidade, mas gerar pesquisa científica, tecnológica e inovação. Nós temos de, ao mesmo tempo em que tratamos de uma questão que é do final do século XIX e início do XX, que é a energia elétrica, temos de assegurar rede de banda larga nas principais regiões do Brasil e caminhar para tornar o Brasil um país ligado”, disse.

BNDES APROVA CRÉDITO DE R$ 35 MILHÕES PARA A NATURA

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PARTE DO DINHEIRO SERÁ DESTINADO AO DESENVOLVIMENTO DE NOVOS PRODUTOS E PARTE À INSTALAÇÃO DE UM CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO, EM SÃO PAULO

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 35 milhões para dois projetos da Natura. A empresa de cosméticos receberá um empréstimo de R$ 17,45 milhões para o desenvolvimento de novos produtos e mais R$ 17,5 milhões destinados à instalação de um Centro de Distribuição em São Paulo.

As operações foram enquadradas nas linhas BNDES Finem Inovação Produção e BNDES PSI Inovação. O projeto de desenvolvimento de produtos prevê a aquisição de itens para a produção de uma linha com características inovadoras. A ação está em sintonia com a estratégia da empresa, que investe em pesquisa e desenvolvimento de componentes obtidos a partir da biodiversidade brasileira para agregar valor a seus produtos.

O Centro de Distribuição deverá incorporar tecnologias e processos inovadores para aumentar a eficiência da logística da companhia, que adota o sistema de vendas diretas e tem mais de 1 milhão de consultoras no País. A unidade terá uma área de 25 mil metros quadrados e ficará no bairro Parque Anhanguera, zona noroeste de São Paulo. A Natura espera reduzir o tempo de entrega dos pedidos, com o ganho de eficiência em relação ao atual CD, em Cajamar (SP).

Época Negócios

EAS conclui com sucesso as provas de mar do navio João Cândido

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O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) finalizou as provas de mar do petroleiro Suezmax João Cândido, executando todos os testes exigidos para o navio, tanto na condição de totalmente carregado como na condição em lastro. Os materiais, componentes, equipamentos e sistemas da embarcação foram observados durante os testes e os resultados confirmaram o funcionamento e desempenho adequados.

As provas de mar foram realizadas durante oito dias de testes consecutivos com a presença da fiscalização do armador (a Transpetro), dos fiscais da Sociedade Classificadora American Bureau of Shipping (ABS) e dos fornecedores dos principais equipamentos do navio. A embarcação retornou ao cais do EAS no domingo (8).

O estaleiro passa a realizar, a partir de agora, as atividades finais no navio, como a limpeza de casa de máquinas, acabamento das acomodações e limpeza geral da embarcação. Em seguida, o João Cândido será entregue à Transpetro. “Nas provas de mar, o navio cumpriu todos os testes programados e seu desempenho foi bastante satisfatório”, observa o presidente do EAS, Agostinho Serafim Júnior. “Os testes estruturais dos tanques de carga foram realizados e aprovados, assim como foi realizada a verificação das condições operacionais dos sistemas do jnavio. Equipamentos como os das bombas de carga e bombas de lastro foram aprovados e indicadores como o consumo de combustível, por exemplo, estão de acordo com o previsto em contrato”, acrescenta.

A primeira fase das provas foi realizada durante três dias, com o navio fundeado (ancorado) a uma distância de quatro a cinco milhas náuticas (7 a 9 km) da costa. Depois, o navio se deslocou a até 40 milhas da costa (72 km) e realizou testes num eixo de 265 milhas (477 quilômetros) entre Natal (RN) e Maceió (AL). Na condição totalmente carregado, o navio é testado colocando-se água salgada nos tanques de carga – simulando uma operação de transporte de petróleo – e o calado da embarcação (parte do casco que fica submersa) atinge 17 metros. Na condição em lastro, os tanques de carga são parcialmente esvaziados até que a embarcação atinja o calado médio aproximado de sete metros e meio, simulando a condição de navegação do petroleiro descarregado.

Cerca de 120 técnicos estiveram a bordo da embarcação durante as provas de mar, entre funcionários do EAS, tripulantes, representantes da Transpetro e dos fabricantes de equipamentos e fiscais da ABS ­ uma das principais classificadoras da construção naval no mundo e com 150 anos de credibilidade no mercado.

Fonte: Portal Naval Redação

Norte e Nordeste podem se tornar grandes produtores de petróleo segundo ANP

O Norte e Nordeste do Brasil podem se tornar grandes produtores de petróleo e gás natural, de acordo com a Diretora-Geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard. Ela esteve no Senado nesta terça-feira (10) para apresentar ao Presidente José Sarney as perspectivas de exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil nas áreas não licitadas.

Segundo ela, são boas as perspectivas de descobrir gás no interior do país. “Estamos muito otimistas em relação ao potencial exploratório do Brasil e achamos que esse potencial vai muito além do pré-sal. O país tem espaço para exploração e produção de petróleo e gás natural também no seu interior, nos estados do Nordeste e também nessa margem equatorial que vai do Rio Grande do Norte até o Amapá”, disse a Diretora.

Segundo Magda Chambriard, as informações fazem parte de estudo geológico e geofísico elaborado pela ANP. Ela também assinalou que recentes descobertas de reservas de petróleo na costa da Guiana Francesa reforçam a esperança de novas descobertas no litoral brasileiro.

Agencia Senado

Novo Porto terá foco em Petróleo e Gás

O Porto de Rotterdam e o grupo Terminal Presidente Kennedy (TPK) assinaram em Vitória um protocolo de intenções com o governo do Espírito Santo e o município de Presidente Kennedy para a construção de um porto privado.

Segundo informações do Porto de Rotterdam, o Porto Central será construído na região que abrange o sul do Estado do ES e o norte de São Paulo e do Rio de Janeiro por meio e uma joint venture e poderá abranger uma área de 1.500 hectares.

O porto industrial terá como foco o setor de petróleo e gás, mas também atenderá as outras áreas como, por exemplo, a de mineração e cargas em geral. O projeto já está em fase de licenciamento ambiental e a primeira delas deve ficar pronta em 2016. Até junho o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental estará concluído. O porto terá três profundidades distintas e permitirá o atracamento de navios de até 20 metros de calado.

A TPK foi criada especificamente para o desenvolvimento do projeto e tem como sócios as holdings RV e FIABE, ligadas ao grupo Polimix Concreto, e a Nova K Logística. A empresa é formada por executivos brasileiros com experiência em mineração e indústrias offshore. O Porto de Rotterdam, por sua vez, entra no projeto com seu conhecimento no campo de gerenciamento de portos.

Época Negócios