No meio do debate sobre o impacto que a construção civil produziu nas taxas do PIB de Pernambuco nos últimos anos, com projetos como Estaleiro Atlântico Sul, PetroquímicaSuape e Refinaria Abreu e Lima, mais o crescimento do setor imobiliário, existe um fator que vem ajudando nos números gerais da indústria de transformação graças à formatação de nosso parque industrial, que abriga importante número de indústrias de produtos destinados ao setor da construção e que se beneficiaram do atual momento econômico.
O boom de obras de grande porte beneficiou a cadeia produtiva instalada para o setor como, por exemplo, a de minerais não metálicos – vidros, cimento, artefatos de concreto, fibrocimento, gesso, cal e produtos cerâmicos como pias, banheiras e bacias, pisos e revestimentos.
Um outro setor que ajuda ao PIB ligado à construção civil é o de metalurgia básica, onde os setores de siderurgia, tubos, metarlugia de não ferroso e fundição também têm relação direta com o setor, já que produzem vergalhões de aço e chapas e tiras de alumínio largamente usados em obras. Finalmente, Pernambuco abriga, no segmento de produtos químicos, o setor de tintas e verninzes. Ou seja: a indústria local se beneficiou diretamente com a implantação desses projetos e os que vêm junto deles, ainda sem os chineses.
Governo sonha com novos setores
Embora afirme que a construção civil continuará sendo para o Estado uma alavanca de emprego, o governo de Pernambuco já faz contas sobre o que uma indústria como a PetroquímicaSuape vai impactar no PIB do setor têxtil e de produtos químicos (resina PTA), a refinaria no setor de refino de petróleo e álcool (que hoje contempla apenas a agroindústria canavieira) e, finalmente, a de veículos automotores com a Fiat, suas coligadas e sistemistas.
JC NEGÓCIOS






















15/03/2012
INDÚSTRIA