AD Diper e Mapa estimulam exportação do agronegócio

Seminário do Agronegócio para Exportação 2012 promovido pelos órgãos acontecerá em julho, em Serra Talhada, e pretende atrair 350 participantes

Os setores de apoio às exportações e de arranjos produtivos locais (APLs) da AD Diper uniram forças para estimular os empresários pernambucanos a buscar o comércio internacional. Para isso, recorreram à parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e, juntos, estão formatando o AgroEx – Seminário do Agronegócio para Exportação 2012. O seminário, voltado para produtores rurais e seus sindicatos, associações rurais, cooperativas, agroindústrias, distribuidoras, entre outros, acontecerá em 5 de julho, na Câmara dos Vereadores de Serra Talhada, Sertão do Pajeú.

São esperados 350 participantes no AgroEx. As inscrições serão liberadas a partir de abril, em link específico a ser criado no site do Ministério da Agricultura, através da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio.

Segundo os organizadores do evento, o AgroEx pretende disseminar informações estratégicas para exportação do agronegócio, ao mesmo tempo em que busca a maior integração das cadeias produtivas com potencial de exportação em Pernambuco. Sobre esse aspecto, a AD Diper já identificou e está intensificando o trabalho conjunto das equipes de exportação e APLs para a promoção do mel do Araripe, da acerola orgânica de Petrolina, da tilápia do Sertão de Itaparica e do melão de Inajá, localizado no Sertão do Moxotó.

Quem participar do seminário terá acesso a discussões sobre os seguintes temas: desafios e oportunidades do agronegócio nacional; importância das certificações e demais mecanismos de agregação de valor, como indicações geográficas, indicações de procedência, marcas coletivas; integração contratual das cadeias produtivas; negociações sanitárias e fitossanitárias e a sua importância para o mercado internacional; procedimentos operacionais bancários; aspectos burocráticos do trâmite aduaneiro, e apresentação de caso de sucesso da região na área de exportação.

Ana Rosa Cavalcanti
Assessora de Imprensa
Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper)

Paraíba investe mais de R$ 344 milhões em rodovias

O DER concluiu recentemente a recuperação da ponte sobre o Rio Paraíba em Itabaiana e prossegue com as obras de construção

O Governo do Estado está investindo R$ 344.544.231,35 em obras do Programa Caminhos da Paraíba, beneficiando 883,8 quilômetros entre pavimentação e restauração de estradas, abrangendo praticamente todos os municípios paraibanos. Além da pavimentação e restauração, são executadas obras de construção e restauração de pontes, passarelas para pedestres, operação tapa buraco, recuperação de sedes das residências rodoviárias e roço. Os recursos utilizados são do Tesouro do Estado e da CAF (Corporação Andina de Fomento).

Estão em andamento 18 obras de pavimentação; sete de restauração; duas em fase de início; uma a iniciar e uma em fase de licitação. Oito rodovias pavimentadas já concluídas e inauguradas no atual governo.
Estudos e projetos – Além dessas obras, o DER procede a elaboração de estudos e projetos, entre eles o Anel do Cariri (Zabelê, São Sebastião do Umbuzeiro, São João do Tigre, Camalaú, Congo, Caraúbas, São Domingos do Cariri e Cabaceiras) e Rodovia da Reintegração (Assunção, Salgadinho, Areia de Baraúnas, Passagem, Cacimba de Areia, Quixaba e Patos).O DER concluiu recentemente a recuperação da ponte sobre o Rio Paraíba em Itabaiana e prossegue com as obras de construção da ponte de Galante/Fagundes, restauração da Residência Rodoviária de Itaporanga. O governador já autorizou, também, a construção de duas passarelas metálicas para pedestres sobre a BR-230, sendo uma no Renascer e outra nas proximidades do Makro, além da conservação da conservação rotineira de rodovias, do Litoral ao Sertão.

PIB do 4º trimestre de 2011 reforça percepção de que o pior da desaceleração doméstica ficou para trás

Para o Depec-Bradesco, uma aceleração mais expressiva da economia será verificada a partir do segundo trimestre deste ano

O PIB brasileiro avançou 0,3% no quarto trimestre de 2011 em relação ao período anterior, com ajuste sazonal (alta de 1,4% ante o quarto trimestre de 2010), conforme divulgado pelo IBGE. O resultado – que veio em linha com nossas expectativas (0,3% e 1,5%, respectivamente, nas duas bases de comparação) e não surpreendeu o mercado (que esperava altas de 0,2% e de 1,5%, nessa ordem, segundo coleta da Agência Estado) – corrobora a percepção de recuperação, ainda que moderada, principalmente a partir de novembro.

Essa ligeira alta veio depois das taxas de 0,6% (revisada de +0,8%), 0,5% (revisada de 0,7%) e -0,1% (revisada de 0,0%), respectivamente, no primeiro, segundo e terceiro trimestres. No ano, o PIB registrou expansão de 2,7%, depois dos 7,5% verificados em 2010.

Sob a ótica da oferta, o fraco desempenho da atividade manufatureira impediu uma aceleração mais expressiva do PIB. O recuo de 0,5% do PIB industrial ante o período imediatamente anterior – após queda de 1,1% observada no terceiro trimestre (o maior desde o primeiro trimestre de 2009) – foi puxado pela forte queda de 2,5% da produção da Indústria de Transformação, impactada por estoques elevados. Essa queda foi compensada parcialmente pela aceleração registrada na Indústria Extrativa Mineral (alta de 1,8% na margem) e na Construção Civil (avanço de 0,8%).

Por outro lado, o PIB de serviços se recuperou e cresceu 0,6%, após registrar variação negativa de 0,2% no terceiro trimestre (a primeira desde o quarto trimestre de 2008). Os destaques ficaram por conta das variações positivas de Intermediação Financeira e Seguros (alta de 1,4%), Comércio (0,7%), Serviços de Informação (0,6%) e Atividades Imobiliárias e Aluguel (0,6%). Ao mesmo tempo, após crescimento exuberante do terceiro trimestre (2,5%), o PIB agropecuário mostrou acomodação, avançando 0,9% entre outubro e dezembro.

Sob a ótica da demanda, o principal destaque ficou por conta da recuperação do Consumo das Famílias, cuja contribuição de 0,66 p.p. foi a maior para a expansão do PIB na margem. Esse componente da demanda, após a contração de 0,1% verificada no terceiro trimestre, registrou expansão de 1,1% na margem. Essa taxa é inferior à da média histórica (0,9% ao trimestre, desde 1996), mas inferior à variação média pós-crise (1,4%, desde o segundo trimestre de 2009).

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), por sua vez, avançou 0,2%, devolvendo parte da contração de 0,4% verificada no período anterior. A FBCF como proporção do PIB atingiu o nível de 19,3% em 2011, após os 19,5% verificados no ano anterior. O setor externo contribuiu negativamente para o PIB (-0,11 p.p.), assim como os estoques (-0,33 p.p.). Estimamos que a demanda doméstica, excluindo a variação de estoques, cresceu 0,8% na margem, recuperando-se da queda de 0,3% observada no terceiro trimestre. Trata-se de uma taxa ligeiramente inferior à média histórica (de 0,9%), mas muito menor do que a da média pós-crise (de 1,6% ao trimestre).

Avaliamos que a forte desaceleração da economia verificada entre 2010 e 2011 é resultado da orientação contracionista da política econômica, sob diversas formas, em um contexto de fortes pressões inflacionárias observadas no primeiro semestre do ano passado, bem como dos efeitos da deterioração do cenário global sobre a confiança e o comércio exterior. Contudo, conforme temos defendido em nossas publicações, o pior da desaceleração ficou para trás.

Olhando para frente, as ações de estímulo econômico já adotadas (juros, reversão parcial das medidas macroprudenciais, isenção tributária para o consumo e a produção de bens industriais) e as já contratadas (salário mínimo maior, aumento previsto nos investimentos públicos) deverão acelerar a expansão nos próximos trimestres, o que deve ficar mais evidente à medida que o ciclo de ajuste de estoques industriais for exaurido, sob um quadro em que a desaceleração da economia global segue em linha com o esperado (sem supresas negativas). Essa percepção é reforçada pela retomada da confiança empresarial e do consumidor, bem como nos sinais de recuperação da geração de vagas e da renda do trabalho.

A revisão da série com ajuste sazonal para trás, conforme mencionado acima, impôs um ligeiro deslocamento para baixo no nível do PIB, quando comparado com o observado até o terceiro trimestre. Dessa forma, revisamos a nossa projeção de expansão do primeiro trimestre deste ano, de 1,0% para 0,9% de alta. Uma aceleração mais expressiva, a nosso ver, deverá ser verificada a partir do segundo trimestre.

* Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco

Investimento em cooperativas leva desenvolvimento ao interior de Alagoas

O incentivo ao trabalho dos pequenos produtores do interior do Estado tem mudado a realidade de centenas de famílias alagoanas. Por meio de um convênio firmado em 2008 com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), o Governo já investiu R$ 1,6 milhão na capacitação e na estruturação de cooperativas, possibilitando a expansão da renda média e do faturamento mensal dos cooperados em até oito vezes.

Os recursos vêm sendo aplicados na inclusão social e produtiva de famílias inscritas no Cadastro Único do Programa Bolsa Família, por meio do incentivo ao desenvolvimento da cadeia produtiva da ovinocaprinocultura no Sertão. Três cooperativas inseridas nesse contexto estão sendo atendidas diretamente: a Cooperativa de Produtores Rurais do Sertão de Alagoas (Cafisa), a Associação de Produção Artesanal de Cosméticos de Maravilha (Natucapri) e a Associação dos Artesãos de Couro de Batalha (Sertanejas).

Até agora, o convênio possibilitou, principalmente, a realização de capacitações para os pequenos produtores e associados. Com isso, eles aprenderam a otimizar a produção e a evitar o desperdício, melhorando, consequentemente, a qualidade do material final.

“Outra característica que vem sendo trabalhada é a estratégia de comercialização dos produtos, que é o grande desafio do Estado quando se fala em cooperativismo. Com os investimentos que vem sendo feitos e com o que ainda está para ser aplicado até o final do convênio, será possível melhorar ainda mais esse aspecto”, destaca o superintendente de Desenvolvimento Setorial e Regional da Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande), Michael Chinelato.

Ainda este mês, o MDS deve liberar mais R$ 1,6 milhão para as cooperativas, recurso relativo à segunda parcela estabelecida no convênio. Segundo a gerente de elaboração de projetos da Seplande, Dayse Souza, a verba será destinada, entre outras coisas, para a aquisição e entrega de 2.400 matrizes leiteiras para os cooperados, o que deve acontecer até junho.

Os recursos ainda devem contemplar ações de fortalecimento das cooperativas, como aquisição de novas máquinas e material de trabalho, além do fortalecimento de mão-de-obra, com investimentos em mais capacitação.

O POVO Online

Empreendedor Individual, Eireli ou Microempresa? Entenda a diferença

Empreendedor individual
É o profissional que trabalha por conta própria e tem faturamento anual máximo de R$ 60 mil. Ele pode ter um único funcionário. O empreendedor individual é enquadrado no Simples Nacional e está isento de uma série de tributos, como PIS, Cofins, CSLL, IPI e Imposto de Renda. Aqueles que atuam no comércio ou na indústria pagam R$ 32,14 fixos mensais de impostos. Para profissionais da área de prestação de serviços, o valor é de R$ 36,14. Esse tipo de empreendedor tem direito a benefícios como auxílio-doença, auxílio-maternidade e aposentadoria.

Eireli
Esta é a sigla para Empresa Individual de Responsabilidade Limitada. Trata-se de uma empresa constituída por apenas uma pessoa, detentora de 100% do capital, que não pode ser inferior a cem vezes o valor do salário mínimo do ano. Para 2012, o valor é de R$ 62.200. A Eireli estabelece que apenas o patrimônio social da empresa esteja comprometido em casos de dívidas do negócio, protegendo assim os bens pessoais.

Microempresa
De acordo com o Sebrae, é considerada microempresa a sociedade simples e o empresário individual que obtenham uma renda bruta anual de até R$ 240 mil. A microempresa pode ser enquadrada no Simples Nacional, que unifica os tributos estaduais, federais e municipais e permite isenções de impostos.

Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios

Fernando de Noronha receberá mais de R$ 20 milhões para projetos de energia renovável e eficiência energética

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A Ilha de Fernando de Noronha receberá investimentos superiores a R$ 20 milhões, que serão aplicados em redes inteligentes de distribuição de energia,controle de fontes renováveis e instalação de placas solares. Os valores foram divulgados nesta quarta-feira (07), durante a assinatura de um convênio entre a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) com duas das principais agências de fomento internacional.

A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) e a Agência de Cooperação Alemã (GIZ) irão viabilizar estudos de conexão da energia solar fotovoltaica (que transforma luz em energia electromotriz) ao sistema isolado de Fernando de Noronha.

Elas fornecerão apoio técnico ao projeto de implantação dos primeiros painéis de energia solar no arquipélago. A solenidade de assinatura contou com a presença do presidente da concessionária, Luiz Antonio Ciarlini, do diretor da GIZ, Dirk Assman, do diretor da Usaid Brasil, Lawrence Hardy e da cônsul norte-americana Usha Pitts.

Por meio de parceria com o Comando da Aeronáutica, a concessionária instalará placas solares na Ilha de Fernando de Noronha. No total serão investidos cerca de R$ 5 milhões no projeto de energia renovável. A ação integra o Programa de Eficiência Energética da Celpe, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os painéis fotovoltaicos serão instalados em uma área militar de aproximadamente seis mil metros quadrados.

O sistema terá capacidade de gerar 400 kWp (kilowatt-pico), com expectativa de geração anual de 600 MWh, o que significa cerca de 6% do consumo da Ilha.

SMART GRID – A Ilha de Fernando de Noronha será o primeiro local de Pernambuco a contar com Redes Elétricas Inteligentes (REIs) instaladas pela Celpe. Entre os benefícios da nova rede estão o controle remoto de praticamente todos os processos, como leitura e religação, além da identificação e correção mais rápida de falhas no sistema. No total serão investidos R$ 16,4 milhões durante os três anos de implantação do projeto.

Além da concessionária, o desenvolvimento do projeto ainda vai contar com profissionais da Universidade de Pernambuco (UPE), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPqD) e das secretarias de Ciência e Tecnologia e de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Governo do Estado.

Fonte: PEInvestimento

Ômega investe R$ 250 mi em usina eólica no Piauí

Complexo Delta tem capacidade de 70 Megawatts (MW) e já possui licenciamento ambiental

O governador Wilson Martins recebeu nesta terça-feira, 6, a visita de diretores da empresa Ômega, que atua no setor de energias renováveis em todo o país, para a apresentação de empreendimento do grupo na praia Pedra do Sal, em Parnaíba. O Complexo Delta tem capacidade de geração de energia de 70 Megawatts (MW), já possui licenciamento ambiental, e deve ter suas obras iniciadas em 60 dias. O investimento previsto para os anos de 2012 e 2013 é de R$ 252 milhões.

“Somos uma empresa nova, temos quatro anos no mercado, mas já somos uma empresa bastante estruturada. Temos investimentos de R$ 600 milhões em outros estados em produção de energia de fontes renováveis”, explicou Gustavo Barros, executivo responsável pela apresentação do projeto ao governador.

A Ômega foi a ganhadora do leilão para instalação de usina eólica na praia Pedra do Sal realizado em 2011 sob coordenação do Ministério de Minas e Energia. “Teremos três parques. São 35 aerogeradores. E devemos iniciar operação em junho de 2013”, relatou Gustavo Barros, ressaltando o grande potencial do Piauí para a produção de energia eólica, não só no litoral, mas em outras regiões.

Wilson Martins assegurou aos executivos que o Governo do Estado será parceiro do empreendimento dentro de suas possibilidades, como em relação a infraestrutura. “É uma alegria receber um empreendimento como esse no estado. A Seminper (Secretaria Estadual de Mineração, Petróleo e Energias Renováveis) será nossa interlocutora”, afirmou.

Outra parceria que deve ser firmada entre Ômega e Governo do Estado é em relação aos projetos de sustentabilidade e responsabilidade social desenvolvidos pela empresa nos locais em que se instala. “Nossa ideia é, assim como fizemos em outros lugares, trabalhar juntamente com a comunidade. Nesse momento, estamos confeccionando um diagnóstico para verificar quais as demandas da comunidade”, disse Gustavo Barros.

O governador adiantou-se e deu algumas sugestões aos executivos, como o apoio ao Centro de Centro Integrado de Aquicultura e Recursos Pesqueiros (Ceraqua), localizado na Pedra do Sal e voltado para pesquisas e qualificação de mão de obra, e a adoção de uma escola pública instalada na comunidade.

O POVO Online