Produção de aço bruto em janeiro sobe 0,6%

A produção de aço bruto em janeiro apresentou um leve aumento de 0,6% na comparação com o mesmo mês de 2011, para 2,78 milhões de toneladas, informou hoje o Instituto Aço Brasil (IABr).

Na comparação com o volume registrado em dezembro o aumento foi de 2,75%. Já a produção de laminados foi de 1,964 milhão de toneladas, queda de 0,6%. Em relação a dezembro houve um crescimento de 7,3%. A produção de aço plano, por sua vez, chegou em 1,098 milhão de toneladas, queda de 5,9% ante janeiro do ano passado e alta de 1,8% ante o último mês de 2011.

A produção de aço longo chegou em 866,3 mil toneladas no primeiro mês do ano, aumento de 7,1% na comparação anual e alta de 15% em relação a dezembro. O IABr informou, ainda que as importações de produtos siderúrgicos em janeiro foram de 339 mil toneladas, queda de 1,45% em relação ao mesmo período de 2011e recuo de 4,77% ante dezembro. Já o consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos em Janeiro de 2012 foi de 2,0 milhões de toneladas, aumento de 4,2% em relação a janeiro de 2011.Copyright © 2012 Agência Estado. Todos os direitos reservados.

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Para Economist, Dilma aos poucos toma caminho próprio e deixa marca

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Para revista The Economist, Dilma remodela o estado brasileiro a seu próprio jeito

A presidente Dilma Rousseff se distancia de seu antecessor, imprime estilo próprio ao governo e pode estar preparando uma agenda ambiciosa, afirma a tradicional revista The Economist, em edição que chegou às bancas na noite de quinta-feira. Sob o título “Sendo ela mesma”, o texto destaca que, sem gestos bruscos, a presidente vem emergindo da sombra do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, “predecessor e patrono”, “para remodelar o estado brasileiro a seu próprio jeito”.

Com uma ilustração que mostra a presidente Dilma Rousseff dirigindo um ônibus que entra em uma rua chamada Dilma’s Way (Caminho de Dilma), com membros de seu gabinete sendo arremessados para fora do veículo e o ex-presidente observando um Lula um tanto intrigado, a The Economist destaca os princípios firmes, o perfil mais técnico, a lealdade a aliados e o toque feminino como traços principais do atual governo brasileiro.

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A revista destaca que, embora tenha mantido a composição – e muitos ministros – de Lula, a presidente demitiu sete ministros por suspeita de corrupção, “depois de defendê-los inicialmente”. E, embora tenha escolhido seus sucessores, manteve certo pragmatismo – traço de Lula – como no caso da substituição de Mario Negromonte no Ministério das Cidades. O novo titular da pasta, Aguinaldo Ribeiro, “já enfrentava acusações ao assumir”, lembra a publicação.

Agenda ambiciosa
Por outro lado, a Economist afirma que Dilma parece estar preparando terreno para uma agenda mais ambiciosa. “Muitas de suas escolhas soariam descabidas sob Lula”, pondera a publicação, antes de citar as nomeações de Eleonora Menicucci, para a Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, Marco Antonio Raupp, para a Ciência e Tecnologia, e Maria das Graças Foster, para a presidência da Petrobras, como sinais de que está sendo posto em prática “um programa próprio”.

“Muitas de suas escolhas soariam descabidas sob Lula”

A revista diz que, em seu primeiro ano de governo, Dilma levou ao Congresso apenas uma grande reforma, a Desvinculação das Receitas da União, que permite ao Executivo manejar livremente até 20% de suas receitas anuais. Mas estariam a caminho, segundo a Economist, a reforma no sistema previdenciário, a partilha dos recursos do Pré-Sal, o Código Florestal e a adoção de metas para o serviço público.

Diante deste cenário, a publicação cita a aprovação crescente, 59%, a ampla maioria na Câmara dos Deputados, onde a oposição “tem meros 91 representantes entre os 513 parlamentares”, e o crescimento econômico como fatores que podem ajudar a presidente a se livrar de aliados problemáticos e “lembrar quem manda”.

Começo das obras da refinaria ainda sem data

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Antes programado para setembro do ano passado, o início das primeiras obras para a instalação da refinaria Premium II no Ceará ainda não tem data definida, e a espera poderá durar ainda alguns meses. “Eu espero, acredito e posso dizer que tem grande probabilidade de acontecer o início das obras de cercamento e instalação do canteiro da refinaria, por parte da Petrobras, ainda nesse semestre”, declarou o chefe do Executivo estadual. Além de tratar sobre a dívida que a Petrobras tem como o Ceará, a nova presidente da empresa, Maria das Graças Foster, também deverá destravar o início das obras da Premium II.

A principal pendência ainda diz respeito à entrega do terreno de cerca de 2 mil hectares no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) à Petrobras para a instalação do empreendimento. “Acertar ponteiros” No próximo dia 27, a presidenta Dilma Rousseff virá ao Ceará, e havia uma expectativa de que sua visita marcaria a entrega da terra e consequente marco do início das obras do empreendimento. A possibilidade, contudo, foi descartada pelo governador. “Não creio que será dia 27 a entrega do terreno (…) Isso precede um encontro. Temos que acertar os ponteiros, o Governo do Estado e a Petrobras, diante de uma nova direção da estatal.

Queremos então reafirmar os nossos compromissos, o interesse pela refinaria, e ouvir da Petrobras o que ela necessita”, disse Cid Gomes. O governador lembrou que já existem 1.400 hectares escriturados em nome do Estado e 400 hectares com emissão de posse dada, o que permitiria que a empresa já se aposse do terreno. “E temos ainda uma questão com os índios, com as comunidades que se autodenominam índios. Já foi feito estudo, aquela área não é (de tradição indígena), mas a gente tem que ter responsabilidades com eles, tem que pensar em formas de compensação. Tem uma série de coisas”.

Melhor para o Ceará : O governador do Ceará afirmou ser “excelente” a expectativa do Estado em relação à nova direção da Petrobras, agora à frente de Maria das Graças Foster, que é funcionária de carreira da empresa. “Pro Ceará será, com certeza, muito melhor”, declarou. Afirmando que não iria tecer nenhum comentário sobre o gestor anterior, Sérgio Gabrielli, Cid exaltou as qualidades técnicas de Foster, afirmando que “ela tem o mesmo estilo da Dilma”. “Ela tem espírito público e é trabalhadora. A Graça é trabalhadora, executiva, não tem hora (para trabalhar), resolve as coisas com objetividade”, destacou, reforçando que “certamente a Petrobras entra num nova era”. A relação do Ceará com o ex-presidente da Petrobras foi permeada de conflitos, especialmente após a decisão de que a estatal não forneceria mais o gás natural para a antigo projeto de siderúrgica Ceará Steel, que então foi inviabilizado. Gabrielli chegou, inclusive, considerado “persona non grata” no Estado.

SÉRGIO DE SOUSA / Diario do NE

Exportadores pernambucanos podem divulgar seus negócios no Panamá

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A Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper) está disponibizando gratuitamente um espaço de apoio ao exportador no Panamá, entre os dias 21 a 24 de março, durante a realização da Expocomer, evento multisetorial mais importante de toda América Latina e Caribe. Esta é a primeira vez que Pernambuco participa do evento, contando com o apoio da Agência, do Consulado do Panamá em Pernambuco e do Centro Internacional de Negócios (CIN/Fiepe).

Além do espaço de apoio, quem participar da comitiva pernambucana terá a sua disposição assessoria técnica e agendamento de encontros, para os que se inscreverem logo. Embora ainda falte mais de um mês para a realização da feira, os interessados têm pouco tempo para garantir presença. Para aqueles que desejarem ter reuniões com possíveis compradores, por exemplo, a AD Diper precisará fazer os agendamentos dos encontros, tarefa que requer prazo maior e precisão.

Será dada prioridade às empresas integrantes do Projeto Primeira Exportação, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, executado no estado pela AD Diper. O empresário precisará arcar com sua passagem aérea e hospedagem. O investimento, dependendo do hotel escolhido e do tipo de acomodação, varia de US$ 2.157,00 a US$ 2.979,00. A parte área pode ser parcelada em cinco vezes no cartão e a terrestre, em três no boleto. Uma agência especializada cuidará dessa parte.

De acordo com Ivone, através do cruzamento das pautas de importação do Panamá e da pauta de exportação de Pernambuco, é possível enxergar oportunidades no mercado panamenho para uma vasta gama de produtos locais, como medicamentos, calçados, perfumes, moda masculina e feminina, alimentos, artigos para decoração e construção civil.

“Ficamos surpresos com a gama e diversidade de produtos de Pernambuco que o Panamá compra do mundo, significando um mercado com grande potencial a ser explorado”, comenta.

A FEIRA- O evento ocorrerá em um espaço de mais de 20.000m2 e apresentará expositores de mais de 30 países das Américas, Europa, África e Ásia. Para se ter uma ideia do peso da Expocomer, na edição de 2011 participaram 534 empresas expositoras de 36 países, 22.311 visitantes profissionais dos quais 70% provenientes do Panamá e os outros 30% compradores vindos de países da África, das Américas, Caribe, Europa e Ásia. Foram realizados 12.633 contatos de negócios e as transações comerciais somaram US$ 128,5 milhões.
“Quatro fatores, entre outros, tornam o Panamá muito atrativo para as exportações de bens e serviços de

Pernambuco: a estratégica localização geográfica faz dele um hub para os mercados das Américas e da região do Caribe; a Zona livre de Colon, que além de ser a maior ZLC das Américas se constitui em um centro redistribuidor de produtos para a Região; o Brasil participa apenas com 0,6% das importações totais do Panamá e as boas oportunidades podem ser mais bem aproveitadas se as empresas conhecerem mais profundamente o mercado. Por fim, a partir de junho deste ano teremos quatro vôos semanais de Copa Airlines do Recife para a capital Cidade do Panamá”, enumera Ivone Malaquias, gerente de Comércio Exterior da AD Diper.

O PAÍS – O Panamá é um mercado foco para a promoção comercial de Pernambuco. Em 2008 a AD Diper e o Consulado do Panamá no estado fizeram uma prospecção naquele país, por meio da qual identificaram uma série de oportunidades, principalmente se a empresa se instalar na Zona Livre de Colón para se beneficiar com a isenção ou redução do imposto de importação dos inúmeros Acordos de Livre Comércio celebrados com a China, Cingapura, Costa Rica, Colômbia, México, República Dominicana, Chile, etc. Atualmente, estão em negociação acordos desse tipo com os Estados Unidos, Canadá, União Européia e Cuba.
Informações:

AD Diper: 81 31817327/7326, com Fabiana Macêdo ou Lucas Cisneiros
fabiana@addiper.pe.gov.br / lucas.cisneiros@addiper.pe.gov.br

Vale a pena investir em P&D?

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Uma das notícias marcantes do início do ano foi o anúncio das dificuldades de caixa e o pedido de proteção contra falência da Eastman Kodak, tradicional empresa da indústria da fotografia.

Segundo especialistas, a empresa, que um dia já foi a número 1 em filme não conseguiu fazer a transição para o mundo digital. Na década de 90, chegou a ter participação de mercado de 85% nos Estados Unidos e contar com quase 100 mil colaboradores. O caso da Kodak é muito interessante, pois a empresa sempre investiu muito em pesquisa e desenvolvimento, inovando muito ao longo de sua história. Filmes coloridos produzidos em escala comercial, o carrossel de slides e a própria câmera digital foram algumas de suas criações ao longo dos 125 anos de história. Por incrível que pareça, as câmeras fotográficas digitais, consideradas como a principal causa da derrocada da empresa, foram criação da própria Kodak – isso foi na metade da década de 70, quando as máquinas convencionais e consequentemente os filmes fotográficos representavam boa parcela dos lucros da companhia.

Somente em 2003 a Kodak tentou entrar com mais força nas máquinas digitais, mas concorrentes japoneses já haviam se posicionado e dominavam esse mercado. O fato é que, apesar de investir em pesquisa, a Kodak nem sempre soube transformar essas novidades em mais do que patentes. Hoje a empresa detém uma grande quantidade delas, porém a estratégia era pesquisar, proteger e licenciar para outras companhias aquilo que estivesse fora do negócio de filmes. Com essa lógica, boas oportunidades se perderam e, mais do que isso, boa parte das pesquisas se concentravam um mercado em decadência (o de filmes fotográficos). Era mais ou menos como seguir pesquisando e patenteando uma nova máquina de escrever, quando o mercado todo migrava para computadores pessoais. Dado tudo isso, fica a pergunta: vale a pena investir em pesquisa e desenvolvimento?

Mensalmente acompanhamos um conjunto de empresas brasileiras consideradas inovadoras e que possuem papeis listados na Bovespa. Essa carteira, composta por 31 empresas que obtiveram algum tipo de reconhecimento público (premiação) em relação à inovação por publicações especializadas, forma o que chamamos de 3i (índice de inovação Innoscience). O resumo de 2011 é o seguinte: a carteira do 3i fechou o ano com desvalorização de 6,84% enquanto o Ibovespa desvalorizou 18,1%.

Desde 2007 a carteira das inovadoras valorizou 215%, o que equivale a 88 pontos percentuais acima do Ibovespa no período. A resposta a pergunta acima é: claro que vale a pena investir em pesquisa e desenvolvimento, desde que essa atividade esteja alinhada à estratégia da empresa e, sobretudo, ao mercado. Dizem que um dos maiores problemas do modelo brasileiro de pesquisa das universidades é a dificuldade de transformar em riqueza o conhecimento gerado, além de uma orientação voltada à publicação e patentes ao invés de buscar novas oportunidades de crescimento. Acredito que a lógica é a mesma quando falamos do meio empresarial.

Aquelas que conseguem transformar seus esforços de P&D em inovação certamente colhem melhores resultados e conseguem manter-se competitivas no mercado.

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Felipe Scherer é sócio-fundador da Innoscience e autor do livro “Gestão da Inovação na Prática”

Ações da Vale têm 5ª maior alta do mundo; Apple lidera ranking

As ações da Apple são as que mais se valorizaram na última década, entre as 200 maiores empresas do mundo, segundo um levantamento publicado no site da revista “The Economist“.

Conforme mostra o gráfico acima, reproduzido do site da Economist, quem investiu US$ 100 na companhia fundada por Steve Jobs em fevereiro de 2002 hoje tem em mãos papéis avaliados em US$ 3,9 mil.

A brasileira Vale aparece em quinto lugar desse ranking, com um retorno de US$ 1,2 mil para quem aplicou os mesmos US$ 100 há dez anos. O Banco do Brasil está em oitavo do ranking, com um retorno de cerca de US$ 1,1 mil para a mesma aplicação inicial.

Não custa lembrar que nesse tipo de ranking, que considera o preço das ações em dólares, as empresas brasileiras são beneficiadas pela variação cambial. Desde fevereiro de 2002, o real se valorizou 41%, segundo dados do Banco Central.

Das dez companhias que mais deram retorno nesse período, sete são de países emergentes e três são americanas. Abaixo da Apple estão Sberbank (da Rússia), ConocoPhillips (EUA), Amazon (EUA), Vale, Petrochina, América Movil (México), Banco do Brasil, China Petroleum e Oil & Natural Gas Corp (Índia).

Outra empresas que tiveram excelente resultado, como Google, não estão na lista porque só foram consideradas as que já existiam em 2002.

Radar Econômico / Silvio Guedes Crespo

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Clima Econômico melhora nos EUA e Brasil é o melhor no grupo dos Brics

Clima econômico melhora nos EUA e na Uniao Europeia, e piora na China

Resultados apontam para recuperação da economia norte-americana, enquanto na Europa as expectativas estão mais favoráveis

O Índice de Clima Econômico (ICE) no mundo registrou leve melhora entre outubro de 2011 e janeiro de 2012, ao passar de 4,4 para 4,6 pontos. O crescimento foi puxado pelo Índice de Expectativas (IE), que aumentou de 4,1 para 4,6 pontos, enquanto o Índice da Situação Atual (ISA) piorou discretamente, ao cair de 4,6 para 4,5 pontos.

O cenário mundial (países desenvolvidos e emergentes) é um pouco menos favorável que o da América Latina.

Clima econômico melhora no mundo, e Brasil retoma a fase do boom.

O estudo é realizado em 119 países pelo instituto alemão Ifo, da Universidade de Munique, que tem parceria no Brasil com a Fundação Getúlio Vargas.

Nos Estados Unidos, após sucessivas quedas desde abril de 2011, o ICE passou para a zona favorável em janeiro, ao alcançar 5,3 pontos. Houve melhora do ISA e do IE. É importante destacar que o IE de janeiro está acima da média de 6,0 pontos dos últimos 10 anos nos EUA país. O ISA, de 4,3 pontos, ficou um pouco abaixo da média de 4,5 pontos. Estes resultados apontam para a recuperação da economia norte-americana, o que se confirma pelos dados de redução do desemprego divulgados em janeiro.

Na zona do euro, ainda em fase de recessão, ocorre piora da situação atual, mas melhora das expectativas. A Alemanha, economia líder da região, registra este comportamento, porém, continua na fase de declínio iniciada em abril de 2011, apresentando ISA favorável e IE desfavorável.

No grupo dos BRIC, todos melhoram o índice de clima econômico, exceto a China, onde foi registrada piora nos dois índices que compõem o ICE. A expectativa de uma deterioração acentuada da balança comercial chama atenção no caso chinês. Ressalte-se ainda que o Brasil apresentou o maior ICE entre os BRIC, o que não ocorria desde janeiro de 2010.

O Índice de Clima Econômico em países desenvolvidos e emergentes, em janeiro de 2012 (os números entre parênteses indicam as pontuações em outubro de 2011):

• Brasil: 6,2 (4,8)
• Alemanha: 5,5 (5,1)
• EUA: 5,3 (3,9)
• Índia: 5,2 (5,0)
• Rússia: 4,8 (4,2)
• Japão: 4,4 (5,0)
• China: 4,2 (4,6)
• União Europeia: 4,2 (4,1)
• Reino Unido: 4,2 (3,7)
• França: 3,2 (2,9)