Sete Brasil fecha com 5 estaleiros construção de sondas

A Sete Brasil, empresa que recebeu encomendas bilionárias de afretamento de 21 sondas da Petrobras, fechou a construção dos equipamentos com cinco estaleiros, informou a companhia nesta quinta-feira.

Foram contratados a OSX, do grupo do empresário Eike Batista; a Keppel Fels, no Rio de Janeiro; Rio Grande 2, no Rio Grande do Sul; Jurong Aracruz, no Espírito Santo; e Enseada do Paraguaçu, na Bahia.

A Sete Brasil deverá assinar na próxima semana o contrato com os estaleiros, segundo nota divulgada pela empresa antes de conferência de imprensa.

Das 26 sondas de perfuração contratadas pela Petrobras em uma licitação que envolverá US$ 76 bilhões, a Sete Brasil ganhou contratos para 21.

A Sete Brasil é constituída por fundos de pensão, bancos de investimento e conta com capital de 10% da própria Petrobras.

Para operar as 21 sondas, a companhia se associou a Odebrecht, Queiroz Galvão, Sea Drill, Petroserv, Odfjell e Etesco.

Gerente de Projetos da Alphatec é destaque

O Gerente de Empreendimentos da Alphatec S.A, Luiz Carlos Carrete e Silva, recebeu o prêmio Destaque de Gerenciamento de Projetos do Rio de Janeiro durante o 9º Encontro Nacional de Profissionais de Gerenciamento de Projetos, que reuniu profissionais de todo Brasil.

A distinção, outorgada pelo Project Management Institute do RJ, teve como objetivo reconhecer os cinco profissionais que mais contribuíram para o desenvolvimento das praticas de gerenciamento de projetos no Estado do Rio de Janeiro.

Com o Engenheiro Luís Carlos Carrete em 2009. Visita à Alphatec Naval, Niterói, RJ

Para Luiz Carlos Carrete e Silva, a entrega deste prêmio demonstra a importância que o gerenciamento de projetos vem conquistando dentro do contexto da Alphatec.

Além de Luiz Carlos Carrete, também foram agraciados: Wagner Victer, Presidente da CEDAE, Otavio Pieranti, Diretor da PROMON Engenharia, José Candido Muricy, Subsecretario da Casa Civil e Coordenador do Escritório de Projetos do Governo do Rio e Daniel Moczyldlower, CEO da Chentech.

A Alphatec

Alphatec - Macaé, RJ

A Alphatec atua desde janeiro 1993 no mercado de petróleo, investindo em processos e tecnologias de produção. O Sistema de Gestão da Alphatec está certificado na NBR ISO 9001:2000 e OHSAS 18001:2007 nas atividades de Inspeção, Reparo e Soldagem de Risers de Perfuração, Módulos Flutuadores e Tubulações de Grande Diâmetro.

A Alphatec, está implantando em Pernambuco, na cidade de Escada, um projeto de R$ 15 milhões e deve começar a operar até julho ou agosto. E pode crescer. A empresa estuda transferir para Pernambuco parte da fábrica de módulos flutuadores para raisers de perfuração de petróleo, um projeto em gestação orçado em cerca de R$ 10 milhões. No mundo, só duas empresas são capazes de construir esses módulos. “O plano de negócios está sendo feito e até maio ou junho vamos tomar uma decisão”, afirma Mário Wilson, presidente da empresa.

Junto com a fábrica da Alphatec chega um centro de treinamento para mil pessoas. Lá serão treinados soldadores, caldeireiros, pintores e mecânicos para atender às exigências da Petrobras. Muitos virão do corte da cana, como ocorre em Macaé (RJ). “A mão de obra é um desafio e uma etapa a ser vencida. Não deve ser motivo de preocupação”, ensina o executivo.

Usinas de Pernambuco terão de comprovar pagamento de matéria-prima

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Processadoras de cana também terão de comprovar que estão em dia com as obrigações trabalhistas junto aos fornecedores

por Globo Rural On-line, com informações da Agência CNA

A partir de 1º de março, uma nova medida do governo estadual que obriga as usinas de açúcar e álcool a comprovarem o pagamento aos produtores pela matéria-prima entrará em vigor. A nova regra consta em um decreto assinado pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e beneficiará mais de sete mil fornecedores de cana-de-açúcar em todo o estado.

De acordo com Gerson Carneiro Leão, presidente da Comissão Nacional de Cana-de-Açúcar da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Sindicato dos Cultivadores de Cana-de-Açúcar do Estado de Pernambuco (Sindicape), a exigência é um antigo pleito do setor canavieiro, e tem como objetivo garantir o pagamento pelas usinas.

Serão exigidos condicionantes para que as indústrias continuem a receber o crédito presumido concedido pela Secretaria de Estado da Fazenda referente ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que abate parte do tributo a ser pago pela comercialização de derivados da cana para outros estados.

Além de pagar pela cana, usinas e destilarias também terão de comprovar que estão em dia com as obrigações trabalhistas junto aos fornecedores. “Algumas indústrias não estavam pagando os produtores pela matéria-prima, deixando muitos sem receber. Isso é deixar de honrar seus compromissos financeiros. Agora teremos uma garantia de pagamento”, explicou Leão.

Ele explica também que, como complemento dessa obrigatoriedade de pagamento pela matéria-prima, as usinas terão de apresentar uma declaração de regularidade à Secretaria de Fazenda para receber o crédito presumido.

O documento será expedido pelo Sindicape e pela Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), principais articuladoras da medida junto ao governo estadual. Na avaliação de Carneiro Leão, a ação deveria ser adotada por outros estados produtores de cana para que seus fornecedores também fossem beneficiados.

Petrobras faz megalicitação para equipamentos de plataforma

Está em curso na Petrobras uma megalicitação para a compra dos módulos de produção, geração de energia e outros equipamentos a serem acoplados aos cascos de plataformas que estão em construção no estaleiro Rio Grande (RS).

Segundo Renato Duque, diretor de Serviços da Petrobras, cinco pacotes serão contratados. Cada um deles, diz, já recebeu, ao menos, dez propostas. Ou seja, ao todo, 50 lances foram feitos por ao menos 30 diferentes empresas.

Os nomes das companhias interessadas na encomenda não foi revelado –nem o valor das propostas nem o de cada um dos pacotes. “Não estamos mais divulgando essas informações”, disse Duque.

De acordo com o executivo, as empresas têm de comprovar licenciamento ambiental e obtenção de terreno junto ao mar para entrar na disputa. Ou seja, não há a necessidade de já possuírem um estaleiro instalado.

Todo o trabalho de integração dos módulos aos cascos será feito no Brasil pelos vencedores de cada um dos pacotes.

PEDRO SOARES / Folha.com

BNB: não faltará recurso para o agronegócio

Apenas no Perímetro de Acaraú, financiamentos somam R$ 20 mi. BNB dispõe, neste ano, de R$ 11 bilhões do FNE

Não faltará dinheiro para financiar o agronegócio. Quem o garante é o superintendente do Banco do Nordeste, Rivônio Pinho, que está em Berlim em viagem de observação à Fruit Logística, maior feira de frutas do mundo, na qual produtores nordestinos, os do Ceará no meio, estão expondo e vendendo, principalmente, melão, melancia, manga e banana.

No estande do Instituto Frutal na Fruit Logística, Rivônio revelou que o BNB já financia os fruticultores dos perímetros irrigados do Baixo Acaraú, Varjota e Chapada do Apodi. “Somente no Perímetro de Acaraú, os financiamentos alcançam R$ 20 milhões, com um detalhe interessante: o índice de inadimplência tem caído muito nos últimos meses, graças à chegada de investidores do Sul, Sudeste e Centro-Oeste”, salientou.

Novas tecnologias

Segundo o superintendente do BNB, esses empresários, incluindo os que vieram do Paraná, estão trazendo para o Ceará a experiência e novas tecnologias. “Diante das boas terras e da água disponível no Perímetro de Acaraú, eles logo decidem comprar os lotes e pagar as dívidas dos seus antigos donos. A disposição do BNB é continuar oferecendo-lhes financiamento para a ampliação dos seus negócios, o que gera emprego e renda na região”, disse Rivônio Pinho.

Recursos disponíveis

O Banco do Nordeste dispõe, neste ano, de R$ 11 bilhões do FNE para financiar projetos privados. Desse total, 51% destinam-se ao financiamento dos micros e pequenos empreendimentos rurais ou urbanos nos estados nordestinos.

Rivônio Pinho lembrou a recente decisão do Conselho Deliberativo da Sudene (Condel), que elevou de R$ 2,4 milhões para R$ 16 milhões o teto para o enquadramento dos micros e pequenos negócios nas carteiras de financiamento do BNB. “Isso beneficiou profundamente as pessoas que, vocacionados para os negócios, estavam longe deles por falta de um incentivo, que agora têm”, finalizou.

Frutas exóticas

Na Fruit Logística, são expostas – e degustadas – as mais exóticas frutas provenientes das mais longínquas fontes de produção, como a Tasmânia, uma ilha ao Sul da Austrália. No Pavilhão 26, estão juntos Brasil, Argentina, Costa Rica, Equador, Uruguai, Chile, México e Panamá, grandes produtores de melão, banana, mamão, laranja, abacate, uva, maçã, pera e pêssego. Ao lado, estão os estandes do Japão, da China e da Índia.

EGÍDIO SERPA
COLUNISTA

Brasil é o mais estável dos Brics

A grande vantagem é a estabilidade e a transparência política, mas tem as menores taxas de expansão

São Paulo. O Brasil é o país mais estável política e economicamente entre os Brics (grupo que reúne também China, Rússia. Índia e África do Sul) e outros emergentes, mas, por outro lado, é o que registra as menores taxas de crescimento. Esta é a conclusão de um estudo da agência de classificação de risco S&P (Standard & Poor´s) divulgado nesta semana, que comparou o Brasil também com Colômbia, México, Peru e Panamá.

Para o analista de crédito da agência Sebastian Briozzo, a grande vantagem do Brasil sobre esses demais países é a estabilidade e a transparência do seu sistema político.

Ele observa que o país passou em 2003 de um governo de centro (FHC) para um de centro-esquerda (Lula) sem mudanças significativas na política macroeconômica. “Se as instituições políticas são fortes, é mais difícil ter uma virada no modelo econômico”, observa.

Segundo ele, a solidez e a prudência da política econômica brasileira fortalecem as contas externas (ou seja, atrai dólares para cá) e possibilita a diversificação da economia. “Isso reduz a dependência externa, sustenta o crescimento e dá flexibilidade para suportar riscos advindos da crise global”, afirma.

Menores taxas

Esses aspectos positivos, no entanto, não são suficientes para alavancar o crescimento. Comparado aos demais países analisados, o Brasil é que tem as menores taxas de expansão.

Segundo Briozzo, como a maioria desses países é mais pobre que o Brasil, principalmente do ponto de vista de renda per capita, é natural que eles tenham espaço para crescer mais rápido. Mas o principal fator que limita o crescimento do país, diz, é o baixo volume de investimentos. Entre os países analisados, o Brasil tem a menor taxa de investimento.

Após reduzir os investimentos no ano passado, o governo promete elevar esses gastos neste ano. A promessa é pouco compatível com outro objetivo: economizar o equivalente a 3,1% do PIB para pagar juros da dívida. “O rigor fiscal é muito importante. O governo tem que aumentar os investimentos, mas controlar os outros gastos”, afirma Briozzo. Em novembro, a S&P elevou a nota de risco soberano do Brasil para BBB, indicando que o investimento no país ficou mais seguro.

Real

O diretor de Política Monetária do Banco Central, Aldo Mendes, afirmou que o real já se torna conversível para os países vizinhos. Ele acredita que, no longo prazo, a moeda atingirá a mesma condição globalmente.

Segundo ele, a precondição para que uma moeda se torne conversível é o peso do país no comércio global. “Precisamos seguir adiante e abrir mais nossa economia para o exterior antes de termos uma economia conversível”, disse a investidores estrangeiros presentes no Best Brazil, da BM&FBovespa, em Londres.

Gargalos nos trilhos da ferrovia

Em reunião a portas fechadas, Dilma viu detalhes da execução da obra e cobrou o cumprimento de prazos

Salgueiro – Se em Parnamirim a presidente Dilma Roussef deixou claro aos jornalistas que o tom da visita às obras da ferrovia Transnordestina era de acompanhamento e de cobrança de prazos, na reunião realizada em Salgueiro, no fim da manhã de ontem, o clima não foi diferente. Dilma teria deixado claro que a obra é importante para a região Nordeste, quis ver um detalhamento da execução do projeto, cobrando o cumprimento dos prazos, e deixado claro que o governo não revisará pra cima os custos da obra.

O encontro aconteceu a portas fechadas com a presença dos governadores de Pernambuco, Eduardo Campos; do Ceará, Cid Gomes; e do Piauí, Wilson Martins; com a direção da Odebrecht Infraestrutura e da Transnordestina Logística S.A (parceiras na execução do projeto) e contou com os ministros dos Transportes, Paulo Sérgio Passos; a ministra interina do Planejamento, Eva Schiavon; o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, e com o secretário do PAC, Maurício Muniz.

“Ela (Dilma) quis ver com detalhes esse aspecto físico de infraestrutura, de pontes, viadutos, e principalmente quais são os gargalos – seja da Transnordestina, seja dos governos federal e estadual, para dirimir definitivamente esses gargalos”, explicou Tuffi Daher Filho, presidente da Transnordestina Logística S.A., ao final da reunião que começou por volta das 11h30, teve um intervalo para almoço às 13h, e foi encerrada numa etapa posterior, às 15h30 – quando Dilma seguiu viagem de volta a Brasília.

Apesar de negar publicamente, o consórcio que executa a obra da ferrovia tem a expectativa de revisar junto ao governo federal os valores finais do projeto, orçado em R$ 5,42 bilhões – dos quais R$ 1,3 bilhão são da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), controladora da Transnordestina Logística, e R$ 164,6 milhões são da União, também acionista. O restante é oriundo de financiamentos públicos (Finor, FNE, BNDES e FDNE). Tuffi Daher Filho negou que essa revisão de valores tenha entrado na pauta da reunião com a presidente Dilma Roussef ontem.

Segundo o próprio Daher, na última visita que fez a Pernambuco para tratar da reconstrução do trecho complementar entre o Cabo de Santo Agostinho (PE) e Porto Real do Colégio (AL), destruído pelas chuvas de 2010, do total previsto para executar a obra, R$ 3 bilhões já teriam sido gastos. Sobre os atrasos, o presidente da Transnordestina Logística S.A. citou como principais causas as dificuldades nas desapropriações, realizadas pelos governos estaduais, e burocracia envolvendo licenças ambientais.

JULIANA CAVALCANTI Enviada especial / Diário de Pernambuco